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Acolhimento na Fundação ParáPaz transforma a vida de mulheres vítimas de violência

Trabalho da instituição ajuda as vítimas a recuperarem a autoestima e a conseguirem independência financeira

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
12/08/2025 às 08h15
Acolhimento na Fundação ParáPaz transforma a vida de mulheres vítimas de violência
Foto: Divulgação

A., pedagoga de 45 anos, viveu durante 13 anos em um relacionamento que, por muito tempo, tentou salvar, pois tinha uma dependência emocional e financeira do ex-companheiro. Foram anos de tentativas, renúncias e silêncio, até que percebeu que era mais uma vítima da violência doméstica. “Agora eu consigo falar sobre o assunto”, relata, após dois anos da separação.

Quando a violência começou a atingir a filha, que presenciava as agressões, ela entendeu que precisava de ajuda. Mesmo sentindo medo e culpa, procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência e foi encaminhada para a unidade da Fundação ParáPaz, ParáPaz Mulher, em Belém, especializada no acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica, onde deu início ao acompanhamento psicológico.

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“Quando decidi sair de casa por não aguentar mais tanto sofrimento, o agressor disse que ia alegar abandono de lar, mas mesmo assim procurei ajuda e fui muito bem acolhida pelas profissionais e, principalmente, pela minha psicóloga. Foi com ela que comecei a entender tudo o que eu tinha vivido e o quanto precisava de ajuda. Se eu tivesse procurado antes, teria evitado muito sofrimento”, disse.

A. conta que está há poucos dias em um novo emprego e continua com dificuldade financeira, mas se sente mais forte e confiante para reconstruir a vida. “O trabalho desenvolvido pela Fundação ParáPaz é extremamente importante para nós, mulheres, que sofrem ou sofreram violência doméstica. Me ajudou a ter autoestima, a me enxergar como mulher que merece respeito e a não depender do outro pra ser feliz”, afirmou.

Acolhimento e fortalecimento - A Fundação ParáPaz possui unidades especializadas em Belém, Ananindeua, no distrito de Icoaraci e em Marituba. No interior do Estado, conta com unidades em dez municípios: Altamira, Bragança, Breves, Marabá, Paragominas, Vigia, Santa Maria, Santarém, Tucuruí e Parauapebas, onde elas recebem acompanhamento psicológico de forma gratuita.

Segundo Bruna Castelo Branco, assistente social e coordenadora da ParáPaz Mulher, em Belém, os tipos de violência mais comuns relatados são a psicológica, seguida da violência moral.

“Existem inúmeros fatores que fazem elas não realizarem a denúncia ou continuar no relacionamento, e os mais evidenciados são a dependência financeira e emocional. Por isso, todas as mulheres precisam ser orientadas a identificar os primeiros sinais de um relacionamento abusivo”, explica.

O órgão também promove diversas atividades em suas unidades, como encontros, oficinas, cursos e encaminhamentos para a rede de serviços, além da construção de planos de segurança pessoal e emocional. “Nosso objetivo é fortalecer essas mulheres. Trabalhando a autoestima, amor-próprio, autonomia financeira e também atuando na prevenção, com campanhas, blitz educativas, palestras em escolas e empresas”, disse Bruna.

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