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Obras da base operacional do Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia avançam e fortalecem gestão ambiental

De acordo com o planejamento da obra, essa fase inicial deve ser concluída em até 60 dias

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
30/03/2026 às 15h15
Obras da base operacional do Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia avançam e fortalecem gestão ambiental
Foto: Divulgação

Foram iniciadas as obras de construção da base operacional do Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia, localizado no município de Almeirim, na região oeste paraense. A iniciativa integra o projeto “Árvores Gigantes para uma Nova Era – Fase II”, que busca estruturar e consolidar a gestão da unidade de conservação, considerada uma das áreas mais emblemáticas da biodiversidade amazônica.

As ações são lideradas pelo Governo do Pará, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e financiamento do Andes Amazon Fund (AAF). Neste momento, as equipes estão concentradas na limpeza da área onde será implantada a estrutura, além do beneficiamento da madeira que será utilizada na construção da base operacional e da casa de apoio.

De acordo com o planejamento da obra, essa fase inicial deve ser concluída em até 60 dias. Após o beneficiamento do material, será iniciada a etapa de construção das edificações, que vão garantir melhores condições de trabalho e permanência para as equipes que atuam na gestão do Parque. O início das atividades no local contou com a presença de representantes do Ideflor-Bio, da FAS, da Cooperativa de Ecoturismo da Região do Vale do Jari (COOPETU JARI) e da empresa responsável pela execução dos serviços.

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Localização estratégica -A base física está sendo implantada às margens do rio Jari, nas proximidades da cachoeira do Urucupatá, um dos cenários naturais que compõem a paisagem do território protegido. A estrutura foi planejada para abrigar alojamentos e ambientes de trabalho necessários ao funcionamento da gestão do Parque, servindo como ponto de apoio para ações de monitoramento ambiental, fiscalização, pesquisa científica e organização da visitação sustentável.

Além de fortalecer a presença institucional no território, a estrutura também deve contribuir para ampliar o conhecimento científico sobre a região e estimular atividades de turismo de natureza. A construção prioriza práticas sustentáveis, incluindo o aproveitamento de madeira caída encontrada no próprio local de instalação da base, evitando a necessidade de extração adicional de recursos florestais.

Pertencimento -Outro destaque do projeto é a participação direta da comunidade local nas atividades de construção. A equipe que atua na obra é formada por trabalhadores da própria região, valorizando o conhecimento tradicional sobre o território e gerando oportunidades de trabalho e renda para moradores do entorno da unidade de conservação.

Criado em setembro de 2024, o Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia protege cerca de 560 mil hectares de floresta e abriga algumas das maiores árvores já registradas no Brasil. Entre elas está um angelim-vermelho com 88,5 metros de altura e aproximadamente 400 anos de idade, reconhecido como a maior árvore da América Latina. A unidade representa um patrimônio ecológico singular e estratégico para a conservação da biodiversidade amazônica.

Para o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, o início das obras marca um momento importante para consolidar a presença do Estado na proteção da área. “A implantação da base operacional representa um avanço fundamental para a gestão do Parque das Árvores Gigantes. Essa estrutura vai garantir melhores condições para as equipes que atuam na conservação da área, além de apoiar pesquisas científicas e fortalecer o turismo sustentável em uma região de enorme valor ambiental para o Pará e para o Brasil”, afirmou.

Avanços -A coordenadora de projetos da FAS, Juliane Menezes, destaca que o avanço das obras simboliza um passo decisivo para a implementação da unidade de conservação. “Ver esta etapa começar é muito significativo. A base operacional vai proporcionar melhores condições de permanência e segurança para a gestão operacional, o monitoramento, a fiscalização e as atividades previstas no decreto de criação, como a pesquisa científica e o turismo sustentável. Esta iniciativa consolida a proteção de um patrimônio de extrema relevância ecológica e, ao mesmo tempo, impulsiona o turismo de base comunitária no entorno”, afirma.

O gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio e presidente da Rede Brasileira de Trilhas, Júlio Meyer, que também coordena os trabalhos, ressalta que a estrutura será essencial para o futuro da unidade. “Estamos iniciando uma etapa muito importante para a implementação do Parque. A base operacional vai permitir que as equipes tenham condições adequadas para desenvolver atividades de gestão, monitoramento e pesquisa, além de apoiar o planejamento da visitação. Esse investimento fortalece a proteção das árvores gigantes e abre caminho para o desenvolvimento do turismo sustentável na região”, destacou.

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