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Mercado de assinaturas deve mais que dobrar até 2025

Atualmente avaliado em US$ 650 bilhões, o setor pode atingir a marca de US$ 1,5 trilhão em três anos, segundo relatório.

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
01/06/2022 às 13h11
Mercado de assinaturas deve mais que dobrar até 2025
Foto: Reprodução

A economia de recorrência segue aquecida e deve mais que dobrar até 2025, conforme relatório da Lineup divulgado pelo site What's New In Publishing. Atualmente avaliado em US$ 650 bilhões, o mercado de assinaturas digitais pode atingir a marca de US$ 1,5 trilhão em três anos, estimulado por fatores como a expansão dos modelos de monetização, o avanço tecnológico, o consumo verde e as estratégias de retenção com foco na personalização.

De acordo com o relatório, algumas tendências devem impulsionar o crescimento do mercado de assinaturas digitais com foco nos veículos de comunicação, entre elas: a expansão das ofertas de assinatura incentivadas pelos criadores de conteúdo em plataformas de mídias sociais; a consolidação de modelos alternativos de produção de notícia; e a personalização de conteúdo como fator de maior relevância para a retenção de assinantes.

Um dos seis segmentos desse mercado, os publishers estão na dianteira desse processo. Para Thiago Lins, publicitário e CGO da Robox, uma plataforma para gestão e venda de conteúdo por assinatura, trata-se de uma solução atraente para editores que desejem diversificar suas fontes de receita, diminuir a dependência da publicidade e garantir, assim, a sustentabilidade do seu negócio.

“Não podemos esquecer que, muito antes da febre dos clubes de assinatura, atenuada especialmente nos últimos dois anos pela pandemia da Covid-19, foram os publishers os verdadeiros pioneiros da economia de recorrência. Mas a maioria deles não estavam preparados para um mercado totalmente digital que, mais do que facilidades tecnológicas, exige diferenciais competitivos”, destaca o especialista.

Um exemplo citado no documento são as ferramentas de disparo de newsletters, que puseram em evidência o prestígio de jornalistas individuais, sua capacidade de influência e o potencial do conteúdo especializado. Para Thiago Lins, a produção de conteúdo com foco no usuário deve orientar as práticas do mercado editorial no contexto de transformação digital.

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“São as novas caras de um jornalismo que, apesar de promissor, precisa se reinventar. É um mercado que requer imersão no negócio e metodologias de inovação muito bem estabelecidas, com ofertas de assinatura personalizáveis e flexíveis. Por isso, publishers que criam pacotes e adotam modelos híbridos de monetização estarão sempre um passo à frente daqueles que adotam uma abordagem única”, pondera o publicitário.

E as opções são diversas. Além da tradicional publicidade - que hoje disputa espaço com as big techs - e dos já conhecidos paywalls, ou seja, a cobrança para que o usuário tenha acesso a determinados conteúdos mediante assinatura, o mercado vive o que tem sido chamado de “segunda onda das assinaturas”. Nessa conjuntura, mais do que a entrega do conteúdo, especialistas defendem que a proposta de valor consiste em proporcionar experiências aos assinantes.

Um outro fator que deve contribuir para a expansão do mercado editorial no ecossistema digital é o avanço tecnológico e o crescimento do número de pessoas com acesso à Internet. Conforme relatório da DataReportal, mais de 5 bilhões de pessoas, ou seja, 63% da população mundial já está online. Além disso, um outro levantamento do What’s New in Publishing aponta que 75% do consumo de notícias agora acontece pelo celular.

Números que, de acordo com o CGO da Robox, são decisivos para os novos rumos da indústria da comunicação. "Se quer obter sucesso e construir negócios digitais rentáveis, o publisher deve testar formas de monetização distintas e estar disposto a inovar sempre", reitera e finaliza Lins.

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