
Um ataque hacker contra a Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo, provocou o desvio de aproximadamente US$ 6,3 bilhões, o equivalente a R$ 34 bilhões. A invasão aconteceu na quinta-feira (29) e os criminosos conseguiram movimentar a maior parte dos ativos em cerca de 20 minutos.
O episódio é considerado o maior roubo já registrado no mercado de criptomoedas, superando ataques anteriores contra grandes plataformas de negociação de moedas digitais.
Segundo informações divulgadas pelo G1, os primeiros levantamentos apontam que os criminosos podem ter conseguido acesso a sistemas internos da empresa por meio do computador de um engenheiro. A investigação também identificou falhas no mecanismo responsável por autorizar transferências de ativos digitais.
Após o ataque, a Binance iniciou uma operação para rastrear as criptomoedas desviadas e tentar impedir que os valores fossem movimentados.
Até o momento, aproximadamente US$ 3 bilhões, cerca de R$ 16,2 bilhões, foram localizados ou tiveram a movimentação bloqueada com ajuda de empresas do setor, incluindo Tether, Circle e Ripple.
Outros US$ 3,3 bilhões, equivalentes a aproximadamente R$ 17,8 bilhões, ainda não tiveram seu destino totalmente esclarecido.
A corretora informou que pretende cobrir integralmente as perdas e afirmou que os recursos dos clientes permanecem protegidos. A empresa também trabalha com especialistas em segurança digital e autoridades para identificar os responsáveis.
Empresas especializadas em análise de transações de criptomoedas, como TRM Labs e Chainalysis, identificaram características semelhantes às de ataques anteriormente atribuídos a grupos de hackers ligados à Coreia do Norte.
A suspeita considera métodos utilizados em outras invasões de grande porte, incluindo o ataque à corretora Bybit, em fevereiro de 2025.
Apesar das análises, a Binance informou que ainda não identificou oficialmente os responsáveis pelo ataque. A investigação continua.
O ataque à Binance supera outros episódios históricos de invasões contra plataformas digitais. Entre os maiores casos estão:
Binance (2026): aproximadamente US$ 6,3 bilhões, cerca de R$ 34 bilhões.
Bybit (2025): aproximadamente US$ 1,5 bilhão, cerca de R$ 8,1 bilhões.
Poly Network (2021): cerca de US$ 610 milhões, aproximadamente R$ 3,2 bilhões. Grande parte dos valores foi posteriormente devolvida.
Ronin Network (2022): aproximadamente US$ 540 milhões, cerca de R$ 2,9 bilhões.
Coincheck (2018): cerca de US$ 530 milhões, aproximadamente R$ 2,8 bilhões.
Mt. Gox (2011 a 2014): aproximadamente US$ 500 milhões em bitcoins, considerando a avaliação mencionada no levantamento.
Os episódios mostram como ataques cibernéticos podem provocar prejuízos bilionários e comprometer a segurança de plataformas que movimentam grandes quantidades de ativos digitais.
A notícia também provocou preocupação entre investidores. O Bitcoin registrou queda superior a 3% durante as negociações desta sexta-feira (30), enquanto o Ether também apresentou desvalorização.
O caso reacende o debate sobre a segurança das corretoras de criptomoedas e os riscos de manter grandes quantias de dinheiro em plataformas digitais.
O ataque à Binance demonstra que, mesmo em empresas gigantes do mercado financeiro digital, falhas de segurança podem resultar em perdas bilionárias em questão de minutos.
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