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Ceasa completa 51 anos abastecendo o Estado e impactando vidas com projetos sociais

Centrais de Abastecimento do Pará garante que os alimentos cheguem aos consumidores paraenses e também investe em projetos sociais

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
26/03/2026 às 15h29
Ceasa completa 51 anos abastecendo o Estado e impactando vidas com projetos sociais
Foto: Divulgação

No último dia 13 de março, a Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa) completou 51 anos de existência. Uma história construída diariamente por pessoas dedicadas que fazem do abastecimento, da produção e da distribuição de alimentos uma verdadeira rede de desenvolvimento. Graças ao esforço e trabalho de produtores, permissionários, trabalhadores informais e servidores que movem essa engrenagem essencial, é garantido o alimento que chega à mesa dos consumidores paraenses. Numa rotina diária que atravessa os dias, noites e madrugadas, centenas de pessoas se dedicam para garantir o bom funcionamento do entreposto.

Mas nem só disso é feita a Ceasa. Desde 2023, dois projetos sociais vêm impactando positivamente a vida de várias pessoas na Grande Belém e em diversos municípios do Estado. O “Banco de Alimentos” e o “Cozinha Escola” já alcançaram um saldo recorde de quase 150 mil atendimentos realizados, junto às comunidades em situação de vulnerabilidade social. As distribuições de cestas de hortifrutis orgânicos do ‘Banco de Alimentos’, com doações feitas pelos permissionários aproveitando aquilo que antes era desperdiçado no mercado, mitiga a fome de quem se encontra em insegurança alimentar. Já o ‘Cozinha Escola’, oferta cursos e oficinas gratuitos de gastronomia com certificação para a população de baixa renda, ensinando as pessoas a cozinharem com aquilo que têm em casa e a também empreenderem com esses conhecimentos, garantindo renda extra ao orçamento familiar.

O impacto positivo dos dois projetos, rendeu à Ceasa duas premiações no “Inova Servidor”, como as políticas públicas que mais inovaram no Estado do Pará em 2024 e 2025. “Já fui contemplada com essas cestas maravilhosas de frutas, verduras e legumes que muito auxiliou na nossa alimentação. Bem como participei da oficina de aproveitamento integral de alimentos e aprendi muito, foi muito útil”, informou Débora Novaes, moradora de Ananindeua.

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Para Nancy Fernandes, coordenadora do ‘Cozinha Escola’, o mais gratificante para todos da equipe do projeto, é presenciar o impacto positivo gerado a partir dos cursos e oficinas ministrados. “Em certos momentos, não tem como não nos emocionarmos com os testemunhos dos alunos ao receberem seus certificados. É aí que a gente constata os inúmeros benefícios gerados por essas políticas públicas”, diz a pedagoga.

Avanços estruturais -Em 2024, a Ceasa recebeu do Governo do Estado, obras que melhoraram significativamente a vida de servidores, clientes e permissionários. Foi entregue pelo governador Helder Barbalho e pela vice-governadora Hana Ghassan, a reconstrução do prédio da sede administrativa, o Posto de Atendimento do Banpará, o novo Núcleo de Projetos e o estacionamento gratuito, que abrange uma área de 32 mil metros quadrados, com capacidade para 400 veículos leves e pesados, num investimento total de mais de R$ 27 milhões.

Rosivan Rosário "Bicola", permissionário

Segundo Rosivan Rosário, o ‘Bicola’, há 16 anos permissionário da Ceasa, é gratificante prestar esse serviço. “Eu nunca trabalhei em outro local, sempre vendi meu produtos nesse segmento e para mim é algo prazeroso a gente trabalhar com o que gosta, prestando um serviço de qualidade. Minha experiência como permissionário é que a gente tem que conhecer bem todos os produtos, né? Desde a manipulação, conservação, a maneira, a expertise do negócio para poder tocar... Então eu creio que todo permissionário precisa conhecer aquilo que faz, porque quando você conhece aquilo que faz, você faz bem feito”, considera.

“Durante todo esse tempo, uma coisa que melhorou muito foi o estacionamento, uma obra que ajudou a melhorar o fluxo dentro da Ceasa, que a gente não tinha lugar para suportar todos os carros. E hoje o estacionamento é uma obra que o governo fez e garantiu estabilidade e um espaço para aguentar uma quantidade maior de clientes”, ressalta.

Edilena Castro Permissionária

A permissionária Edilena Castro também está na Ceasa há 16 anos. Começou como funcionária do pai, e depois passou a ser dona do próprio box. “Aprendi muito nesses anos, sobre qualidade de produto, negociação e também a importância de mercado, sobre buscar sempre novos desafios. O horário é pesado, claro, mas nada que comprometa a minha qualidade de vida. Trabalhar à noite não é fácil, mas o mercado, de uns anos pra cá, melhorou muito, porque hoje nós contamos com amplo estacionamento. Agora o cliente tem onde deixar sua mercadoria no carro. Também a divulgação passou a nos ajudar bastante. Hoje nós temos divulgação, coisa que não tínhamos antigamente. A segurança dentro do mercado, que também não existia, nos garante maior tranquilidade para trabalhar e aos clientes para fazerem suas compras”, destaca.

Reconhecimento -Desde a sua fundação, dezenove presidentes já passaram pelo órgão, contribuindo para o desenvolvimento e a melhoria da prestação de serviços no espaço público de abastecimento. Por essa razão, dentro das comemorações do 51º aniversário, foi inaugurada na quarta-feira, 25, a Galeria dos Presidentes, com a participação dos ex-gestores, familiares, servidores e representantes daqueles que já faleceram. Cada ex-presidente, além de ter seu quadro na galeria, recebeu uma placa comemorativa e um diploma de Honra ao Mérito, em reconhecimento aos inestimáveis serviços e ao legado deixado na história da Ceasa.

O economista Rosivaldo Batista, que por dois mandatos presidiu a Ceasa, relembrou seu início de carreira justamente no órgão. “Aqui foi a minha primeira casa profissional. E isso me deixou um sentimento de imensa gratidão pelas duas vezes em que tive a honra de aqui estar como presidente. Quero agradecer pelo reconhecimento e homenagem hoje prestada tanto a mim quanto a todos os colegas aqui presentes, e aos que por algum motivo não puderam vir ou já partiram. Isso é muito significativo. Sobretudo pela oportunidade de estarmos aqui retornando para viver esses momentos de alegria e tamanha emoção!”, disse emocionado.

O atual presidente Raimundo Santos Júnior, revelou se considerar o gestor ‘caçula’. “Vendo os meus poucos anos aqui, três aninhos de Ceasa, e comparando com aqueles que aqui tiveram há sete, oito, dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta e um anos antes de mim, e ouvindo um pouco de cada história, isso emociona a todos nós que vivemos um pouco disso tudo. E acredito que também estou entregando para aquele que vier me suceder, uma Ceasa um pouquinho melhor da que eu recebi. Sabemos que aqui contamos com peculiaridades que eu acredito que nenhum órgão tem. Porque os órgãos, as entidades, normalmente, têm atribuições muito claras, muito pré-definidas. E aqui nessa grande central de abastecimento, é como se fosse uma cidade, recebe diariamente mais de 5 mil pessoas que transitam por aqui. Mas, graças a Deus, continua de pé, funcionando, abastecendo o Estado, com projetos sociais, com alimentos, e colaborando por esse grande Pará, como uma entidade forte que segue crescendo. Agradeço a cada servidor pelo esforço, dedicação e o compromisso em contribuir com a história deste órgão”, finalizou o gestor.

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