
Quatro pessoas investigadas por participação em um assalto a uma agência bancária em Igarapé-Miri, no nordeste do Pará, foram presas durante a operação “Rastros”, deflagrada pela Polícia Civil nos dias 3 e 4 de novembro.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos e Antissequestro (DRRBA), em conjunto com a Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Os investigados foram alvos de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
O assalto aconteceu na madrugada de 14 de julho de 2025. Na ocasião, cinco homens armados e encapuzados invadiram a residência de um vigilante que trabalhava na agência bancária.
O funcionário foi rendido e teve seus familiares mantidos sob ameaça. Em seguida, os criminosos o obrigaram a acompanhá-los até a agência, onde um segundo vigilante também foi rendido.
Durante a ação, o grupo roubou uma quantia em dinheiro e duas armas de fogo pertencentes à empresa responsável pela segurança do estabelecimento.
As investigações começaram após a prisão em flagrante de um dos envolvidos, ainda no dia do assalto.
Segundo a Polícia Civil, o homem foi abordado em frente à própria residência e estava com aproximadamente R$ 14 mil. Durante o interrogatório, teria confessado que o dinheiro era proveniente da divisão dos valores roubados da agência.
De acordo com o delegado Felipe Castro, responsável pela operação, o investigado atuava como uma espécie de olheiro, monitorando a movimentação nas proximidades do banco e alertando os comparsas sobre a possível aproximação das forças de segurança.
Com o avanço das investigações, os policiais conseguiram identificar outros integrantes do grupo e individualizar as funções atribuídas a cada suspeito.
Conforme a Polícia Civil, havia indícios de planejamento prévio e divisão de tarefas, incluindo coordenação da ação, levantamento de informações, vigilância, transporte, fornecimento de ferramentas, apoio logístico e execução direta do roubo.
A partir dos elementos reunidos, a Justiça autorizou os mandados cumpridos durante a Operação Rastros.
Os quatro investigados foram encaminhados para os procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos e esclarecer completamente a participação de cada integrante no assalto.
A operação representa mais uma etapa do trabalho de investigação contra grupos especializados em ataques a instituições financeiras no Pará.
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