23°C 35°C
Parauapebas, PA
Publicidade

Criança paraense não está com poliomielite, diz ministério

O caso é de “paralisia flácida aguda”

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
07/10/2022 às 18h55

O Ministério da Saúde informou não se tratar de poliomielite o caso registrado no Pará em uma criança de 3 anos de idade. De acordo com a pasta, o caso ocorrido no município de Santo Antônio do Tauá é de “paralisia flácida aguda”.

Segundo as autoridades de saúde, esse tipo de paralisia é, em geral, atribuído ao uso da chamada vacina poliomielite oral (VOP) sem que, antes, tenha sido aplicada a vacina inativada poliomielite (VIP).

“Na caderneta de vacinação da criança não consta registro de vacina inativada poliomielite (VIP), que deve ser administrada anteriormente à VOP. Em geral, a vacina poliomielite oral (VOP) é bem tolerada, e muito raramente está associada a algum evento adverso grave. Destaca-se que o risco de paralisia flácida aguda com a VOP é muito raro e que quando a VOP é aplicada como reforço após o esquema básico com a vacina VIP esse risco é praticamente nulo”, informou, em nota, o ministério.

Continua após a publicidade
Anúncio

Ainda segundo a pasta, a criança, que foi atendida ambulatorialmente, não precisando ser internada, está evoluindo bem, recuperando sua força muscular. Ela, no entanto, permanece com “discreta claudicação em membro inferior esquerdo”.

A fim de tranquilizar a população, o ministério informou que, das 764 milhões de doses de COP aplicadas em crianças entre 1989 e 2012, foram registrados apenas 50 casos de pólio vacinal. “A partir de 2012, com a introdução do esquema sequencial VIP/VOP, não ocorreram mais casos de pólio vacinal no país”, acrescentou.

O poliovírus Sabin Like 3 detectado nesse caso não tem, de acordo com o ministério, caráter transmissível e também não altera o cenário epidemiológico no território nacional. Assim sendo, o ministério assegura que “não há casos confirmados de poliomielite no Brasil desde o ano de 1989, e o país segue com a certificação de eliminação da poliomielite”.

A infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia Raquel Stucchi explicou à Agência Brasil que a paralisia flácida aguda pode ter várias causas, inclusive a infecção pelo vírus da poliomielite. “Existem outros vírus causadores deste quadro, que também pode ser autoimune, mas sempre que a paralisia flácida aguda for diagnosticada, a investigação deve incluir a hipótese de poliomielite e uma série de exames deve ser realizada a fim de identificar o real agente causador da paralisia flácida”.

Consultada, a Secretaria de Saúde do Pará não se pronunciou sobre a conclusão ministerial.

Ao comunicar a suspeita de poliomielite à pasta, a secretaria estadual já tinha apontado outras hipóteses diagnósticas, como a Síndrome de Guillain Barré.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Parauapebas - PA
Parauapebas - PA Há 3 semanas

Setembro Amarelo: campanha municipal reforça a mensagem de que “Sua Vida Importa, falar é a melhor escolha”

O Setembro Amarelo é um importante movimento nacional que reforça a necessidade de ampliar o diálogo sobre saúde mental, combater preconceitos e es...

Foto: Divulgação/Redes sociais
STF em foco Há 4 semanas

Mesma advogada liga Banco Master e Hapvida em atuação no Supremo

Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, aparece em processos no STF defendendo a Hapvida e manteve contrato milionário com o Banco Master, de Daniel Vorcaro

Foto: Divulgação
Saúde Há 4 semanas

Vereadora cobra respostas sobre ambulâncias do Samu e dispara contra secretário de Saúde em Parauapebas

Parlamentar afirma ter encontrado apenas uma ambulância em funcionamento durante fiscalização e cobra dados oficiais sobre atendimentos, veículos parados e tempo de resposta

Foto: Divulgação/Redes sociais
Saiu no Diario Há 1 mês

Contrato de R$ 420 mil vira quase R$ 3,3 milhões: Saúde de Parauapebas prorroga ajuste pela sétima vez sem nova licitação — e contrato segue nas mãos de herdeiro

Portaria nº 0767/2026 formaliza o 7º Termo Aditivo ao contrato nº 20180468, do Fundo Municipal de Saúde de Parauapebas; valor inicial de R$ 420 mil, firmado para durar apenas 12 meses em 2018, já soma R$ 3.280.793,40 e segue vigente até setembro de 2026

Foto: Divulgação
SAÚDE Há 1 mês

Sem licitação, Prefeitura de Parauapebas libera R$ 2,6 milhões para duas empresas de saúde — e efeito retroage a antes da publicação

Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), comandada por Wallace André Pedro da Silva, ratifica duas inexigibilidades de licitação para credenciar empresas particulares que vão atender cirurgias eletivas represadas na rede pública — com validade retroativa ao dia 20 de agosto