21°C 33°C
Parauapebas, PA
Publicidade

Parque de Bioeconomia acelera verticalização da riqueza verde da Amazônia

Espaço em Belém conecta conhecimento, infraestrutura e mercado para garantir crescimento de produção e acesso maior à renda gerada pelos recursos d...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
30/06/2026 às 17h32
Parque de Bioeconomia acelera verticalização da riqueza verde da Amazônia
Foto: Divulgação

A transformação da biodiversidade amazônica em desenvolvimento econômico exige mais do que recursos naturais abundantes. Necessita de infraestrutura, tecnologia, inovação e capacidade de transformar ativos da floresta em produtos e negócios competitivos. É nesse contexto que o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia se consolida como uma das principais estratégias do governo do Pará para impulsionar a verticalização e a escalabilidade da economia verde: o espaço conecta ciência, empreendedorismo e mercado, para agregar mais valor a produtos e distribuir mais riqueza a comunidades locais, a partir dos recursos da floresta em pé.

Localizado no Complexo Porto Futuro, em Belém, o Parque de Bioeconomia é uma das ações estruturantes do Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio) do Pará. Ele foi concebido para atuar como um ambiente de convergência entre pesquisa, tecnologia, empreendedorismo, mercado e os conhecimentos tradicionais da Amazônia. Mais do que um espaço físico, o equipamento funciona como uma plataforma de inovação voltada ao desenvolvimento de soluções baseadas na biodiversidade, fortalecendo desde empreendimentos comunitários até startups e empresas em processo de expansão.

A iniciativa integra a estratégia estadual de bioeconomia, política pública transversal coordenada pelo governo do Pará e executada por um comitê formado por 19 secretarias e instituições estaduais. O objetivo é transformar a bioeconomia em um modelo de desenvolvimento capaz de gerar riqueza, a partir da floresta em pé, articulando pesquisa, inovação, negócios sustentáveis e acesso a mercados.

Continua após a publicidade
Anúncio

Segundo a secretária-adjunta de Bioeconomia da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), Camille Bemerguy, o Parque de Bioeconomia representa uma etapa estratégica da implementação do Plano Estadual de Bioeconomia, ao criar condições concretas para que os ativos da biodiversidade amazônica avancem em direção a mercados mais sofisticados.

Para Bemerguy, o Parque permite que os ativos da biodiversidade amazônica avancem em direção a mercados mais sofisticados

“O Parque de Bioeconomia materializa uma visão estratégica do governo do Pará para a bioeconomia. Estamos criando condições para que empresas, cooperativas, startups e negócios comunitários tenham acesso à infraestrutura, ao conhecimento técnico e às conexões necessárias para transformar ativos da biodiversidade em produtos de maior valor agregado. Isso significa gerar mais renda, fortalecer cadeias produtivas e manter a floresta como ativo econômico vivo”, ressalta Camille Bemerguy.

Infraestrutura pensada para gerar valor na Amazônia

Criado para aproximar pesquisa, inovação e mercado, o Parque de Bioeconomia reúne uma infraestrutura tecnológica voltada ao desenvolvimento de novos produtos e processos produtivos baseados na biodiversidade amazônica. O complexo abriga o Centro de Inovação, o Laboratório-Fábrica e outros ambientes colaborativos, que permitem a realização de pesquisas aplicadas, a validação de tecnologias e o desenvolvimento de soluções com potencial de produção em larga escala.

Além dos laboratórios e equipamentos especializados, o Parque de Bioeconomia atua como um hub de inovação: ele conecta empreendedores, pesquisadores, investidores e mercados. Essa integração reduz barreiras para o desenvolvimento de novos produtos, acelera processos de pesquisa e inovação e amplia as oportunidades de inserção dos negócios amazônicos em mercados mais competitivos.

Startups encontram ambiente para crescer

Entre os principais públicos beneficiados pelo parque instalado em Belém estão as startups que atuam com soluções voltadas à bioeconomia. Ao disponibilizar equipamentos, suporte técnico e um ambiente favorável à inovação, o espaço tem contribuído para acelerar o desenvolvimento de produtos e reduzir barreiras tecnológicas enfrentadas por empresas em fase de crescimento.

