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Robótica nas escolas municipais valoriza meninas na ciência

Hoje, Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, o protagonismo feminino se destaca no projeto de Robótica da Semec, realizado em parceri...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Belém
11/02/2026 às 14h13
Robótica nas escolas municipais valoriza meninas na ciência
Foto: Reprodução/Agência Belém

A implementação do projeto de robótica nas escolas municipais incentiva o protagonismo feminino e ganha destaque com a participação no campeonato de robótica do Serviço Social da Indústria (Sesi). Para Maria Cecília Pantoja, aluna da Escola Municipal Olga Benário, participar da equipe de robótica “Olgatec” é algo “incrível”, porque incentiva as meninas na ciência e em outras áreas, que são, em sua grande maioria, ocupadas por homens. “Eu fico muito feliz em ver uma equipe feminina aqui de Águas Lindas tendo esse espaço. É muito bacana ver a gente se desenvolvendo, aprendendo a fazer programações e lançamentos e ter a nossa própria voz na área que a gente está estudando”, conta a estudante do 6° ano.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

NesteDia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, hoje(11), a Secretaria Municipal de Educação (Semec) reforça a importância de alunas e professoras estarem mais inseridas na ciência. Hoje, 55,6% dos orientadores são mulheres, enquanto 56% das equipes são ocupadas por alunas da rede, reflexo do incentivo da Semec a políticas e projetos que estimulam o protagonismo das meninas na ciência, na tecnologia e na inovação, fortalecendo a presença feminina desde a formação escolar.

A Escola Olga Benário foi a única escola da rede municipal composta somente por mulheres a levar o prêmio de “Estrelas em Ascensão”do Campeonato First Lego League (FLL) 2026, categoria destinada às escolas que demonstram grande potencial e desempenho de destaque.

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Segundo o diretor da escola, Marcelo Carvalho, a ideia da criação da equipe se deu por conta do projeto Meninas na Ciência, do governo federal. Na escola, foram selecionadas alunas com bom rendimento, bom relacionamento em grupo e que com espírito de liderança, o que fez toda a diferença para alcançarem a premiação, motivando as alunas. A ideia agora é ampliar a participação dos estudantes.

O impacto do projeto ultrapassa a conquista do prêmio. Entre os resultados pedagógicos observados estão o aumento do engajamento nas aulas, maior frequência escolar, fortalecimento do espírito de liderança e desenvolvimento do trabalho em equipe. As alunaspassaram a se enxergar como protagonistas, capazes de pesquisar, criar, programar e apresentar soluções.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

“A robótica acabou virando, para mim, a minha família. Eu passei a separar o meu tempo para vir à escola porque eu me interessei de verdade, é algo que eu gostei, ela me transformou, abriu portas para mim. Agora eu já sei construir e fazer programação, é muito bom fazer parte da robótica”, diz Paloma Silveira, aluna do 7° ano.

O projeto de robótica deixou de ser apenas uma iniciativa extracurricular nas escolas e se tornou um espaço de pertencimento e descoberta para as alunas, reflexo de umapolítica educacional que entende a ciência como ferramenta de transformação social.

A instrutora de robótica da equipe, Luana Lemos, conta que as alunas tiveram uma mudança significativa na sala de aula. Foi a partir do projeto que passaram a desenvolver a autoconfiança e o pensamento crítico, ajudando na resolução de problemas com a parte prática do robô e, agora, conseguem, nas atividades em turma, liderar trabalhos e pensar em novas alternativas de execução.

“É muito importante nós, da parte pedagógica, incentivarmos essas participações para que elas tenham a visão de que a ciência não é coisa para homem, mas sim para todos, porque geralmente vemos os meninos na área de programação, mas as mulheres conseguem e podem. Dessa forma,elas conseguem estar inseridas no futuro, que é a área tecnológica e da inteligência artificial, e podem ter perspectiva de seguir novas áreas de trabalho no futuro, e é isso que a gente incentiva aqui na escola”, conta a professora.

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