
A Prefeitura de Belém iniciou, em janeiro deste ano, o programa“Educar para Incluir”, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Inclusão e Acessibilidade (Semiac), que promove capacitações sobre violência escolar em escolas públicas e particulares da capital paraense.
Voltado para pais, estudantes e profissionais da educação, o programa aborda temas como bullying, preconceito e capacitismo, com o objetivo defortalecer a cultura de respeito e inclusão no ambiente escolar.A proposta é incentivar o reconhecimento e o enfrentamento de práticas de exclusão, além deestimular atitudes de empatia, solidariedade e cooperação entre toda a comunidade escolar.
De acordo com a Semiac, a iniciativa também surge como resposta ao crescimento da violência nas escolas brasileiras. Dados do Atlas da Violência 2024 mostram aumento no número de estudantes que relatam ter sofrido bullying. A análise, baseada em informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o percentual de alunos que afirmaram ter sido vítimas de bullyingpassou de 30,9% em 2009 para 40,5% em 2019.
Segundo a coordenadora do programa, a fisioterapeuta Larissa Lima, discutir o tema dentro das escolas é fundamental para prevenir situações de violência.

Ainda de acordo com a coordenadora, o combate ao capacitismo também exige mudanças estruturais nas instituições de ensino, com profissionais preparados para garantir um ambiente mais inclusivo.
Desde o início das atividades, o programa já capacitoumais de 1.800 pessoas em 13 escolasdo município, registrando boa adesão dos participantes.
Na manhã desta quinta-feira (12), a formação foi realizada naEscola Municipal da Pratinha, localizada na avenida Arthur Bernardes.Mais de 50 pessoas, entre pais e profissionais da educação, participaram da programação.
Para Ana Paula Silva, mãe da estudante Laís Vitória, de 3 anos, aluna do Maternal I da escola, a atividade ajudou a identificar possíveis sinais de violência. “Para mim foi ótimo. Às vezes a gente não sabe o que está acontecendo com o nosso filho e até pensa que é tolice quando ele não quer vir para a escola, mas pode ser bullying”, disse.

As escolas interessadas em receber a capacitação do programa “Educar para Incluir” podem se inscrever por meio do formulário disponível aqui .