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Museu do Marajó ganha sala de cinema e recebe mostras de filmes neste final de semana, entre sábado (21) e domingo (22)

Com capacidade para 55 lugares, o novo equipamento é a primeira sala de cinema da região

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
21/03/2026 às 13h18
Museu do Marajó ganha sala de cinema e recebe mostras de filmes neste final de semana, entre sábado (21) e domingo (22)
Foto: Divulgação

A sala de cinema Paulo Miranda foi inaugurada neste sábado (21), no Museu do Marajó, com uma programação especial. A readequação do espaço foi realizada pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG), destinados a criação de diversas salas. A programação de inauguração vai até este domingo (22), com a 4ªedição do Festival Curta Escolas e a 11ª edição do Amazônia (Fi)Doc Festival Pan-Amazônico de Cinema.

“São recursos oriundos da lei Paulo Gustavo, uma parceria do Ministério da Cultura, governo federal, com a Secretaria de Cultura e o governo do Estado do Pará. Uma sala ampla, bem estruturada, climatizada, com uma grande tela, com todo o equipamento necessário para garantir uma experiência audiovisual para mais de 50 espectadores”, explica a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal.

“Também será um instrumento pedagógico para professores, na utilização desse espaço, para atividades extracurriculares que tragam o audiovisual como uma ferramenta pedagógica importante de experiência na memória, na criatividade, na história do nosso País”, finaliza a secretária.

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O prefeito de Cachoeira do Arari, Jaime Barbosa, ressalta que até então as sessões de cinema na comunidade eram improvisadas, sem espaço adequado. “Esta é a primeira do município, a gente está muito feliz em razão da ferramenta que se oferece para a nossa população, um espaço belíssimo, totalmente adaptado para passar os filmes de interesse da nossa comunidade. Fico muito feliz e muito honrado com essa inauguração”, conta.

Programação cultural– As atividades de sábado começaram com apresentação dos grupos Cordão do Galo e Acauã. Em seguida, ocorreu a cerimônia de inauguração que contou com a participação da secretária Ursula Vidal, do prefeito Jaime Barbosa, do presidente da associação do Museu do Marajó, Otacir Gemaque, da coordenadora do Ministério da Cultura no Pará, Telma Saraiva e de Sandro Miranda, irmão do cineasta homenageado, Paulo Miranda.

Mais tarde, a exibição do primeiro filme, “O Ajuntador de Cacos” que conta a história do fundador do museu, padre Giovani Galo. A obra é do diretor Paulo Miranda, que faleceu em 2024 e dá nome a sala.

“O novo espaço da sala de cinema no Museu do Marajó será de fundamental importância, sendo mais um equipamento que irá agregar valor e visibilidade para o nosso Museu, não somente no audiovisual, mas sim sociocultural, sendo um atrativo a mais de aprendizagem, entretenimento e lazer”, conta a diretora do Museu do Marajó, Dilma Meireles.

Albertinho Leão, membro da associação do Museu do Marajó, diz estar animado com as possibilidades que serão abertas. “É uma grande conquista do setor cultural de Cachoeira do Arari. A Associação junto com a Secult, encontrou este espaço que vai servir também para o desenvolvimento de políticas públicas para o município, por exemplo, na área da educação, assistência social com projetos de inclusão envolvendo teatro, cinema, música e principalmente para exibição de filmes, que contem a nossa história, que incentivem os fazedores de cultura a produzirem cada vez mais”.

Paulo Miranda– A sala recebe o nome do cineasta paraense que faleceu em 2024 e deixou um grande legado para o audiovisual do estado. O diretor iniciou a carreira em 1986, no Projeto TV Juventude, em Belém e destacou o homem amazônico e sua realidade sociocultural nas suas obras. Foi Vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura do Pará, delegado do Pará na 4ª Conferência Nacional de Cultura.

Mostra de Cinema- No domingo (22), as exibições serão das 10h às 16h. O primeiro filme será “Arari” - Curta realizado pelo coletivo de jovens estudantes de Cachoeira do Arari na 3ª edição do projeto Curta Escolas. Depois, será a vez de “Umassuma: Lascas de Memória”, dos diretores Andrei Miralha e Guaracy Britto Jr.; logo após, o longa “Bici”do diretor Otoniel Oliveira, e por fim, “Tainá e os Guardiões da Amazônia: Em busca da flecha azul”, dos cineastas Alê Carvalho e Jordan Nugem.

Texto: Juliana Amaral, Ascom Secult

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