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Encontro Internacional de Fissuras e Anomalias Craniofaciais da Amazônia fortalece avanço profissional na Santa Casa

O evento desta semana reuniu cirurgiões que são referência nacional e internacional na Santa Casa, além de cirurgias em pacientes de 3 meses a 9 an...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
22/05/2026 às 16h00
Encontro Internacional de Fissuras e Anomalias Craniofaciais da Amazônia fortalece avanço profissional na Santa Casa
Foto: Divulgação

O 1º Summit de Fissuras e Anomalias Craniofaciais da Amazônia, realizado no Centro de Ensino e Treinamento em Saúde (CETS) da Santa Casa, de 20 a 22 de maio, reuniu profissionais da saúde e especialistas de centros de referência do Brasil e do exterior para discutir avanços na assistência cirúrgica e multiprofissional a pacientes com fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais.

A programação incluiu palestras e mesas-redondas sobre abordagens modernas em cirurgia craniofacial pediátrica. Participaram do evento especialistas de centros de referência dos estados de São Paulo, Paraná e Pará, além de dois convidados internacionais: o médico norte-americano Jordan Swanson, cirurgião assistente da Divisão de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Oral do Hospital Infantil da Filadélfia, e o cirurgião francês Eric Arnaud, reconhecido mundialmente pela atuação no tratamento de cranioestenoses e malformações craniofaciais.

Cirurgião francês Eric Arnaud e equipe

Para Eric Arnaud, a iniciativa reforça a capacidade técnica do serviço especializado oferecido na Amazônia. “É a primeira vez que venho a Belém, atendendo ao convite da doutora Cynthia Rocha e do doutor Franklin Rocha. Fiquei impressionado com a estrutura e com a variedade de casos atendidos pelo serviço da Santa Casa, que realiza um trabalho muito completo, tanto em cirurgias craniofaciais quanto em fissuras labiopalatinas”, ressaltou.

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Médico norte-americano Jordan Swanson

O cirurgião norte-americano Jordan Swanson destacou que o mutirão realizado dentro do evento, fortalece o atendimento aos pacientes e também promove intercâmbio de conhecimento entre os profissionais envolvidos. “Sabemos dos desafios enfrentados pelos pacientes que vêm de locais distantes da Amazônia. Essa integração entre neurocirurgiões, cirurgiões craniofaciais e especialistas em fissuras permite oferecer uma assistência mais qualificada aos pacientes e às famílias. Além disso, contribui para a capacitação das equipes e para o fortalecimento do serviço”, frisou.

Franklin Rocha, cirurgião plástico

Franklin Rocha, cirurgião plástico e um dos coordenadores do encontro destacou que o evento com alcance internacional superou as expectativas. “A gente sempre teve convidados de alto nível para vir aqui, mas como é um tema muito específico: cirurgia craniofacial, neurocirurgia, não esperávamos tanta participação, mas ver o auditório lotado nesses dois dias, foi gratificante. Muitas pessoas que não conheciam e passaram a conhecer, muitas pessoas que já trabalham e ficaram ainda mais interessadas em aprender mais, além de conhecer o serviço, com o objetivo de melhorar suas profissões”, ressaltou.

Franklin diz que é um evento que veio para ficar na Amazônia. “Todo mundo hoje tem interesse na Amazônia pela sua natureza e agora passa a ter interesse na Amazônia por sua produção científica, no que a gente faz, na qualidade do tratamento da medicina, dos hospitais da Amazônia. Eu vi que muita gente não imaginava que encontraria um hospital com uma Santa Casa desse porte no meio da Amazônia e ficaram surpresos, no bom sentido. Então é o primeiro de muitos", observou.

Referência Nacional -Para a assistente social do Hospital Universitário do Oeste do Paraná em Cascavel, Juliete Mayara Catori, que participou do encontro, junto com outros colegas paranaenses, a troca de conhecimento que se faz com os outros profissionais das equipes e o aprimoramento das técnicas, do atendimento é fundamental. “Eu acho que tudo isso é muito importante para o nosso crescimento e para o nosso atendimento aos nossos pacientes. O nosso Centro é um Centro de Atenção e Pesquisa em Anomalia Crânio Facial, aqui como o Centro de Fissura aqui da Santa Casa. Então, nós temos casos de crânio estenose, nós temos caso de fissura lábio palatina, doenças raras, nós também atendemos lá”, contou.

“Temos exatamente esse mesmo público-alvo. E essa interação é fundamental para o nosso trabalho, para o nosso conhecimento e para nós podermos dar um melhor atendimento para o nosso paciente. É uma experiência espetacular, nós estamos em seis aqui do nosso grupo, da equipe multiprofissional, e estamos adorando o evento, as palestras, as trocas de conhecimento e também a cidade”, disse Juliete.

Outra participante do evento, a enfermeira Adriely Pereira Adriely, que faz residência multiprofissional na Santa Casa, destaca que é sempre interessante ter contato com esses temas. “A gente trabalha com crianças desde o pré-natal, com o acolhimento, além da atenção durante o parto, E acreditamos que observar essas temáticas é fundamental para se inovar e cada vez mais nos aperfeiçoar. Principalmente para se integrar em uma equipe multi, já que a gente está aqui para isso, para atender essas crianças de uma forma integral”, comentou.

Simone Rogério, neuropediatra

A neuropediatra e uma das palestrantes do Summit Internacional, Simone Rogério, referendou que a Santa Casa hoje executa um serviço de excelência para patologias de alta complexidade. “É um evento em que a gente mostra a importância de toda uma equipe multidisciplinar, além da interação com grandes nomes da cirurgia plástica crânio-facial, da neurocirurgia do Brasil e do mundo. Portanto é um evento que vem a enriquecer muito sob o ponto de vista profissional, técnico e também mostrar que aqui no nosso estado, na nossa região, a gente também tem um serviço de excelência, porque isso muitas vezes é esquecido”, enfatizou.

“Aqui a gente tem um serviço com uma equipe multidisciplinar. Isso, sempre para melhorar a qualidade do serviço, essa interação, essa troca de conhecimento melhora a qualidade do serviço e, consequentemente, a qualidade do tratamento e a segurança para os nossos pequenos pacientes. É esse o objetivo”, pontuou Simone Rogério.

Diretora técnica Assistencial da Santa Casa, Norma Assunção

A diretora técnica Assistencial da Fundação Santa Casa do Pará, Norma Assunção, diz que o evento teve um alcance importante. “Muito orgulho de estarmos neste momento, avançando cada vez mais. Trazendo colegas de reconhecimento nacionais e internacionais, não é? Fora do nosso País, contribuindo para o crescimento do serviço que veio crescendo ao longo desse tempo. A equipe multi, equipe de médicos, cirurgiões, odontólogos, são equipes que estão bem engajadas. E a instituição abraçou esse serviço e conseguimos ter o reconhecimento pelo Ministério da Saúde”, salientou.

“Eu tive uma devolutiva do nosso colega norte-americano (Jordan Swanson) que nos falou sobre o hospital, em que elogiou a estrutura do nosso hospital. Então isso nos traz muito alento de ter esse olhar. E que venham mais vezes aqui, para a gente poder fazer essas trocas em benefício dos nossos usuários”, destacou a diretora.

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