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Adolescente confessa matar gatos em Marabá e transmitia atos de crueldade pelas redes sociais

Caso choca moradores, mobiliza autoridades e reacende debate sobre violência juvenil, saúde mental e crimes praticados no ambiente digital

Redação
Por: Redação
23/06/2026 às 16h31
Adolescente confessa matar gatos em Marabá e transmitia atos de crueldade pelas redes sociais

Um caso de extrema crueldade contra animais está causando indignação em Marabá, no sudeste do Pará. Um adolescente de 15 anos confessou à Polícia Civil ter matado pelo menos três gatos e praticado atos de violência contra os animais, que, segundo as investigações, eram exibidos ao vivo por meio de plataformas digitais. O episódio ganhou grande repercussão nas redes sociais e acendeu um alerta sobre a exposição de jovens a conteúdos violentos e comunidades virtuais que estimulam comportamentos nocivos.

As investigações são conduzidas pela Unidade Integrada de Segurança Pública (Uisp) do Núcleo São Félix, em Marabá. Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil, o adolescente, identificado pelo pseudônimo "Dylan" nas redes sociais, admitiu ter cometido os atos de maus-tratos. Entre as práticas confessadas estão a morte dos animais por meio de agressões severas, utilizando objetos cortantes e outros métodos de violência.

De acordo com o delegado Walter Ruiz Bogaz Neto, responsável pelas investigações, há materialidade comprovando pelo menos três episódios ocorridos nos últimos meses. A polícia informou que as transmissões eram realizadas em plataformas de comunicação virtual, utilizadas por grupos fechados, onde usuários assistiam às ações praticadas pelo adolescente.

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O jovem foi ouvido na presença da mãe e liberado após prestar depoimento, uma vez que não houve situação de flagrante. A Polícia Civil informou que irá representar junto ao Juizado da Infância e Juventude pela aplicação das medidas socioeducativas cabíveis, ficando a decisão a cargo do Poder Judiciário.

Fake news agravaram o caso

Além da gravidade dos crimes, as investigações revelaram um problema adicional: um segundo adolescente foi injustamente apontado nas redes sociais como responsável pelas mortes dos animais. A divulgação indevida de sua fotografia e dados pessoais provocou ameaças contra ele e familiares, levando a família a registrar boletim de ocorrência. A Polícia Civil descartou qualquer participação desse jovem nos fatos investigados.

Maus-tratos a animais são crimes

No Brasil, maus-tratos contra animais são previstos na Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Desde 2020, a legislação prevê punições mais severas para casos envolvendo cães e gatos. Quando há morte do animal, as penalidades podem ser agravadas. No caso de adolescentes, entretanto, aplicam-se as medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Especialistas fazem alerta

Psicólogos e especialistas em comportamento humano apontam que atos reiterados de crueldade contra animais podem representar sinais de sofrimento psíquico, transtornos comportamentais ou inserção em ambientes digitais que incentivam práticas violentas. Também chamam atenção para o papel das plataformas digitais na identificação e remoção de conteúdos que promovam violência, além da necessidade de acompanhamento familiar e suporte psicológico aos adolescentes envolvidos em situações semelhantes.

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