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Festival Internacional do Chocolate e Cacau deve gerar mais de R$ 3 milhões em negócios aos produtores locais

A estimativa é da organização do evento, coordenado pela Sedap, que será realizado em Belém de 23 a 26 deste mês. Simultaneamente, ocorrerá a tradi...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
21/04/2026 às 08h27
Festival Internacional do Chocolate e Cacau deve gerar mais de R$ 3 milhões em negócios aos produtores locais
Foto: Marco Santos / Ag. Pará

O fortalecimento da cadeia produtiva do cacau de origem do Pará e a oportunidade de se estabelecer conexões estratégicas entre o produtor e o público estão entre os principais resultados do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau – Chocolat Amazônia - que é realizado em Belém há 10 anos. De 23 a 26 de abril a capital receberá mais uma edição do evento, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia.

A estimativa da organização da programação, coordenada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), é que sejam gerados na edição deste ano mais de R$ 3 milhões em negócios aos produtores locais.

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A programação é financiada pelo Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau). A estimativa é que mais de 500 empreendedores de diferentes regiões de integração paraenses participem do Chocolat Amazônia. Simultaneamente ao festival internacional, ocorrerá a feira Flor Pará, que reunirá produtores de flores e plantas cultivadas na Amazônia.

Empreendedores como Fernanda Sahaba, da Bada Chocolate Finos da Amazônia, do município de Santa Bárbara do Pará, às proximidades de Belém, acreditam que o Festival Internacional serve de vitrine para alavancar a economia do Estado. Fernanda diz que a programação impulsiona principalmente as marcas menores de cacau e de chocolate, como ocorreu no caso do seu empreendimento.

“O cacau do Pará é de excelência e o festival é uma grande ‘mãe’, podemos dizer assim, pois nós, enquanto empresa e pessoa física,somos muito gratos a tudo o que o festival já proporcionou à nossa marca. Se hoje chegamos onde estamos, é porque o festival foi um desses elementos que nos ajudaram; eu acredito que este ano, como ocorreu nos anos anteriores, a gente consegue evoluir dentro do festival. O público nos conhece mais”, pontua.

Além da divulgação, conhecimento e novos clientes, a Bada Chocolate, como lembra a empreendedora, conquistou por meio da programação o título de “Melhor Chocolate Artesanal e Produtos Derivados de Cacau" na categoria Chocolate Fino, durante a edição do ano passado do Festival Internacional do Chocolate e Cacau – Chocolate Xingu, em Altamira, no sudoeste do Pará. O prêmio foi conquistado com o chocolate “Campo do Fernandão”.

A empreendedora acredita que em Belém, durante a programação, novos negócios surgirão. “Economicamente, a nossa expectativa é fechar mais negócios, atrair mais clientes que, após o festival, viram nossos amigos, gostam do nosso chocolate; isso é um grande presente para nós, pois mostra que todo o nosso trabalho, investimento em estudo e pesquisa em preservar a floresta, que está em nosso Sistema Agroflorestal (SAF), estão trazendo resultados. Tenho certeza que este ano será mais um ano de sucesso, não só para a Bada, como para o festival, que já é um sucesso, sempre esperado todos os anos não só pelas marcas, como pela população”, disse.

Expectativa de aumento na arrecadação

Derivados de cacau é o que não faltarão para serem comercializados nos estandes distribuídos pelo Hangar. Entre os produtos ofertados haverá polpas, geleias, chocolates em diversos formatos – da barra, passando pelos bombons até as variedades, doces, caldas e até mesmo vestimentas feitas com motivos que remetem ao cacau. A cada ano, como observa o coordenador do festival, Ivaldo Santana, engenheiro agrônomo que gerencia o Procacau da Sedap, a organização da programação espera um saldo positivo com relação ao que é arrecadado pelo produtor.

Na edição anterior, segundo informou, foram gerados R$ 2,5 milhões de negócios fechados nos quatro dias da programação. “Este ano a gente espera que mais de R$ 3 milhões entrem nos cofres dos produtores que estarão presentes no festival”, estima.

Em média, um fluxo em torno de 600 produtores está sendo aguardado para participar do Festival Internacional, incluindo os que trabalham com plantas e flores da Amazônia. “Eles participam, não apenas na comercialização, mas nos fóruns, nas palestras e nas diversas programações que ocorrem no evento”.

Diversidade de produtos é a marca do festival

O diretor de agropecuária da Sedap, Marcos Grande, destaca que uma das marcas do festival é a diversidade de produtos e de derivados do cacau ofertados ao público. “A secretaria está empenhada em entregar um evento grande, participativo e democrático que, além de fortalecer a nossa cadeia produtiva através de negócios e vendas aos nossos produtores, também seja mais uma atração para o nosso público”.

Além de impactar na economia com a geração de renda aos produtores, o Festival Internacional oferece produtos de qualidade e também é a concretização do cacau como instrumento do Pará de inclusão social, segundo observou Grande.

Quase 70% do cacau produzido no Brasil é oriundo da Transamazônica, que além da quantidade é premiada mundialmente, como destaca o diretor da Sedap. “A gente acabou de sair de um festival na Holanda, onde dois produtores da Transamazônica foram premiados como o melhor cacau do mundo e isso tem se repetido; o Governo do Estado tem, através desse grande instrumento que é o Funcacau, ajudado isso a acontecer”, ressalta.

A entrada à programação é gratuita e quem quiser pode doar alimentos não perecíveis que serão doados para instituições que trabalham com o repasse de donativos à população economicamente carente, segundo informa o diretor da Sedap.

“A gente convida todo o público a prestigiar o evento. É um produto que é nosso, que está consolidado, o Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e esse festival vem premiar e fortalecer ainda mais tudo o que foi construído nos últimos anos”.

Flores e Plantas da Amazônia

Como já faz parte da tradição, o chocolate estará acompanhado das flores e plantas da Amazônia. Além de fazer parte da ornamentação do evento, o colorido oriundo das espécies genuinamente locais estará estampado nos diversos estandes que estarão distribuídos logo na entrada do Hangar, com a comercialização de flores e plantas.

Além da comercialização, a feira ‘Flor Pará’, que já ocorre há 21 anos, ofertará minicursos para quem quiser fazer arranjos florais ou receber noções sobre. “A gente junta o chocolate e as flores para atender da melhor maneira possível os visitantes que forem ao Hangar”, disse o coordenador do Festival Internacional, Ivaldo Santana.

Serviço:

O Festival Internacional do Chocolate e do Cacau e a feira ‘Flor Pará’ serão realizados nos dias 23, 24, 25 e 26 de abril no Hangar, localizado na avenida Dr. Freitas, s/n, bairro do Marco. A entrada é gratuita, sendo opcional a doação de um quilo de alimentos não perecíveis.

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