
O tradicional açaí, base da alimentação paraense, continua pesando no bolso dos consumidores em Belém. Mesmo com pequenas variações recentes, o preço do produto segue elevado e ainda distante de um cenário mais acessível.
Atualmente, o litro do açaí médio está sendo comercializado, em média, entre R$ 40 e R$ 50, dependendo do local de venda e da qualidade do produto. O tipo mais grosso, considerado mais valorizado, já chegou a ultrapassar valores ainda mais altos, refletindo a escassez do fruto no mercado.
O principal motivo para os preços elevados é a entressafra, período em que a produção do fruto é reduzida drasticamente. Nesse intervalo, a oferta diminui, mas o consumo permanece alto — especialmente no Pará, onde o açaí faz parte da rotina alimentar diária.
Apesar do cenário ainda desfavorável para o consumidor, há uma expectativa positiva. Produtores e comerciantes apontam que os preços devem começar a cair gradualmente a partir de junho, com uma redução mais significativa prevista para julho, quando a nova safra começa a ganhar força.
A tendência segue a lógica básica do mercado: com o aumento da oferta, os valores tendem a recuar. Durante o pico da safra, que se estende até o fim do ano, o produto costuma ficar mais acessível e com maior qualidade disponível.
Mesmo com uma leve queda registrada recentemente, o açaí ainda está longe de voltar aos preços considerados normais. Para muitos consumidores, resta aguardar os próximos meses para voltar a consumir com mais frequência sem comprometer o orçamento.
O cenário reforça como fatores naturais, como o ciclo de produção, impactam diretamente a economia regional e o custo de vida, principalmente em estados onde o consumo do açaí é parte essencial da cultura alimentar.