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Família de Dayse, funcionária pública assassinada pelo marido, quer que julgamento seja em Parauapebas

Família de Dayse, funcionária pública assassinada pelo marido, quer que julgamento seja em Parauapebas

Redação
Por: Redação
03/12/2021 às 18h36 Atualizada em 03/12/2021 às 21h36

Familiares e advogada da funcionária pública Dayse Dyana Sousa e Silva, 35 anos, assassinada em 2019 por seu esposo o pronunciante, o agente de trânsito do Detran de Parauapebas Diógines dos Santos Samaritano, que no calor de uma briga de casal espancou e a jogou a esposa pela a janela da residência onde moravam no Bairro Parque dos Carajás em Parauapebas.

Os advogados de acusação da família buscam diante do Tribunal para que o julgamento de Samaritano, seja realizado em Parauapebas segundo a doutora Lemos advogada da família disse que Parauapebas tem condições logísticas, quanto estruturais para receber o Tribunal do Júri para realizar este julgamento de um crime de grandes proporções como este. “Contamos com o apoio de toda a população para que nos ajude a pedir ao Tribunal que faça sim justiça, trazendo este julgamento para Parauapebas". Disse a advogada que adiantou que, a Justiça de Parauapebas reconheceu que Diógenes é verdadeiramente o autor do crime através da pronúncia.

A funcionária pública Dayse Dyana Sousa e Silva, 35 anos, foi empurrada da varanda da casa onde morava em Parauapebas e acabou morrendo ali mesmo | Reprodução

A sentença de pronúncia é uma decisão que não põe fim ao processo: ela apenas decide que existem indícios de um crime doloso contra a vida e que o acusado pode ser o culpado e que, por se tratar de um crime doloso contra a vida, o processo terá que ser julgado por um tribunal do júri e não por um juiz sozinho.

Diógenes Samaritano dos Santos, que já foi servidor do DMTU, em Marabá, foi condenado a 14 anos e sete meses de prisão. A condenação dele foi pelo crime de apreender ilegalmente CNHs e documentos de veículos com alguma pendência com o órgão de trânsito e devolvia mediante pagamento de propina.

O crime foi descoberto logo após o feminicídio que vitimou a esposa Dayse Diana ocasião em que a Polícia Civil foi à residência do casal, onde o crime aconteceu, e lá descobriu mais de 300 documentos de veículos e Carteiras Nacionais de Habilitação de populares, espalhados pelo imóvel. Segundo a polícia, os documentos foram apreendidos durante o trabalho de Samaritano como agente de trânsito, em Blitze de rotina em Parauapebas. Ele apreendia o documento e depois só devolvia mediante pagamento de propina. Diante disso, a polícia abriu uma investigação só pra tratar especificamente desse caso. Durante o inquérito foi descoberto que Samaritano teria, inclusive, fornecido o número do seu telefone celular para que as vítimas pudessem entrar em contato posteriormente para combinar o local, data e horário para a entrega da vantagem indevida (propina).

O marido de Dayse, o agente de trânsito do Detran e ex-DMTU, Diógenes dos Santos Samaritano, acusado de matar a esposa | Reprodução

Perante a autoridade policial, o acusado permaneceu em silêncio. No decorrer das investigações foram identificadas nada menos de nove vítimas e ficou claro que Diógenes Samaritano incorreu no crime de concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal Brasileiro (CPB), pois, na qualidade de funcionário público, exigia explícita e implicitamente vantagem indevida de particulares, retendo os documentos pessoais das vítimas, abusando de sua autoridade pública como meio de coação.

Os advogados de defesa de Samaritano já condenado pelo crime de retenção de documentos de terceiros em blitz, perdendo assim seu cargo, então com recurso negando a autoria do crime e pedindo o desaforamento do processo, ou seja, que ele seja tramitado e julgado em outro lugar, no caso, em Belém. "Sabemos que as manobras são feitas mas acreditamos que o Tribunal irá negar esse pedido", declarou. A acusação.

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