24°C 38°C
Parauapebas, PA
Publicidade

Farmacêuticos apontam falta de remédios nas redes pública e privada

Escassez de medicamentos é sentida no estado de São Paulo

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
21/06/2022 às 14h46
Farmacêuticos apontam falta de remédios nas redes pública e privada
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Quase todos os farmacêuticos do estado de São Paulo relatam falta de remédios nos estabelecimentos onde trabalham. Levantamento do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo revela que 98,5% dos profissionais apontam falta de medicamentos nas redes privada e pública de farmácias e estabelecimentos de saúde do estado.

Foram ouvidos 1.152 farmacêuticos em todo o estado entre os dias 19 e 30 de maio. Dentre os profissionais, 82,8% atuam em estabelecimentos privados e 14,4% em unidades públicas ou em parceria com o sistema governamental. Trabalham em outros modelos, como entidades filantrópicas, 2,8%.

Entre os que atuam na rede particular, 899 trabalham em farmácias e drogarias, sendo que 893 disseram enfrentar falta de produtos nas prateleiras. A grande maioria (98,3%) dos 118 profissionais que trabalham em estabelecimentos vinculados diretamente ao Poder Público também denunciou falta de remédios.

Continua após a publicidade
Anúncio

Os medicamentos mais em falta são os antimicrobianos, com relatos de escassez por 93,4% dos farmacêuticos. Os mucolíticos, para aliviar os sintomas de infecções respiratórias, estão em segundo lugar, com 76,5% dos profissionais afirmando que há escassez desse tipo de produto. Os anti-histamínicos, usados para alergias, são remédios que faltam nos locais de trabalho de 68,6% dos profissionais, e os analgésicos, em 60,6%.

Falhas dos fornecedores

A maior razão para a falta dos medicamentos, segundo os profissionais, é a escassez no mercado, apontado como fator por 933 dos entrevistados. A alta inesperada da demanda foi mencionada por 561 dos profissionais ouvidos. Uma parte dos participantes (459) citou ainda falhas dos fornecedores e 222 disseram que os preços estão acima do razoável.

Segundo o Conselho Regional de Farmácia, a maior parte dos medicamentos em falta é integrada por formulações líquidas, o que afeta em especial os pacientes pediátricos, que têm mais facilidade de ingerir os medicamentos dessa forma.

Ainda de acordo com a entidade, além das falhas logísticas que afetam diversas cadeias industriais em razão da pandemia de covid-19, a guerra na Ucrânia e as fortes restrições de circulação para conter os surtos de coronavírus na China também prejudicam o abastecimento de remédios.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Foto: Divulgação
SAÚDE Há 13 horas

Telessaúde chega a 63 núcleos e ultrapassa R$ 248,9 milhões em recursos e incentivos em 2026

Expansão fortalece o acesso da população aos serviços de saúde e acompanha o aumento dos teleatendimentos na Atenção Primária e Especializada

Foto: Reprodução/Prefeitura de Parauapebas - PA
Parauapebas - PA Há 2 meses

Setembro Amarelo: campanha municipal reforça a mensagem de que “Sua Vida Importa, falar é a melhor escolha”

O Setembro Amarelo é um importante movimento nacional que reforça a necessidade de ampliar o diálogo sobre saúde mental, combater preconceitos e es...

Foto: Divulgação/Redes sociais
STF em foco Há 2 meses

Mesma advogada liga Banco Master e Hapvida em atuação no Supremo

Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, aparece em processos no STF defendendo a Hapvida e manteve contrato milionário com o Banco Master, de Daniel Vorcaro

Foto: Divulgação
Saúde Há 2 meses

Vereadora cobra respostas sobre ambulâncias do Samu e dispara contra secretário de Saúde em Parauapebas

Parlamentar afirma ter encontrado apenas uma ambulância em funcionamento durante fiscalização e cobra dados oficiais sobre atendimentos, veículos parados e tempo de resposta

Foto: Divulgação/Redes sociais
Saiu no Diario Há 2 meses

Contrato de R$ 420 mil vira quase R$ 3,3 milhões: Saúde de Parauapebas prorroga ajuste pela sétima vez sem nova licitação — e contrato segue nas mãos de herdeiro

Portaria nº 0767/2026 formaliza o 7º Termo Aditivo ao contrato nº 20180468, do Fundo Municipal de Saúde de Parauapebas; valor inicial de R$ 420 mil, firmado para durar apenas 12 meses em 2018, já soma R$ 3.280.793,40 e segue vigente até setembro de 2026