Família Acolhedora fortalece proteção à infância em Belém
Com 33 famílias habilitadas, o Serviço Família acolhedora da Prefeitura de Belém oferece acolhimento temporário e humanizado para crianças afastada...
Por: RedaçãoFonte: Agência Belém
29/05/2026 às 15h33
Crédito: Sabrina Linhares - Ascom/Funpapa
Enquanto algumas crianças precisam ser afastadas temporariamente do convívio familiar por determinação judicial, outras famílias em Belém decidem abrir as portas de casa para oferecer aquilo que toda infância merece: cuidado, proteção e afeto. Executado pela Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Papa João XXIII (Funpapa) e parte da política de assistência social,o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora vem fortalecendo uma rede de proteção humanizada para crianças de 0 a 6 anos.
Crédito: Sabrina Linhares - Ascom/Funpapa
Como parte das ações de fortalecimento da política de proteção à infância, a Prefeitura de Belém, por meio da Funpapa, realizanos dias 2 e 3 de junho o II Seminário Municipal sobre Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, reunindo profissionais, famílias acolhedoras e representantes da rede de proteção para discutir experiências, desafios e estratégias de fortalecimento do serviço na capital paraense.
Atualmente,o município conta com 33 famílias habilitadas no serviço, que acolhem temporariamente crianças em situação de vulnerabilidade, garantindo convivência familiar e comunitária durante o período de proteção.
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Mais do que um serviço, a iniciativa representa histórias reais de transformação, acolhimento e amor.
“Um ato de amor”
A dona de casa Joyce Sampaio acolheu recentemente um casal de irmãos, uma criança de 3 anos e outra de 5 anos. Para ela, a experiência tem sido marcada por aprendizado, renovação e afeto.
Foto: Reprodução/Agência Belém
A rotina da casa mudou para receber as crianças e os hábitos passaram a ser construídos em meio a brincadeiras, cuidado diário e convivência.
Acolhimento como proteção
A servidora pública Sheila Sharadine participa do serviço há um ano e viveu recentemente o primeiro acolhimento: uma criança de 4 anos permaneceu por dois meses sob os cuidados da família.
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Sabrina Linhares - Ascom/Funpapa
Ela destaca que o vínculo afetivo criado durante o acolhimento é natural, mas reforça a importância da preparação oferecida pela equipe técnica do serviço.
Foto: Reprodução/Agência Belém
Após o período de acolhimento, a criança retornou à família de origem e hoje está sob os cuidados da avó, Alderina Costa.
Segundo a psicóloga da Família Acolhedora da Funpapa Roberta Brito, o serviço funciona como medida de proteção para crianças que sofreram algum tipo de violação de direitos.
Foto: Reprodução/Agência Belém
Ela ressalta queo acolhimento familiar oferece um ambiente mais próximo da convivência cotidiana e do desenvolvimento afetivoe que o principal propósito do serviço égarantir proteção e dignidade à infância.
“A Família Acolhedora é uma modalidade que muda a lógica do acolher, pois coloca no formato familiar e não em uma instituição. A criança se adapta mais facilmente e se reconhece em família do que em uma instituição com outras crianças”, destaca.
Para Roberta, o principal propósito do trabalho é garantir proteção e dignidade à infância. “O que me move é a luta para que a infância tenha seus direitos e proteção, para que seu começo de vida seja o melhor possível”, afirma.
Crédito: Sabrina Linhares - Ascom/Funpapa
”Mudou completamente a nossa vida”
Há dois anos no programa, Rayane Lima já acolheu nove bebês. O mais recente chegou à família com apenas 11 dias de vida.
Foto: Reprodução/Agência Belém
Mãe atípica de um menino de 6 anos, ela revela que inicialmente tinha receio de como o filho reagiria à chegada dos bebês na casa.
Crédito: Paula Lourinho
“Eu me preocupei muito com ele, achava que poderia sentir ciúmes, mas foi totalmente diferente. Ele já era carinhoso e ficou ainda mais. Foi muito bom para o desenvolvimento dele. Hoje meu filho já consegue contar histórias para os bebês”, relata.
Raiane também conta que o acolhimento impactou positivamente toda a família, inclusive a mãe dela, que enfrentava um quadro depressivo.
“A chegada deles em casa fez com que ela saísse do quadro depressivo. Deu um outro sentido na nossa vida. O que importa é o bem que a gente faz. A gente pode fazer a diferença na vida de alguém, mesmo que seja por um período curto, já faz diferença na vida deles. É um sentimento único”, afirma.
Crédito: Paula Lourinho
Rede de proteção à infância
O Serviço de Família Acolhedora prioriza o cuidado individualizado e humanizado, evitando a institucionalização prolongada de crianças pequenas e fortalecendo vínculos afetivos essenciais para o desenvolvimento infantil.
Além do acolhimento dentro das residências, as famílias recebem acompanhamento técnico multiprofissional durante todo o processo. O serviço também atua integrado à rede de assistência social e ao sistema de garantia de direitos.
O acolhimento é temporário e não se trata de adoção. O principal objetivo é garantir proteção enquanto a situação familiar da criança é acompanhada judicialmente.
Mais do que acolher temporariamente, as famílias participantes ajudam a reconstruir sentimentos de segurança, pertencimento e esperança em uma fase decisiva da vida dessas crianças.
Serviço:
II Seminário Municipal sobre Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora
Data: 2 e 3 de junho
Horário: 8h às 12h e das 14h às 17h
Local: Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), na travessa Antonio Baena, 1113 – Marco, Belém.
Texto: Matheus Maciel – Ascom/Funpapa
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