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Condutores de trilhas aprendem sobre geologia interpretativa na Serra das Andorinhas

Ação mobilizou profissionais sobre a riqueza das formações rochosas para aprimorar a transmissão de conhecimentos a visitantes da unidade de conser...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
23/04/2026 às 11h34
Condutores de trilhas aprendem sobre geologia interpretativa na Serra das Andorinhas
Foto: Larissa Soares - Ideflor-Bio

Ggeóloga e geógrafa, Valéria Nascimento, do Ideflor, explica sobre a paisagem natural e as formações rochosas da Serra

Cerca de 38 condutores de trilha do Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas, em São Geraldo do Araguaia, na região sudeste paraense, participaram de um treinamento técnico e prático em geologia interpretativa fornecido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio). Com duração de dois dias, a iniciativa buscou capacitar os profissionais a respeito da riqueza das formações rochosas da região e como transmitir esse conhecimento aos visitantes da unidade de conservação.

A capacitação foi ministrada pela geóloga e geógrafa Valéria Nascimento. Ela abordou sobre a importância de atividades como essa na preservação da cultura e conhecimento científico da Serra das Andorinhas. “É muito legal os guias terem esse conhecimento geológico para que eles possam repassar às pessoas que irão visitar essas áreas, com uma linguagem mais adequada, mais correta e mais científica das formações rochosas que aqui estão presentes” afirmou.

Valéria explicou, ainda, que esta forma de ensino técnico e direto aproxima os profissionais da experiência do campo e incentiva a familiaridade com as formações que compõem os cenários das trilhas. “O geoturismo pode ser adequado para aventura, paisagismo e sustentável para a região. Portanto, é muito importante que os guias tenham essa capacidade de distinguir e discernir os tipos de rocha, o que aconteceu, o período e idade dessas formações rochosas, além dos eventos que geraram a geomorfologia da região. Isso com certeza vai melhorar muito a visão dos condutores e vai ajudá-los a passar esse conhecimento para as pessoas que venham conhecer esta região”, completou a especialista.

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Conhecimento -A oportunidade de aprendizagem representou uma evolução científica para o conhecimento dos condutores, os quais puderam entender e analisar as paisagens de forma técnica. O condutor de trilhas, Nilton Ribeiro, descreveu o dia de ensino com positividade. “A experiência foi muito boa e a gente aprendeu muito sobre as rochas”. Além disso, ele revelou sua vontade de poder participar de mais cursos e aprendizados. “A gente gostaria de ter mais participação, aprender mais e que viessem outros cursos para informar sobre as rochas”, acrescentou o profissional.

Treinamento prático focou em conhecimento sobre a região

Já o condutor de trilhas, Carlos da Silva Chagas, demonstrou entusiasmo e interesse ao falar sobre o turismo local com melhor embasamento teórico. “Foi uma capacitação de grande importância para todos nós condutores. Conhecimento nunca é demais e quando é voltado para o turismo, fica mais legal ainda”, enfatizou. Além disso, o Carlos também trouxe à tona o impacto positivo na forma como os condutores poderão transmitir seus conhecimentos aos visitantes. “Esse curso veio para agregar conhecimento e cada um de nós vamos poder falar com mais propriedade aos visitantes”, completa.

Preparo -As competências desenvolvidas pelos condutores durante o curso representam a busca por ensino especializado nas dependências do Parque. A gerente da Região Administrativa do Araguaia, Laís Mercedes, ressaltou a importância da iniciativa. “Para nós foi muito importante a realização do curso, que abordou as formações rochosas, a geologia, o geoturismo, dentro do nosso Parque, o qual é rico em formações rochosas, rico em arqueologia. Portanto, foi uma excelente oportunidade para capacitar os nossos condutores de trilha”, enfatizou.

Laís Mercedes também reforçou o papel dos condutores de trilhas no contato com os visitantes e como o curso os impactou positivamente. “Como eles atuam diretamente com os turistas, é fundamental terem o domínio de falar sobre as rochas, a quantidade de tempo, sobre o formato e a respeito da importância delas para as nossas unidades de conservação. Dessa forma, tudo isso foi bastante enriquecedor, de levar esse conhecimento para os nossos condutores”, finalizou a gerente.

Texto: Lui Sousa com a supervisão de Vinícius Leal (Ascom/Ideflor-Bio)

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