21°C 33°C
Parauapebas, PA
Publicidade

Justiça decreta prisão preventiva de empresário investigado por homicídio em Parauapebas

Decisão da 2ª Vara Criminal atende pedido da Polícia Civil e reforça investigações sobre a morte de Inácio Gabriel da Silva Oliveira, ocorrida no início de junho; defesa ainda não se pronunciou

Redação
Por: Redação
30/06/2026 às 10h21
Justiça decreta prisão preventiva de empresário investigado por homicídio em Parauapebas
Foto: Divulgação/Redes sociais

A Justiça do Estado do Pará decretou a prisão preventiva do empresário Rogério Aires Penha, investigado pela Polícia Civil por suposto envolvimento no homicídio de Inácio Gabriel da Silva Oliveira, de 25 anos, morto a tiros na madrugada de 4 de junho de 2026, em Parauapebas. A decisão foi proferida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Parauapebas, após representação da autoridade policial responsável pelo inquérito.

O mandado de prisão foi expedido pela juíza Flávia Oliveira do Rosário no dia 24 de junho. Na mesma decisão, a magistrada também autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado, permitindo a apreensão de aparelhos celulares, computadores, documentos e outros dispositivos eletrônicos considerados relevantes para a continuidade das investigações.

Segundo a decisão judicial, os elementos reunidos durante a investigação apontam indícios suficientes de autoria, em tese, para justificar a adoção da medida cautelar. O objetivo da prisão preventiva, conforme previsto na legislação penal, é resguardar a investigação criminal, garantir a aplicação da lei penal e preservar a ordem pública, não constituindo antecipação de pena.

Continua após a publicidade
Anúncio

Crime aconteceu nos fundos de bar

O homicídio ocorreu por volta das 4h30 da madrugada do dia 4 de junho, nos fundos do Bar Buteco, localizado na Rua F-26, no Bairro Cidade Jardim, em Parauapebas.

Conforme o relatório da Polícia Militar, equipes do 23º Batalhão foram acionadas após denúncias de disparos de arma de fogo. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram um homem caído ao solo, já sem sinais vitais.

A vítima foi identificada como Inácio Gabriel da Silva Oliveira, por meio dos documentos encontrados junto ao corpo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) confirmou o óbito ainda no local.

Durante o atendimento da ocorrência, o proprietário de um estabelecimento próximo informou aos militares que ouviu uma discussão pouco antes dos disparos, mas afirmou não ter presenciado a autoria do crime.

A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica e da Polícia Civil, que iniciaram a coleta de vestígios e os primeiros levantamentos investigativos. Na ocasião, buscas foram realizadas na tentativa de localizar suspeitos, porém ninguém foi preso.

Nas semanas seguintes ao crime, a Polícia Civil deu continuidade às investigações, realizando oitivas, levantamentos de informações e outras diligências que culminaram na representação pela prisão preventiva do investigado.

Ao analisar o pedido, a Justiça entendeu estarem presentes os requisitos legais para a decretação da medida cautelar, autorizando também buscas domiciliares para a coleta de provas que possam contribuir para o esclarecimento completo dos fatos.

Entre os materiais que poderão ser apreendidos estão telefones celulares, computadores, mídias digitais, documentos e outros equipamentos eletrônicos, cuja análise poderá auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime e na identificação de eventuais envolvidos.

Até o momento, não há confirmação oficial do cumprimento do mandado de prisão. O inquérito policial permanece em andamento e novas diligências poderão ser realizadas para o completo esclarecimento do caso.

A reportagem também não localizou manifestação da defesa de Rogério Aires Penha sobre a decisão judicial. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

É importante destacar que a decretação da prisão preventiva não representa condenação. O investigado continua amparado pelos princípios constitucionais da presunção de inocência, do contraditório e da ampla defesa, cabendo ao Poder Judiciário analisar, ao longo da instrução processual, as provas produzidas pelas partes.

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil e do Poder Judiciário, que darão continuidade aos atos necessários para a elucidação do homicídio e a responsabilização de quem eventualmente vier a ser considerado culpado, após o devido processo legal.

Portal Parazão Tem de Tudo Jornalismo responsável é aquele que informa com precisão, respeita o devido processo legal e assegura espaço para todas as partes envolvidas.

Clique aqui para ver o documento "Mandado_Prisão.pdf"

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Luiz Bacci (@luizbacci)

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.