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Sect realiza debate sobre mulheres na ciência

Programação realizada pela Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia levanta discussão sobre a visibilidade do protagonismo e da importância das...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Belém
26/03/2026 às 21h07
Sect realiza debate sobre mulheres na ciência
Crédito: Paula Lourinho

Nesta quinta (26), o Museu Paraense Emílio Goeldi foi palco do debate “Mulheres que transformam: Ciência, Tecnologia e Futuro”, programação realizada pela Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia (Sect) com o objetivo decelebrar o Mês da Mulhere proporcionar mais visibilidade, valorização e fortalecimento da participação feminina na produção científica.

Com uma mesa composta por pesquisadoras mulheres, o evento promoveu reflexões sobre temas como equidade de gênero, liderança e cooperação feminina, além da participação de mulheres em áreas científicas onde os homens ainda são maioria, como tecnologia, engenharia e matemática.

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Uma das integrantes da mesa foi a professora Janise Viana, que coordena o projeto “Meninas na Tecnologia”, fruto de uma parceria entre a Universidade Federal do Pará, o Instituto Federal do Piauí e a Universidade de Santa Catarina. Com o objetivo de incentivar o ingresso e a permanência de meninas do Ensino Fundamental e Médio em cursos nas áreas de ciências exatas, tecnologia, engenharia e matemática, o projeto tem atuação em diversas escolas de Belém e outros municípios paraenses.

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Crédito: Élida Miranda
Crédito: Élida Miranda

“O nosso foco são asmeninas que vivem em situação de vulnerabilidade social, e já temos alcançado resultados. Elas têm buscado a participação em cursos, não só dentro do projeto, mas em cursos profissionalizantes, técnicos e a possibilidade de fazer curso superior nas áreas [das Ciências] Exatas”, afirma a coordenadora.

Mulheres na produção de conhecimento

Um dos dados trazidos por Janise é o de que, segundo a Unesco,menos de 30% das profissionaisdas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharias e Matemática no mundo são mulheres. Além disso, apenas3% dos prêmios Nobel de Ciênciaforam concedidos a mulheres.

Crédito: Élida Miranda
Crédito: Élida Miranda

Servidora da Secretaria Municipal de Educação de Belém (Semec) e da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), a mestra em Ensino de Ciências Ambientais Giselle Fonseca criou a plataforma digital Eco Redes Amazônicas, que disponibiliza conteúdos pedagógicos para suporte a professores e alunos da Região Amazônica no desenvolvimento de projetos na área de educação ambiental.

Crédito: Élida Miranda
Crédito: Élida Miranda

“Essa iniciativa defende a soberania tecnológica na Amazônia através de ferramentas socialmente adaptadas à nossa realidade de conectividade”, explica a pesquisadora.

Giselle recebeu orientação da professora Ludetana Araújo, que também participou da mesa e é reconhecida pela trajetória de dedicação à educação ambiental no Pará. Ela convidou os presentes a refletirem sobre as mulheres detentoras de saberes tradicionais e populares, como as feirantes e catadoras, com quem ela atua em projetos acadêmicos.

Crédito: Élida Miranda
Crédito: Élida Miranda

“A gente vem tentando trabalhar a inovação e a liderança dessas mulheres. O que percebemos é que elas querem aprender. Quantos de nós dedicamos nosso tempo para essas mulheres invisíveis, que não estão recebendo certificados e prêmios? Como temos trabalhado na diversidade de atuação das mulheres? Que programação elas estão participando? Que oportunidades estamos dando para elas acessarem a ciência, a tecnologia?”, questionou a professora.

O secretário Municipal de Ciência e Tecnologia, Lélio Costa, participou da programação e destacou a importância de realizar eventos como esse.

“A ideia é essa, é trazer a academia, é trazer as mulheres que fazem ciência, mas sobretudo, aquelas que estão no dia a dia da sociedade, nas diversas formas de trabalho, para buscar fazer uma reflexão um pouco mais profunda nesta mesa redonda, apontando caminhos”, afirma o secretário.

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Uma das participantes no público da programação era Ana Botelho, professora formada em Artes Visuais e em Pedagogia, especialista em Educação de Jovens e Adultos. Emocionada ao relatar a própria trajetória, perpassada por dificuldades próprias da mulher que precisa dividir o tempo entre cuidar da família, estudar e trabalhar, ela conta que o debate é importante para que a mulher consiga se enxergar.

Crédito: Élida Miranda
Crédito: Élida Miranda

“Esse debate é necessário para que as pessoas possam entender que a gente tem que andar junto, que não é uma questão de briga de gênero, que nós estamos ali também tentando espaço. E sim, eu acho que a mulher tem que estar onde ela quer estar”, afirma a professora.

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