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Nomeação de secretária adjunta da Juventude gera críticas e reacende debate em Parauapebas

Entidades estudantis e coletivos juvenis questionam critérios adotados pela gestão municipal e apontam histórico administrativo e distância geracional como pontos sensíveis

Redação
Por: Redação
11/01/2026 às 14h52
Nomeação de secretária adjunta da Juventude gera críticas e reacende debate em Parauapebas
Foto: Divulgação

A nomeação de Célia Rocha para o cargo de secretária adjunta da Juventude de Parauapebas provocou reações de entidades estudantis, coletivos juvenis e representantes da sociedade civil organizada. As manifestações, que ganharam força nos últimos dias, se concentram principalmente em dois eixos: o perfil administrativo da gestora e o critério geracional adotado pela administração municipal na composição da pasta.

Segundo representantes dos grupos que se manifestaram, a Secretaria da Juventude é considerada estratégica e exige não apenas capacidade técnica, mas também articulação direta com os diversos segmentos juvenis, além de identificação com as pautas, linguagens e dinâmicas próprias desse público. Para essas entidades, a nomeação da secretária adjunta reacendeu um debate mais amplo sobre os critérios utilizados pela gestão municipal na definição de quadros responsáveis por políticas públicas voltadas à juventude.

Parte significativa das críticas está relacionada à passagem de Célia Rocha pela Secretaria Municipal de Esporte, onde permaneceu por aproximadamente um ano. Integrantes ligados ao setor esportivo relatam que, durante esse período, houve dificuldades na execução de projetos, limitações na interlocução institucional e entraves na consolidação de ações permanentes.

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De acordo com esses relatos, demandas como apoio a eventos esportivos, manutenção de equipamentos públicos e fortalecimento de iniciativas de base não avançaram de forma contínua. Apesar das críticas, não há registros públicos de sanções formais ou apontamentos de órgãos de controle relacionados à gestão da ex-secretária na pasta do Esporte.

Outro ponto levantado por entidades juvenis diz respeito ao aspecto geracional. Embora não exista impedimento legal para que pessoas fora da faixa etária de 15 a 29 anos ocupem cargos ligados à juventude, os coletivos avaliam que a proximidade de idade pode influenciar diretamente a capacidade de diálogo e a formulação de políticas públicas mais alinhadas às demandas atuais dos jovens.

A Secretaria Municipal de Juventude é comandada pela secretária titular Layla Danielly Costa Pinheiro, que tem 30 anos e também está fora da faixa etária considerada jovem. No entanto, conforme apuração do Portal Parazão Tem de Tudo, Layla não tem sido alvo de questionamentos por parte das entidades ouvidas. As manifestações registradas até o momento se concentram exclusivamente na nomeação da secretária adjunta e nos critérios adotados para a composição da equipe da pasta.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Parauapebas não havia divulgado posicionamento oficial sobre os questionamentos apresentados por entidades estudantis, coletivos juvenis e representantes da sociedade civil.

O Portal Parazão Tem de Tudo segue acompanhando o caso e permanece aberto para a manifestação dos citados, em respeito ao contraditório e à transparência da informação.

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