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Gerente de posto é detido em investigação sobre suposto esquema de abastecimento ligado à campanha de Daniel Santos

Investigação apura abastecimento irregular de veículos durante período eleitoral; nomes de aliados de Daniel Santos aparecem entre os autorizados, segundo informações apresentadas na denúncia

Redação
Por: Redação
06/09/2026 às 11h53 Atualizada em 06/09/2026 às 12h03
Gerente de posto é detido em investigação sobre suposto esquema de abastecimento ligado à campanha de Daniel Santos
Foto: Divulgação

Um posto de combustíveis em Ananindeua se tornou alvo de uma ação policial após a identificação de um suposto esquema de abastecimento irregular durante o período eleitoral. O gerente do estabelecimento foi detido para prestar esclarecimentos, enquanto equipamentos e computadores utilizados no controle dos abastecimentos foram apreendidos para auxiliar nas investigações.

O caso ganhou repercussão política porque, segundo as informações que embasam a denúncia, o sistema do estabelecimento teria registrado nomes de pessoas ligadas ao grupo político do ex-prefeito e candidato Daniel Santos entre os autorizados a realizar abastecimentos fora do procedimento convencional.

A suspeita agora é de que o combustível pudesse estar sendo utilizado para abastecer uma estrutura política sem o devido registro e sem a correspondente contabilização eleitoral.

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Entre os materiais recolhidos estão computadores e dados do sistema de controle utilizado pelo posto. A expectativa é que a análise desses registros permita identificar quem abasteceu, quantas vezes abasteceu, quais veículos foram utilizados e quem autorizava as operações.

Segundo a denúncia, aparecem na relação nomes como Franci Pereira, vereadora ligada à base política de Daniel Santos, e Elton Nunes, apontado como chefe de gabinete da Prefeitura.

A simples presença de um nome em um sistema de abastecimento, entretanto, não comprova, por si só, crime eleitoral ou participação em esquema ilícito. A responsabilidade individual dependerá da análise dos documentos, dos registros de abastecimento e das demais provas que eventualmente forem produzidas pela investigação.

O combustível é uma despesa comum em campanhas eleitorais, principalmente para deslocamento de equipes e veículos. O problema surge quando abastecimentos relacionados à atividade eleitoral deixam de ser devidamente identificados, documentados e contabilizados.

É justamente essa questão que deverá ser esclarecida pelas autoridades: qual era a origem do combustível, quem pagava, quem recebia o benefício e qual era a finalidade dos abastecimentos registrados no sistema do posto.

Caso sejam comprovadas despesas eleitorais não declaradas ou utilização irregular de recursos, a situação poderá gerar consequências nas esferas eleitoral e criminal, conforme a natureza dos fatos efetivamente comprovados.

O episódio também reacende discussões envolvendo investigações anteriores relacionadas ao grupo político de Daniel Santos.

A Operação Hades, conduzida pelo Ministério Público do Pará, investigou supostas irregularidades envolvendo contratos públicos e fornecimento de combustível. Segundo informações divulgadas à época, a apuração alcançou abastecimentos que teriam sido destinados a uma propriedade rural ligada ao então prefeito.

Agora, a nova ocorrência envolvendo um posto de combustíveis coloca novamente o fluxo e o controle de combustível no centro das atenções.

Apesar da comparação feita politicamente entre os episódios, é importante destacar que cada investigação possui fatos, provas e responsabilidades próprias e não se pode concluir que uma ocorrência seja automaticamente continuação ou repetição da outra sem comprovação pelas autoridades.

O caso chega em um momento de forte disputa política e aumenta a pressão sobre o grupo ligado a Daniel Santos.

A apreensão de equipamentos e a análise dos registros de abastecimento poderão ser decisivas para esclarecer se houve apenas uma irregularidade administrativa ou se existia, de fato, uma estrutura organizada para custear despesas políticas fora da contabilidade oficial.

Agora, a pergunta que fica é direta:

Quem autorizava os abastecimentos? Quem pagava a conta? Quantos veículos foram beneficiados? E por que determinados nomes apareciam no sistema do posto?

As respostas dependerão da perícia dos equipamentos apreendidos e do avanço das investigações.

Até o momento, as informações apresentadas não permitem afirmar definitivamente que Daniel Santos tenha cometido crime eleitoral ou que os nomes citados tenham participado de um esquema ilícito. As suspeitas precisam ser comprovadas pelas autoridades competentes, com direito à defesa e ao contraditório.

O Portal Parazão Tem de Tudo, há 9 anos levando notícias de todo o Pará, acompanha o caso e buscará manifestação das pessoas citadas, do posto de combustíveis e das autoridades responsáveis pela investigação.

Portal Parazão Tem de Tudo — informação, fiscalização e compromisso com a notícia.

 
 
 
 
 
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