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MDB mantém hegemonia na Alepa, enquanto PL cresce e vira segunda maior bancada do Pará

Nova composição da Assembleia Legislativa terá 13 deputados do MDB e sete do PL; renovação chega a 46,34% e 19 novos nomes passam a integrar o Legislativo estadual

Redação
Por: Redação
05/10/2026 às 13h42
MDB mantém hegemonia na Alepa, enquanto PL cresce e vira segunda maior bancada do Pará
Foto: Divulgação

A eleição para a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) redesenhou o mapa político do estado e confirmou a força do MDB dentro do Legislativo paraense. Com a totalização dos votos do primeiro turno, realizado no domingo (4), o partido garantiu 13 das 41 cadeiras da Casa e permanecerá como a maior bancada a partir da próxima legislatura.

O resultado também revela uma mudança importante no equilíbrio interno do parlamento. O PL avançou de forma expressiva e conquistou sete cadeiras, tornando-se a segunda maior bancada da Alepa. A nova configuração mostra um Legislativo ainda bastante fragmentado, mas com MDB e PL concentrando juntos 20 das 41 vagas.

A renovação também será significativa. Dos 41 deputados eleitos, 22 foram reeleitos, enquanto 19 novos nomes chegam ao parlamento ou retornam à Casa. Isso representa uma taxa de renovação de 46,34%, indicando uma mudança considerável na composição política que assumirá os mandatos a partir de 1º de fevereiro de 2027.

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Chamonzinho lidera votação

Além de garantir a maior bancada, o MDB também colocou o deputado Chamonzinho no topo da votação estadual. Ele recebeu 115.434 votos, o equivalente a 2,39% dos votos válidos, e foi o candidato mais votado para a Alepa.

Na segunda colocação apareceu Dr. Sipriano Ferraz, também do MDB, com 103.401 votos. O resultado demonstra a força eleitoral da legenda, que conseguiu colocar dois de seus candidatos entre os três mais votados do estado.

O terceiro colocado foi Gustavo Sefer (PSD), com 100.026 votos.

PL amplia espaço no Legislativo

O principal destaque entre as bancadas, além da manutenção do MDB na liderança, foi o desempenho do PL. A legenda elegeu sete deputados estaduais e passa a ocupar a segunda maior bancada da Assembleia.

Foram eleitos pelo PL Lanuzia Cunha, Mariza Almeida, Tati Barra, Renata Fonseca, JK do Povão, Mayky Vilaça e Coronel Neil.

Lanuzia Cunha foi a mais votada da legenda, com 87.182 votos, seguida por Mariza Almeida, com 84.354, e Tati Barra, com 78.986 votos.

Como ficará a Alepa em 2027

A nova composição da Assembleia terá uma distribuição bastante pulverizada entre as legendas. Depois do MDB, com 13 cadeiras, e do PL, com sete, aparecem seis partidos com três representantes cada.

PSD, União Brasil, PT e Podemos terão três deputados cada. Já Avante, PP e Republicanos contarão com dois parlamentares por legenda.

Com uma cadeira cada, completam a composição PSOL, PV e PDT.

A divisão das 41 vagas ficou assim:

  • MDB: 13 deputados

  • PL: 7 deputados

  • PSD: 3 deputados

  • União Brasil: 3 deputados

  • PT: 3 deputados

  • Podemos: 3 deputados

  • Avante: 2 deputados

  • PP: 2 deputados

  • Republicanos: 2 deputados

  • PSOL: 1 deputado

  • PV: 1 deputado

  • PDT: 1 deputado

Os números mostram que nenhum partido, isoladamente, terá maioria absoluta no plenário. Na prática, a formação de maiorias dependerá de articulações, blocos e acordos entre diferentes bancadas ao longo da próxima legislatura.

Pelo MDB, foram eleitos Chamonzinho, Dr. Sipriano Ferraz, Cilene Couto, Iran Lima, Andreia Xarão, Ana Cunha, Watanabe, Erick Monteiro, Ronie Silva, Nenem Albuquerque, Carlos Vinicios, Eugenio Gadelha e Andrea Dantas.

O PL terá Lanuzia Cunha, Mariza Almeida, Tati Barra, Renata Fonseca, JK do Povão, Mayky Vilaça e Coronel Neil.

O PSD será representado por Gustavo Sefer, Leonardo Vale e Delegado Nilton Neves. O União Brasil terá Thiago Araújo, Victor Dias e Angelo Ferrari.

Pelo PT foram eleitos Miro Sanova, Maria e Elias Santiago, enquanto o Podemos terá Alexandre Gomes, Fabricio Miranda e Rui Begot.

O Avante elegeu Renato Oliveira e Paulo Henrique Gomes. O PP terá Luth Rebelo e Paula Titan, e o Republicanos contará com Juá Pará e Torrinho Torres.

Com uma cadeira cada, aparecem Lívia Duarte (PSOL), Fábio Figueiras (PV) e João Coelho (PDT).

Embora o resultado das urnas já tenha definido os 41 parlamentares que deverão ocupar as cadeiras da Alepa, a disputa política dentro da Casa está longe de terminar.

Com 13 deputados, o MDB chega novamente ao centro das articulações. O PL, por sua vez, amplia significativamente seu espaço e passa a ter uma bancada de sete parlamentares, tornando-se um dos principais polos de força do Legislativo.

A fragmentação das demais cadeiras significa que votações importantes deverão exigir negociação entre diferentes partidos. Projetos do governo estadual, orçamento, fiscalização das contas públicas, criação de políticas públicas e matérias de interesse regional estarão entre os temas que deverão movimentar o novo plenário.

A posse dos 41 deputados está prevista para 1º de fevereiro de 2027, após o processo de diplomação dos eleitos.

O resultado das urnas, portanto, não apenas definiu os nomes que ocuparão a Alepa nos próximos quatro anos. Ele também estabeleceu uma nova correlação de forças no parlamento paraense, com o MDB preservando a liderança, o PL avançando e quase metade da Casa sendo renovada.

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