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Balsas de garimpeiros ilegais são incendiadas pela Polícia Federal e Ibama no Rio Madeira

Balsas de garimpeiros ilegais são incendiadas pela Polícia Federal e Ibama no Rio Madeira

Redação
Por: Redação
29/11/2021 às 09h31 Atualizada em 29/11/2021 às 12h31

A Polícia Federal iniciou, na manhã do último sábado (27.11), uma grande operação para combater garimpos ilegais no Rio Madeira, localizado na cidade Autazes, a cerca de 120 quilômetros de Manaus. O Ibama, a Força Nacional e a Marinha apoiam a ação.

Segundo publicação do jornal O Globo, colunas de fumaça preta foram vistas sobre o rio no sábado, quando trinta e uma balsas de garimpo foram incendiadas pelos agentes da PF. Policiais federais se locomoviam armados pela água em duas lanchas e lançavam combustível nas estruturas abandonadas pelos garimpeiros, que se esconderam na selva.

A operação, que continuou no domingo (28.11), acabou com um homem detido, que carregava grande quantidade de ouro.

Ainda segundo o jornal, o cheiro de óleo diesel se espalhou pela região, enquanto garimpeiros lamentaram a ação em grupos nas redes sociais.

As balsas queimadas funcionavam como casas aos garimpeiros, abrigando entre quatro e seis pessoas, com alojamentos, refeitórios e dragas.

Por conta da operação, diversos garimpeiros já haviam se dispersado ainda na sexta-feira. Enquanto isso, alguns se queixaram de terem sido deixados na mata apenas com a roupa do corpo.

MAIS DE 300 BALSAS

Conforme o O Globo, um comboio com mais de 300 balsas se instalou no leito do Rio Madeira, em Autazes, no último dia 23 de novembro. Na comunidade Rosarinho, que fica no município, moradores relataram o susto com a chegada das embarcações.

Cerca de 2 mil pessoas se integraram à comunidade local, que possui aproximadamente 40 mil habitantes. Os garimpeiros teriam sido atraídos pela promessa de "uma grama de ouro por hora" no local.

A prefeitura de Autazes foi a responsável por acionar as autoridades federais e estaduais para controlar a situação no início da semana.

Entretanto, a operação da PF só ocorreu no sábado, dois dias depois do Ministério Público Federal recomendar ações "emergenciais" e "coordenadas" para conter o que chamou de "invasão garimpeira".

Diário do Nordeste

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