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Protagonismo amazônico marca início da programação na Arena Multivozes na 28ª Feira Pan-Amazônica do Livro

Em tarde de poesia, ancestralidade e afetos, escritores protagonizaram momento marcante regado de literatura e cultura amazônica

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
16/08/2025 às 20h02
Protagonismo amazônico marca início da programação na Arena Multivozes na 28ª Feira Pan-Amazônica do Livro
Foto: Augusto Miranda / Ag. Pará

Na tarde deste sábado, 16, a Arena Multivozes da 28ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi tomada por emoção e profundidade durante o bate-papo entre as escritoras Wanda Monteiro, homenageada desta edição, e Tânia Sarmento, que contou com a intervenção artística "Aquatempo" do escritor Juraci Siqueira.

O público presente acompanhou um bate-papo leve onde a escritora Wanda Monteiro contou todo o processo de escrita para a também escritora Tânia Sarmento, que tem conhecimento sobre todos os eixos da literatura da homenageada. O escritor Juraci Siqueira também participou do momento ao realizar uma leitura cênica de “Aquatempo”, um diálogo poético-filosófico sobre memória, tempo e envelhecimento de um casal de ribeirinhos que mora numa ilha fluvial.

Segundo a escritora Wanda Monteiro, participar da Feira como homenageada é um momento indescritível. “É um sentimento plural, conjugamos vários verbos. Fico embevecida, motivada e agradecida. Outros sentimentos afloram, que me deixam reflexiva sobre a minha trajetória. Um deles é esse sentimento de dever cumprido. O escritor se sente em uma caminhada muito solitária e quando acontece isso soa como uma resposta do público e, sobretudo, uma resposta das instituições que fazem políticas públicas de cultura em nosso Estado”, afirmou.

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Wanda Monteiro, nascida em 1958, no município de Alenquer, no Oeste do Pará, é filha do consagrado escritor Benedicto Monteiro. Herdou do pai não apenas o talento para a literatura, mas também o compromisso com a memória e as lutas do povo paraense. Advogada, escritora e pesquisadora da obra paterna, Wanda construiu uma trajetória sólida, marcada pela produção de contos, ensaios, poemas e romances. Em sua escrita, a Amazônia não é apenas cenário, é protagonista. Com textos publicados em importantes revistas literárias nacionais, ela se destaca como uma das vozes de resistência da literatura amazônica contemporânea.

A escritora Tânia Sarmento não escondeu a felicidade em participar de um momento de afirmação da cultura amazônica. “Não tem como medir a importância de participar desse momento. Esse bate-papo tem um impacto gigantesco ao longo da sua história, o impacto dele sobre o público leitor, principalmente, é algo que a gente não tem como negar. Estou muito feliz de ter participado desse espaço de fala, principalmente, que é um espaço identitário, de todos nós, meus e dos dois escritores”, revelou.

O professor universitário Michel Guimarães, acompanhou o bate-papo com emoção e felicidade por estar diante de grandes nomes da literatura paraense. “Foi muito mais do que uma conversa literária, foi um mergulho profundo em linguagens que dialogam com o tempo, o território e a memória. Cada palavra trocada aqui trouxe à tona camadas da escrita feminina, amazônica e brasileira, com a força de quem entende a literatura como resistência, mas também como delicadeza”, ressaltou.

O bate-papo deste sábado reafirmou a importância de se reconhecer e celebrar as vozes amazônicas contemporâneas. Wanda Monteiro e Tânia Sarmento, com suas falas firmes e poéticas, deram o tom de um evento que não se contenta apenas em vender livros, mas em provocar encontros transformadores.

Serviço

28ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

Local: Hangar Centro de Convenções da Amazônia – Belém

Período: 16 a 22 de agosto de 2025

Horário: das 9h às 22h (entrada até 21h)

Entrada franca

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