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MPPA faz operação na mansão do prefeito de Marabá e recolhe documentos

Equipe do Grupo de Segurança e Investigação Institucional permaneceu por cerca de cinco horas na residência de Toni Cunha durante diligências que também ocorreram em órgãos da Prefeitura

Redação
Por: Redação
02/10/2026 às 18h46
MPPA faz operação na mansão do prefeito de Marabá e recolhe documentos
Reprodução/ Redes Sociais

Uma equipe do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) realizou, nesta sexta-feira (2), uma operação em diferentes endereços ligados à Prefeitura de Marabá, incluindo a residência do prefeito Toni Cunha, localizada em um condomínio de luxo no município.

Segundo, a equipe do Grupo de Segurança e Investigação Institucional (GSI), acompanhada pelo promotor de Justiça Arnaldo Azevedo, permaneceu por aproximadamente cinco horas na mansão. Durante a diligência, foram recolhidos documentos e outros materiais, acondicionados em malotes.

Além da residência do prefeito, agentes estiveram no Centro Administrativo da Prefeitura, na Folha 26, e na Secretaria de Obras, onde também foram recolhidos materiais para análise.

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De acordo com a publicação, as diligências buscam reunir elementos relacionados a possíveis irregularidades em contratos, licitações e procedimentos administrativos da gestão municipal. Até o momento, o MPPA não divulgou publicamente todos os detalhes sobre o objeto da investigação.

Entre os assuntos mencionados nas reportagens estão contratos milionários da administração municipal, incluindo uma contratação estimada em R$ 133,8 milhões para locação de 40 ônibus, além de contratos relacionados à coleta de lixo e iluminação pública.

Também há um procedimento envolvendo uma contratação de aproximadamente R$ 5,5 milhões para construção de abrigos destinados a famílias atingidas por enchentes. Esses procedimentos ainda são objeto de apuração e não representam, por si só, conclusão de irregularidade.

O Partido Liberal (PL), legenda de Toni Cunha, divulgou nota em defesa do prefeito e classificou a operação como “indevida e desproporcional”. A legenda afirmou ainda que os fatos relacionados à diligência já teriam sido submetidos anteriormente à análise de órgãos de controle.

As investigações seguem em andamento, e o MPPA deverá analisar o material recolhido para verificar se existem elementos que indiquem irregularidades ou eventual responsabilidade.

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