21°C 29°C
Parauapebas, PA
Publicidade

Procon-AM alerta sobre relações de consumo e gênero na Semana do Consumidor

Alerta é sobre práticas comerciais abusivas e publicidade enganosa que induzem os consumidores a escolhas equivocadas...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Amazonas
14/03/2025 às 19h02
Procon-AM alerta sobre relações de consumo e gênero na Semana do Consumidor
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Foto: João Pedro/Procon-AM.

Em comemoração ao Dia Internacional do Consumidor, celebrado em 15 de março, o Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) intensifica os alertas sobre a importância de estar atento às relações de consumo que envolvem questões de gênero. O objetivo é orientar a população sobre práticas comerciais abusivas e publicidade enganosa que, muitas vezes, induzem os consumidores a escolhas equivocadas, especialmente quando produtos ou serviços são direcionados de maneira diferenciada para públicos masculinos e femininos.

O diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe, ressalta a importância de o consumidor estar bem informado para evitar prejuízos. “Em uma época de intensa promoção de produtos e serviços, é essencial que o consumidor avalie com cuidado as informações e esteja atento a preços injustificados ou estratégias de marketing que explorem estereótipos de gênero”, destacou Fraxe.

Continua após a publicidade
Anúncio
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Foto: João Pedro/Procon-AM.

Principais práticas de consumo que merecem atenção

O Procon-AM destaca as seguintes práticas que merecem atenção especial:

A “Pink Tax” e as diferenças de preço

A “Pink Tax”, ou “taxa rosa”, é uma prática abusiva que consiste em cobrar preços mais altos por produtos destinados ao público feminino, mesmo quando esses produtos são essencialmente iguais aos voltados para os homens. A diferença de preço é muitas vezes injustificada, configurando uma forma de discriminação no mercado. Exemplos comuns incluem itens como produtos de higiene pessoal, roupas e brinquedos, nos quais a versão feminina é vendida por preços significativamente mais altos, apenas por causa da embalagem ou do apelo de gênero.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Foto: João Pedro/Procon-AM.

Publicidade enganosa e reforço de estereótipos

O Procon-AM alerta para a manipulação das escolhas de consumo por meio de estereótipos de gênero nas campanhas publicitárias. Algumas empresas utilizam mensagens que exageram as qualidades de um produto ou associam atributos de superioridade a um gênero específico, criando expectativas irreais. Essas práticas são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), que considera toda publicidade que induza o consumidor ao erro como abusiva.

Direitos garantidos por lei

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) assegura que todo produto deve apresentar informações claras sobre preço, composição e uso. Se o consumidor perceber qualquer diferença injustificada nos preços ou nas características dos produtos, ele tem o direito de solicitar a devolução do valor pago ou a troca do item. O Procon-AM reforça que a transparência é essencial para garantir uma experiência de compra justa e sem abusos.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Foto: João Pedro/Procon-AM.

Dicas para uma compra consciente e segura

Para evitar cair em armadilhas de marketing ou práticas comerciais prejudiciais, o Procon-AM orienta:

Observe as embalagens e comunicações de gênero: Fique atento a produtos cujas embalagens reforcem estereótipos de gênero sem justificativa real para o preço ou função diferenciada.

Pesquise e compare preços: Antes de fazer uma compra, compare preços e características dos produtos, especialmente se houver diferenças de preços injustificadas entre versões masculinas e femininas de um mesmo item.

Exija informações claras: Escolha lojas que forneçam informações detalhadas e claras sobre os produtos e sempre peça a nota fiscal, pois ela é importante para garantir seus direitos em caso de problemas.

O que é discriminação nas relações de consumo?

Discriminação nas relações de consumo ocorre quando um consumidor é tratado de forma desigual ou injusta com base em características pessoais, como gênero, raça, idade, deficiência, entre outras. No contexto de gênero, por exemplo, a discriminação pode ser observada em práticas como a “Pink Tax” ou quando produtos ou serviços são direcionados de forma desigual para homens e mulheres, sem justificativa razoável.

A discriminação pode se manifestar de diversas formas, incluindo:

Proibir ou constranger a entrada ou permanência em um estabelecimento;

Tratar de forma violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória;

Abordar, revistar ou imobilizar uma pessoa sem justificativa;

Cobrar valor diferenciado do ofertado ao público geral;

Recusar a venda de produto ou a prestação de serviços para quem tem condições de pagar;

Deixar de prestar atendimento adequado ou informações acessíveis;

Negar o atendimento preferencial e prioritário, conforme as leis que regem o tema.

Consumidores que se sentirem discriminados ao tentar estabelecer ou durante uma relação de consumo podem denunciar as práticas abusivas nos canais de atendimento do Procon-AM:

Telefone: 3215-4009 / 0800 092 1512

E-mail: fiscalizacaoprocon@procon.am.gov.br

Através do site do Procon-AM: https://www.procon.am.gov.br/

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Foto: Divulgação
JUSTIÇA Há 2 semanas

Levantamento revela que Luciano Hang lidera ofensiva judicial contra jornalistas e reacende debate sobre liberdade de imprensa no Brasil

Investigação do Intercept Brasil aponta mais de 50 processos movidos pelo fundador da Havan contra jornalistas e veículos de comunicação; especialistas alertam para possível prática de assédio judicial e efeito de autocensura na imprensa

Reprodução/ Redes Sociais
POLÍTICA Há 3 semanas

Justiça Eleitoral cassa diplomas de prefeito e vice de Nova Ipixuna; decisão ainda cabe recurso

Sentença reconhece irregularidades apontadas em ação eleitoral e pode levar à realização de novas eleições no município do sudeste paraense

Advogado Júnior Lobo entende que decisão conseguida por ele abre precedentes importantes
JUSTIÇA Há 4 semanas

STJ anula investigação do GAECO no Pará e decisão pode impactar operações realizadas em Canaã dos Carajás

Ministro do Superior Tribunal de Justiça reconheceu nulidade em apurações conduzidas pelo grupo especializado do Ministério Público por violação ao princípio do promotor natural

Audiência pública no Supremo foi presidida pelo ministro Flávio Dino Fotos: Rosinei Coutinho/STF
POLÍTICA Há 1 mês

STF reafirma que Pará não perderá território para Mato Grosso após audiência em Brasília

Supremo mantém entendimento favorável ao estado paraense e abre caminho para cooperação entre governos na região de fronteira

Foto: Divulgação
Justiça Há 2 meses

Código oculto em petição vira escândalo judicial e expõe nova guerra envolvendo inteligência artificial no Pará

Advogadas foram multadas em mais de R$ 84 mil após tentativa de manipular sistema de IA usado pela Justiça do Trabalho em Parauapebas