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Floresta Nacional de Carajás completa 25 anos de criação

Sua diversidade de flora e fauna e importância ambiental foram evidenciadas ao longo dos anos após a descoberta da maior mina de ferro a céu aberto do mundo, descobertas arqueológicas e da incidência da Ipomea cavancantei, a Flor de Carajás.

Redação
Por: Redação Fonte: Andréa Reis e Vale
03/02/2023 às 13h12 Atualizada em 03/02/2023 às 13h20
Floresta Nacional de Carajás completa 25 anos de criação

Localizada em Parauapebas, sudeste do Pará, a Floresta Nacional de Carajás (Flonaca) completou nesta quinta, 2 de fevereiro, 25 anos de criação.  

Sua diversidade de flora e fauna e importância ambiental foram evidenciadas ao longo dos anos após a descoberta da maior mina de ferro a céu aberto do mundo, descobertas arqueológicas e da incidência da Ipomea cavancantei, a Flor de Carajás, espécie endêmica do município.

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Para atender a demanda de licenças ambientais de pequenos produtores rurais instalados ao lado da floresta incentivou uma parceria entre o órgão gestor das Unidades de Conservação de Carajás (na época o Ibama) e o recém emancipado município de Parauapebas em 1993.

A cidade continuou crescendo entorno de uma das mais belas áreas verdes preservadas, assim como a vontade da população em conhecer de perto esta riqueza amazônica. Em 2006, o convênio foi ampliado e incluiu o Programa de Uso Público, responsável pelo acesso de mais de um milhão e 700 mil visitantes ao Núcleo Urbano de Carajás e ao Bioparque Vale Amazônia nos últimos 17 anos.

A história da Nivia Silva Hentschke, coordenadora do acordo de cooperação entre prefeitura e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), se confunde com a da floresta. “Tenho muito orgulho de participar diretamente dos 25 anos da Floresta de Carajás. Eu faço parte dessa história, acompanhei todas as etapas desde a criação dessa importante Unidade de Conservação Federal que ocupa 70% do território de Parauapebas”, comemora.

“Eu acho que em 2023 a gente não vai comemorar só os 25 anos da Floresta Nacional de Carajás, nós vamos trazer implementos e várias atrações turísticas que a população vai poder participar. Hoje, as pessoas tem a liberdade de usufrui deste importante patrimônio natural. Nossa floresta está de parabéns”, enfatiza Victor Garcia Neto, coordenador do Programa de Uso público do Instituto.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semma) realiza atividades focadas no desenvolvimento socioambiental dentro da Flona. O principal objetivo é permitir o uso sustentável dos recursos naturais. “Entre as ações desenvolvidas por nós estão o apoio ao ordenamento e gestão da visitação da Flona de Carajás, prospecção e mapeamento de atrativos naturais, apoio às cooperativas e associações extrativistas, prospecção de novos produtos florestais não madeireiros e atividades de educação ambiental com a comunidade” destaca o secretário da pasta Fabrício Alves dos Reis.

“Parauapebas tem uma riqueza extraordinária. Todo mundo está convidado a conhecer nossa floresta com o acompanhamento de guias licenciados pelo ICMBio. A Cooperativa de Trabalho em Ecoturismo de Carajás (Cooperture Carajás) tem diversas trilhas mapeadas para transformar seu passeio em uma experiência inesquecível, indescritível só com palavras”, declara entusiasmado o prefeito Darci Lermen.

Equilíbrio ambiental na Amazônia

O sudeste do Pará abriga uma das maiores unidades de conservação do estado: a Floresta Nacional de Carajás. É nesta área, de mais de 330 mil hectares, que está localizada a maior mina de minério de ferro a céu aberto do planeta. Após 25 anos de criação, a Flona prova que mineração e conservação ambiental podem conviver juntas. Essa convivência é resultado de um diálogo técnico e aberto mantido entre o órgão público responsável pela gestão da unidade, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a empresa Vale, que apoia a proteção.

Estudo científico comparativo que acompanha a evolução do território banhado pela bacia do rio Itacaiúnas comprova que o conjunto de seis unidades de conservação de Carajás, que incluem a Flona, protegido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Vale, é o que restou preservado de floresta amazônica.

Resultados do estudo feito por pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) apontam que a área ao redor do conjunto de seis unidades de Conservação de Carajás protegidas e da Terra Indígena Xikrin foi sendo ocupada ao longo dos anos por pastagens e pela urbanização. As seis unidades totalizam 800 mil hectares, mais que 800 mil campos de floresta preservados.

A Vale também apoia ações em conjunto com órgãos de proteção ambiental para prevenção de incêndios, combate ao desmatamento, garimpo ilegal, pesca e caça predatória.

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