O empresário Gilberto Nobumasa festeja o acesso à infraestrutura disponível no Parque

Gilberto Nobumasa, diretor e fundador da ParáOil, afirma que o acesso à infraestrutura tecnológica disponível no Parque permitiu que a empresa avançasse em processos de inovação que antes eram inviáveis.

“Uma das tecnologias que passamos a utilizar foi a extração supercrítica, algo que já estudávamos, mas que era totalmente inacessível para nós. Ter esse equipamento próximo da nossa operação mudou completamente nossa capacidade de inovar. A partir dos testes realizados, conseguimos gerar resultados que deram origem a novos projetos e também nos ajudaram a planejar os próximos investimentos da empresa”, detalha o empresário.

Casos como o da ParáOil demonstram como o acesso a infraestrutura tecnológica contribui para a verticalização de cadeias produtivas da bioeconomia, permitindo que ativos da biodiversidade sejam transformados em produtos com maior valor agregado e competitividade.

Da floresta para o mercado

Um dos diferenciais do Parque de Bioeconomia de Belém é reunir em um mesmo ambiente startups, empresas, pesquisadores, cooperativas e comunidades tradicionais, criando oportunidades para que conhecimentos amazônicos sejam combinados com ciência e inovação no desenvolvimento de novos produtos.

A empresária Joanna Martins acredita que o Parque democratiza o acesso à inovação

A empresária Joanna Martins, fundadora da Manioca, ressalta que o ambiente criado pelo Parque democratiza o acesso à inovação e amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos produtos baseados nos ingredientes amazônicos.

“A estrutura do Laboratório Fábrica é um sonho para qualquer empreendedor da área de alimentos e bebidas. Ter acesso a tecnologias que normalmente seriam inacessíveis para empresas em estágio inicial, ou mesmo em crescimento, permite testar soluções, aprender novos processos e desenvolver produtos melhores e mais eficientes, sem a necessidade de realizar investimentos muito elevados”, destaca.

Segundo Joanna Martins, a combinação entre infraestrutura tecnológica e conexões estratégicas fortalece toda a cadeia da bioeconomia. “Esse ambiente cria oportunidades para melhorar produtos, reduzir custos, otimizar processos e desenvolver novas soluções. É uma estrutura que apoia negócios em diferentes estágios de maturidade e amplia significativamente o potencial de inovação das empresas amazônicas”, avalia a proprietária da empresa Manioca.

Ao aproximar ciência, tecnologia e mercado, o Parque de Bieconomia de Belém contribui para que produtos desenvolvidos na Amazônia possam alcançar novos consumidores, sem perder sua identidade, origem e vínculo com os territórios onde são produzidos.

O futuro da nova economia amazônica

A atuação do Parque de Bioeconomia integra uma estratégia mais ampla do governo do Pará para consolidar a bioeconomia como vetor de desenvolvimento sustentável. Entre as iniciativas que fortalecem esse ecossistema está o Banpará Bio, linha de crédito criada para apoiar empreendimentos bioeconômicos em diferentes regiões do Estado, ampliando o acesso a financiamento para produtores, cooperativas e empresas.

Para Camille Bemerguy, o principal diferencial do parque está justamente na capacidade de conectar inovação e mercado, criando as condições necessárias para que a bioeconomia amazônica avance em escala.

“Quando criamos ambientes capazes de conectar conhecimento científico, tecnologia, empreendedorismo e os saberes da Amazônia, conseguimos ampliar o valor agregado dos nossos ativos e gerar novas oportunidades para quem vive e produz no território. O parque foi concebido para ser esse ambiente de convergência, capaz de transformar biodiversidade em inovação, renda e desenvolvimento sustentável”, reforça.

Mais do que um espaço voltado à inovação, o Parque de Bioeconomia representa uma infraestrutura estratégica para acelerar a transformação econômica da Amazônia. Ao conectar conhecimento, tecnologia, empreendedorismo e mercado, ele amplia a capacidade do Pará de gerar valor a partir da biodiversidade e fortalecer cadeias produtivas sustentáveis.

Os resultados já observados demonstram que a bioeconomia deixou de ser apenas uma agenda de futuro para se consolidar como uma política pública em expansão. Com o desafio agora voltado à escala, o parque se posiciona como uma das principais ferramentas para transformar potencial biológico em desenvolvimento econômico, inovação e oportunidades para a população amazônica.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.