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Governo do Pará decreta situação de emergência por causa das queimadas e proíbe uso de fogo para limpeza de terrenos

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Pará registrou 14.794 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 26 de agosto deste ano; Parauapebas é um dos municípios mais críticos.

Redação
Por: Redação
28/08/2024 às 12h35
Governo do Pará decreta situação de emergência por causa das queimadas e proíbe uso de fogo para limpeza de terrenos

O governador do Pará, Helder Barbalho, decretou estado de emergência e proibiu o uso de fogo em todo o território paraense devido às queimadas que atingem cidades de todo o país, incluindo o Pará. O documento foi publicado do Diário Oficial desta terça-feira (27).

O decreto prevê a proibição da utilização do fogo, inclusive para limpeza de manejo de áreas, em todo o Pará, pelo período de 180 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.

Em vídeo oficial publicado pelo Governo do Estado, Helder Barbalho afirmou que a medida é necessária para evitar maiores impactos ambientais e foi adotada objetivando prevenir o aumento dos focos de queimadas no território paraense.

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"É uma medida dura, porém necessária. Estamos vivendo uma urgência ambiental com 3.300 focos de queimadas no país", afirmou.
O decreto, segundo o governador, visa ainda auxiliar o trabalho que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil têm executado em combate aos focos encontrados na região.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Pará registrou 14.794 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 26 de agosto deste ano, ficando atrás apenas de Mato Grosso, que registrou 21.694 no mesmo período.

Desde o início de agosto, o Pará tem registrado focos de queimadas em Parauapebas, Altamira, Novo Progresso, São Félix do Xingu e outros municípios paraenses.

Informações do Banco de Dados de Queimadas (BDQueimadas), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que o Pará foi o estado com o maior número de focos de fogo nos dias 24 e 25 de agosto, com 1103 registrados.

Com a iminente ameaça de um aumento do número de queimadas, o Ministério Público Federal realizou um pedido a órgãos federais e estaduais do estado para que providências fossem tomadas a respeito da situação ambiental, em especial, à Terra Indígena (TI) Munduruku e no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Terra Nossa, localizados em Novo Progresso e Altamira, sudoeste paraense.

Em Parauapebas, a preocupação foi com o incêndio de grandes proporções que atingiu Floresta Nacional de Carajás, no sudeste do Pará. Na ocasião, mais de 180 mil hectares foram consumidos pelo fogo, após um acidente onde um carro pegou fogo, que se alastrou para a floresta, no dia 5 de agosto.

Após uma semana, uma força-tarefa controlou o incêndio.

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