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Prefeitura garante controle de preço do pescado na Semana Santa

Com o aumento no valor do pescado às proximidades da Semana Santa, Prefeitura de Belém garantirá o abastecimento local para evitar especulações no ...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Belém
12/03/2026 às 19h34
Prefeitura garante controle de preço do pescado na Semana Santa
Crédito: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon

A maioria dos pescados comercializados nos mercados municipais de Belém apresentou aumento representativo de valor nomês de fevereiro. É o que apontou a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12), pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedcon) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/pa). Para evitar extrapolações de preços egarantir o abastecimento do peixe no período da Semana Santa,a Prefeitura de Belém realizará fiscalizações para controlar a saída do pescado que sai da capital apartir do dia 23próximo.

Conforme estudo apresentado pela Sedcon e Dieese/pa,20 das 23 espécies de pescadopesquisadas registraram aumento de preços, entre o meses dejaneiro e fevereiro de 2026. O destaque foi o Tucunaré, espécie de maior valor agregado, que liderou as altas com reajuste de 24,40%. Em seguida aparecem o Tamuatá (+10,31%), o Cação (+7,05%), a Arraia (+6,76%) e a Pescada Gó (+6,14%). Também apresentaram elevação a Serra (+5,88%), a Pescada Amarela (+5,68%), a Traíra (+3,94%), o Filhote (+3,90%), o Mapará (+3,47%), o Bagre (+3,37%), o Curimatã (+2,41%), a Pratiqueira (+2,34%), a Sarda (+2,29%), o Tambaqui (+1,74%), a Piramutaba (+1,47%), a Corvina (+0,60%), a Gurijuba (+0,25%) e a Dourada (+0,20%).

Na outra ponta, apenas três espécies apresentaram recuo no mês de fevereiro: Tainha (-3,70%), Pescada Branca (-2,03%) e Aracu (-1,95%).

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Crédito: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon
Crédito: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon

O vendedor de pescado no Mercado de Ferro do Ver-o-Peso e presidente da Sindicato dos Peixeiros de Belém, Fernando Souza, conta que a alta de preço no início do ano acontece, principalmente, pelo período de chuvas, que faz com que os peixes se afastem da costa, causando escassez e dificuldades na pesca. “Se as embarcações levam de 15 a 20 dias para trazer o pescado, agora levam o dobro desse tempo, gastando ainda mais óleo, gelo e demais gastos que acabam refletindo no preço final”, disse.

Crédito: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon
Crédito: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon

“Diante desse cenário, ganha centralidade a realização de ações coordenadas de abastecimento, fundamentais para ampliar a oferta direta ao consumidor e contribuir para preços mais equilibrados.Essas iniciativas cumprem papel estratégico ao reduzir intermediações, organizar a logística de distribuição e garantir maior previsibilidade ao mercado local”, analisou o supervisor técnico do Dieese no Pará, Everson Costa.

Para garantir o abastecimento do pescado na capital, a Prefeitura de Belém deve publicar ainda neste mês de março umDecreto que controla a saída do peixeque sai de Belém para outros municípios paraenses.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon
Crédito: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon

Como parte da ação para garantir o abastecimento do pescado na Semana Santa, uma força-tarefa de diversos órgãos municipais deve ocorrer de23 de março a 03 de abril,em toda a extensão do Complexo do Ver-o-Peso. “A ideia é justamente envolver vários agentes municipais para que a comercialização do pescado aconteça de forma organizada e controlada, sendo esta a maior operação dentro do Ver-o-Peso”, disse o coordenador da Operação Semana Santa pela Prefeitura de Belém e diretor de feiras e mercados da Sedcon, Neivo Cravo.

Crédito: Roberta De Paula/ Ascom Sedcon
Crédito: Roberta De Paula/ Ascom Sedcon

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