23°C 34°C
Parauapebas, PA
Publicidade

Automedicação é um hábito perigoso que pode agravar a saúde

Prática comum entre os brasileiros, o uso indiscriminado de medicamentos sem orientação médica pode causar intoxicações, agravar doenças e até levar à morte

Redação
Por: Redação
28/08/2026 às 10h18
Automedicação é um hábito perigoso que pode agravar a saúde
Bárbara de Alencar, médica clínica da Hapvida/Fotos: NM Comunicação

Tomar um analgésico aqui, um antibiótico ali, usar sobras de medicamentos de tratamentos antigos ou seguir dicas de conhecidos: a automedicação ainda é um hábito comum entre os brasileiros. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50% dos medicamentos no mundo são prescritos, dispensados ou utilizados de forma inadequada. No Brasil, uma pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF) revelou que 77% da população admite já ter se automedicado.

A prática, muitas vezes banalizada, pode ter consequências sérias. De acordo com a médica clínica da Hapvida, Bárbara de Alencar, o uso de medicamentos sem orientação médica pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico correto, provocar reações adversas graves e até comprometer a eficácia de tratamentos futuros. “A automedicação oferece uma falsa sensação de segurança. Muitos pacientes acreditam que, por já terem usado um medicamento no passado ou por ele ser vendido sem prescrição, não há riscos. Mas isso é um engano perigoso”, alerta a médica.

Continua após a publicidade
Anúncio

Entre os principais perigos estão as interações medicamentosas, ou seja, quando remédios combinados sem critério geram reações no organismo, e os casos de intoxicação. Além disso, o uso incorreto de antibióticos contribui para um problema global que é a resistência antimicrobiana, quando as bactérias se tornam resistentes aos tratamentos e colocam a vida em risco.

“Já atendi pacientes que estavam se automedicando há dias, achando que estavam controlando um problema simples, quando na verdade estavam agravando um quadro infeccioso ou encobrindo sintomas de uma doença mais séria”, relata Bárbara. “O diagnóstico precoce é essencial para a recuperação. E isso só é possível quando a pessoa procura atendimento médico logo nos primeiros sinais.”

A especialista reforça que educação em saúde é uma das principais estratégias para reduzir a automedicação. “A população precisa entender que o uso racional de medicamentos salva vidas, mas o uso indiscriminado pode tirar. Nenhum medicamento é isento de riscos. Por isso, antes de qualquer automedicação, o melhor remédio é sempre a orientação médica.”

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Foto: Divulgação
COMPORTAMENTO Há 24 horas

Solidão bate à porta de milhões e revela um problema que vai muito além de estar sozinho

Pesquisa com mais de 218 mil pessoas em quase 150 países mostra que cerca de uma em cada cinco relata solidão em um dia típico; pobreza, desemprego e falta de redes de apoio pesam no cenário

Foto: Divulgação
SAÚDE | MARABÁ Há 2 dias

Marabá acende alerta para HIV e prepara plano municipal de enfrentamento

Dados do Ministério da Saúde colocam o município entre os primeiros do país em índice composto relacionado ao HIV e à aids; Secretaria de Saúde reúne órgãos para definir ações de prevenção, diagnóstico e tratamento

Foto: Divulgação/Redes sociais
Caos na saúde Há 2 dias

Falta de pagamentos ameaça interromper serviços essenciais em Parauapebas

Fornecedores relatam atrasos nos repasses da Secretaria Municipal de Saúde e apontam impactos em unidades e serviços fundamentais; população teme agravamento da situação

Foto: Divulgação
RECURSO HÍDRICO Há 2 dias

Água do Pará vira alvo de cobrança e levanta questionamentos sobre grandes usuários do recurso

Enquanto moradores com poços particulares enfrentam cobranças relacionadas à disponibilidade da rede pública, grandes operações utilizam milhões de metros cúbicos e seguem submetidas a diferentes instrumentos de controle

Foto: Divulgação
SAÚDE Há 2 semanas

Toda criança fica doente, mas quando é hora de investigar a imunidade?

Infecções respiratórias são comuns na infância, principalmente após a entrada na escola, mas episódios graves ou recorrentes podem indicar a necessidade de avaliação médica