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Fantástico expõe suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos do Pará

Reportagem aponta extorsão, venda de facilidades judiciais e interferência em investigações; apuração pode ter ligação com a Operação Apate

Redação
Por: Redação
11/01/2026 às 04h00
Fantástico expõe suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos do Pará

Uma grave denúncia envolvendo servidores públicos do Pará ganhou repercussão nacional após ser anunciada pelo programa Fantástico, da TV Globo. A reportagem completa vai ao ar neste domingo (11), mas a chamada divulgada antecipadamente já revelou indícios de um esquema que envolve desvio de conduta, extorsão e negociação de propinas dentro de órgãos que deveriam zelar pela lei e pela segurança da população.

Segundo a prévia apresentada pelo programa, servidores públicos estariam utilizando seus cargos para interferir no andamento de investigações e processos judiciais, cobrando dinheiro de investigados em troca de favorecimentos. A negociação de propina, de acordo com a chamada, ocorreria de forma aberta, evidenciando um suposto esquema estruturado e recorrente.

A equipe do Fantástico esteve em Belém para aprofundar a apuração e identificar os agentes públicos envolvidos. Embora o programa ainda não tenha detalhado oficialmente a origem específica do caso, as informações preliminares têm direcionado as atenções para investigações já em curso no estado.

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Nos bastidores, apurações iniciais apontam possível ligação com a Operação Apate, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação teve início a partir de uma fraude imobiliária estimada em mais de R$ 25 milhões e, ao longo do tempo, passou a revelar indícios de um esquema mais amplo, envolvendo a suposta venda de facilidades judiciais e interferência direta em investigações.

De acordo com relatórios investigativos, o esquema envolveria uma rede integrada por membros do Ministério Público e da Polícia Civil. Entre os nomes citados nas apurações estão o promotor de Justiça Luiz Márcio Teixeira Cypriano e os delegados da Polícia Civil Carlos Daniel Fernandes de Castro, então diretor metropolitano, e Arthur Afonso Nobre de Araújo Sobrinho. Todos são citados no contexto das investigações, que seguem sob análise das autoridades competentes.

As suspeitas incluem uso de intermediários, lavagem de dinheiro, manipulação de inquéritos, direcionamento de processos e extorsão de investigados. Ainda conforme os autos, repasses de valores ilícitos teriam ocorrido de forma frequente, inclusive por meio de familiares e assessores, o que reforça a complexidade do suposto esquema.

Diante da gravidade dos fatos, parte do processo foi encaminhada ao Tribunal de Justiça do Pará, com pedidos de afastamento de agentes públicos, bloqueio de bens e aprofundamento das investigações. O caso segue sob sigilo parcial e pode ganhar novos desdobramentos a partir da exibição da reportagem completa em rede nacional.

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