
A representação de um acionista minoritário da companhia, Caio Tambeiro de Castro, enviada à Security Exchange Comission, órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos, reivindica a punição da mineradora Vale em consequência da corrupção que teria sido cometida pela companhia a partir de 2010, na tentativa de obter direitos de exploração da mina de ferro de Simandou, considerada a Carajás da África.
Além do pedido de punição, a companhia reivindica a reparação das perdas causadas aos investidores. Caso prospere, a ação de Castro, representado pelo escritório Bastos Silva Advogados Associados, poderá resultar em multas pesadas, entre outras sanções.
Para a Vale, maior empresa privada brasileira, o negocio parecia vantajoso 12 anos atrás na República da Guiné, mas acabou se tornando um tormento constante e infindável. O que pode piorar se o Departamento de Justiça dos EUA decidir entrar no caso.
Essa perspectiva ampliou-se no mês passado com a revelação de um novo documento que pode trazer a confirmação de que a Vale sabia da existência de corrupção no negócio feito entre a sua futura sócia em uma joint venture, a empresa BSGR, do condenado empresário israelense Benjamin Steinmetz, e o governo da Guiné.
Atualmente, a mineradora ainda não recuperou os 2,5 bilhões de dólares perdidos no negócio e corre o risco de virar alvo da justiça norte-americana.