
A cozinheira Clélia Costa, 47 anos, viu da porta de sua casa, na rua São Clemente, área do Parque Vitória, no bairro Pratinha, oinício dos trabalhos de topografia do Projeto Novo Mata Fome, na manhã desta terça-feira, 19.
“Moro aqui há 22 anos. São muitos anos esperando por essa obra, muitos anos mesmo. Aqui o problema é a enchente, enche tudo, sempre alagamento, todo tempo, qualquer chuvazinha alaga, inclusive a minha casa. Para sair é difícil, muito difícil. Espero melhora, [a obra] vai resolver com certeza”, diz Clélia.

Os serviços topográficos da área são o primeiro passo, antecedendo as obras de drenagem, pavimentação, meio-fio e intervenções urbanísticas.
“A topografia faz um levantamento chamado plano altimétrico, que vai mostrar o terreno como ele está, quais as variações que ele tem, onde tem as bocas de lobos cadastradas, se tem tubulação e esgotamento sanitário existentes. É pontapé inicial, não tem como você iniciar uma obra com essa amplitude sem esse serviço”, explicou Eduardo Amador, auxiliar de topografia que operava o teodolito, equipamento de medição na alameda Isabel, na confluência da São Clemente.

O prefeito Igor Normando assinou na segunda-feira, 18, aordem de serviço para as obras da primeira etapa, que compreendepavimentação e drenagem para mais de 40 vias, urbanização e a implantação de um parque linear, a revitalização do igarapé Mata Fome e a construção de mais de 400 habitações para quem precisa.
O projeto Novo Mata Fome vaibeneficiar diretamente moradores dos bairros da Pratinha, Tapanã, São Clemente e Parque Verde, que juntos têm uma população residente de mais de 200 mil pessoas.
Quem presenciou também o início dos trabalhos foi a dona de casa Rosangela Cunha, moradora da alameda Isabel.
“Eu moro há quatro anos aqui, e quando a chove, alaga tudo, tudo, tudo. A água entra nas casas, com prejuízo para as pessoas. É uma dificuldade para as crianças irem para a escola. Eu espero que melhore e acabe com esse problema”, afirmou Rosangela, observando o trabalho de topografia.

O operário da indústria da construção civil Valdemir Rodrigues Melo, 45 anos, morador da rua São Clemente, acredita que a gestão municipal vai resolver os problemas da falta de saneamento básico na área.
“Espero que a Prefeitura faça um bom trabalho aqui para os moradores da comunidade, que é muito prejudicada na hora da chuva. As crianças não podem ir para o colégio.Eu espero um bom trabalho”, diz Valdemir.

O projeto Novo Mata Fome, da Prefeitura de Belém, será realizado por etapas. Além da drenagem e a pavimentação de vias selecionadas este ano de acordo com as necessidades mais urgentes, a partir de 2027 serão iniciadas as obras de macrodrenagem, também por etapas, do igarapé. Os recursos são oriundos definanciamento de US$ 60 milhões de dólares pelo banco de desenvolvimento Fonplata (Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata)e contrapartida de US$ 15 milhões de dólares do tesouro municipal.
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