
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da Diretoria Regional de Ensino (DRE) Ananindeua 05, realizou a etapa final da Supercopa da temporada 2025/2026 da Liga Estudantil de Futebol Eletrônico (Lefe) na sexta-feira (19). O projeto integra uma proposta iniciada em 2024 com a finalidade de inserir o futebol eletrônico como ferramenta pedagógica e complementar às práticas esportivas já existentes nas escolas.
Segundo o professor Roberto Barbosa Ferreira, idealizador da iniciativa, o projeto acompanha o crescimento dos e-sports e suas possibilidades formativas dentro do ambiente escolar.
“A ideia surgiu para trazer o desporto virtual para dentro da escola, já que já existem os jogos das modalidades tradicionais. Hoje essa modalidade tem grande repercussão mundial, com competições e premiações em níveis comparáveis aos esportes convencionais”, explicou.
Ele destaca que a iniciativa também amplia as perspectivas de formação dos estudantes para além do papel de atleta. "Não se trata apenas do jogador. O estudante pode se descobrir em outras funções, como desenvolvedor de jogos, analista, narrador e diversas outras profissões ligadas ao universo dos games. A proposta é justamente ampliar essas possibilidades dentro da escola”, afirmou.
A competição segue o formato de temporada, com etapas realizadas nas escolas participantes e classificação dos campeões para a Supercopa final, que define o vencedor da edição 2025/2026.
A diretora da EETEPA Tancredo Neves, Kêmila Freitas, avalia que a participação dos estudantes na Lefe contribui para o desenvolvimento de competências como responsabilidade, disciplina e trabalho em equipe.
“Eles chegaram à final muito motivados e já se consideram vitoriosos pela participação. Durante todo o processo, estiveram envolvidos, conseguindo conciliar as atividades escolares com responsabilidade e compromisso. Isso fortalece ainda mais o engajamento nas ações propostas pela escola”, destacou.
Entre os finalistas, os estudantes relatam que a experiência com os jogos eletrônicos contribui para a rotina escolar e para a convivência dentro da comunidade estudantil.
Representando a Escola Rainha da Paz, o estudante Fernando Mateus afirma que os jogos fazem parte de sua rotina há anos e ajudam no equilíbrio entre lazer e estudos.
“Eu jogo há bastante tempo e, quando surgiu o campeonato de FIFA na escola, decidi participar. Isso ajuda a sair um pouco da rotina, mas também contribui de forma positiva até nos estudos”, disse.
Já o estudante Rafael Felipe, de 16 anos, da Escola Tancredo Neves, reforça a relação antiga com os jogos e a expectativa para a decisão. “Eu tenho contato com jogos desde a infância. Quando surgiu a oportunidade, participei sem pensar duas vezes. Agora estamos na final representando a nossa escola e a expectativa é de dar o nosso melhor”, declarou.
A competição também contou com a presença de familiares, que acompanharam a programação e destacaram o impacto da iniciativa na vida dos estudantes.
André Lopes, pai de André Vinícius, estudante da Escola Erotildes Frota Aguiar, acompanhou parte da programação e ressaltou a importância do projeto no cotidiano do filho.
“Meu filho participa com muita dedicação. Ele treina, se organiza e leva muito a sério. Fico orgulhoso em ver esse envolvimento, porque o projeto ajuda a direcionar os jovens e dá a eles um objetivo. É importante que projetos como esse sigam acontecendo e alcancem mais estudantes. A juventude precisa de oportunidades que incentivem o foco, a disciplina e o desenvolvimento pessoal”, afirmou.
Nesta edição, a Lefe reuniu mais de 64 estudantes. A fase semifinal foi disputada entre as escolas EE João XXIII e EE Erotildes Frota Aguiar, garantindo a classificação da Erotildes Frota Aguiar. A grande final foi realizada entre a EE Rainha da Paz e a EETEPA Presidente Tancredo Neves, com título conquistado pela Escola Rainha da Paz.
Texto de Amanda Castro - Ascom/Seduc