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Malhação de Judas na Cremação destaca luta contra feminicídio

Programação reuniu moradores durante dois dias de celebração com cultura, fé e reflexão social, mantendo viva a tradição de 50 anos na comunidade.

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Belém
04/04/2026 às 14h45
Malhação de Judas na Cremação destaca luta contra feminicídio
Crédito: Paula Lourinho

Mais do que uma festa da cultura paraense, aMalhação de Judas, no bairro da Cremação, é um ato de resistência e, na edição deste ano apoiada pela Prefeitura de Belém, trouxe como tema o fim do feminicídio, reunindo moradores e visitantes em uma celebração que mistura cultura popular, fé e crítica social.

A Malhação de Judas se destaca pela confecção de bonecos produzidos pelos próprios moradores. As figuras simbolizam temas e problemas enfrentados pela sociedade, como preconceito, racismo e questões de saúde pública. Durante o evento, os bonecos são “malhados” pelo público em um ato simbólico.

Com mais de 50 anos de história, a Malhação de Judas, no bairro da Cremação, foi realizada nos dias 3 e 4 de abril, comprogramação gratuitaeatividades para todas as idades. Neste ano, em especial, sete associações se reuniram para a realização do evento.

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Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), tem apoiado a festividade, fortalecendo a identidade cultural da cidade e valorizando a participação dos moradores.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Patrícia Barcelar é uma das moradoras que participaram durante os dois dias com a neta. “Eu sempre morei aqui, cresci participando e agora trouxe a minha neta para participar, porque resgata as brincadeiras das crianças. Elas brincam na rua, se divertem, tem dança, brincadeira, ganham chocolate e ainda podem ver o coelhinho da Páscoa. Eu estou muito feliz”, disse Patrícia, bastante satisfeita com o evento.

Ainda sobre a escolha do tema, o combate ao feminicídio, Patrícia contou que, enquanto mulher, é muito importante se sentir ouvida e que a escolha do tema foi acertada.“A gente se sente mal de andar sozinha na rua. O número de mortes de mulheres tem crescido e isso nos entristece, então é muito importante falar sobre o tema e que a gente continue, porque não tem nada melhor do que se sentir ouvida”, enfatizou.

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