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Segurança Pública do Pará alcança marca de cinco mil mulheres e rompe barreiras institucionais

Com presença crescente em funções operacionais e de comando, profissionais celebram avanços na ocupação de espaços historicamente masculinos em tod...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
07/03/2026 às 10h53
Segurança Pública do Pará alcança marca de cinco mil mulheres e rompe barreiras institucionais
Foto: Divulgação

As mulheres vêm quebrando muitos paradigmas ao longo dos anos e, dentre eles, marcando sua presença cada vez mais importante dentro dos órgãos e instituições de segurança no Estado do Pará. Hoje, já são mais de cinco mil profissionais atuando em funções e cargos tanto administrativos quanto operacionais, com a missão de resguardar vidas, garantindo os direitos dos cidadãos paraenses por meio de ações de segurança pública e defesa social em todo o Estado.

Para que hoje, no ano de 2026, essa presença fosse mais constante, muitas desbravaram uma longa jornada, abrindo caminho para que outras mulheres pudessem ingressar nas corporações e, assim, atuar em cargos que antes eram ocupados apenas por homens. É o caso da 3ª sargento do Corpo de Bombeiros Militar, Kelly Cardoso, que fez parte da primeira turma feminina de combatentes que ingressou na corporação há quase 19 anos. Nesse período, ela conquistou a 1ª colocação entre os militares em uma ação de abordagem técnica em tentativa de suicídio.

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“Nunca planejei a carreira militar, mas me apaixonei pela profissão assim que ingressei. Faço parte da primeira turma feminina de combatentes da corporação; até 2007, a linha de frente era composta exclusivamente por homens, restando às mulheres apenas a área de assistência. Foi um processo desafiador, mas muito gratificante. Hoje, nossa capacidade técnica em missões operacionais é plenamente reconhecida”, destaca a bombeira militar.

A delegada de Polícia Civil Daniela Santos ingressou no órgão há 18 anos, em busca de estabilidade, e hoje ocupa a direção da Academia de Polícia (Acadepol). Antes, ela também atuou por quatro anos como delegada-geral adjunta. Ela ressalta o desafio de trabalhar em uma profissão que teve como alicerce um viés masculino.

“Com o tempo, percebi que os obstáculos enfrentados não eram limitações pessoais, mas reflexos de uma cultura institucional construída sob vieses masculinos. Embora existam avanços, ainda há desafios estruturais, como a concentração de mulheres em nichos específicos como as DEAMs, o ensino e a saúde. Ocupar postos operacionais de maior prestígio interno permanece como uma fronteira que estamos atravessando”, lembra a delegada

Nos últimos cinco anos, o Estado também avançou no número de mulheres que atuam nos órgãos de segurança e hoje soma mais de cinco mil profissionais na segurança pública do Pará. Entre elas, há mulheres em cargos de liderança e em diretorias de polícia.

A tenente-coronel da Polícia Militar Ilanise Lisboa atua atualmente como coordenadora de segurança da Segup e destaca o espaço que as mulheres vêm conquistando ao longo dos anos, tanto na capital quanto no interior do estado.

“Ocupamos nosso espaço gradualmente. Antes restritas a funções assistenciais ou administrativas, demonstramos competência para atuar em missões especializadas ao lado dos homens, conquistando a confiança do comando. Esse avanço fortalece nossa presença em todos os setores e nos permite projetar, no futuro, a chegada de mulheres aos mais altos postos de liderança da corporação”, pontua Ilanise Lisboa.

Atuar em uma área tão específica e que exige uma dedicação intensa e uma visão mais operacional como a da segurança pública é fruto de uma influência que vem de família, como no caso da policial Penal, Monique Quaresma, que há oito anos trabalha na área. Destes dois anos atuou como Guarda Municipal e seis na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, onde assume função no Grupo de Ações Penitenciária. A policial contou com incentivo do pai que trabalhava com segurança particular o que a direcionou para a área da segurança.

“Meu pai sempre quis ser militar, mas ele teve pouco estudo, então nunca conseguiu. Foi ele quem me trouxe para esse meio. Acabou que, inconscientemente, eu fui adquirindo e comprando essa ideia. Hoje faço parte do Grupo de Ações Penitenciárias, e percebo que as mulheres vêm aumentando sua presença em cargos de comando e também em cargos de linha de frente. Isso é algo relativamente recente. Também passou a existir um número de vagas pré-determinado para mulheres. Percebo que hoje existe essa necessidade de ter mulheres no meio, não apenas ocupando cargos comuns, mas também em posições de comando e liderança, a exemplo de onde estou lotada que é comandado por uma mulher, a Eslane Almeida. Assim como ela, na Polícia Militar também já existem mulheres no comando de alguns batalhões, algo que não era tão comum antigamente. Acredito que, de fato, as mulheres vêm conquistando esse cada vez mais esse espaço”, pontuou Monique.

O titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Ed-Lin Anselmo, ressalta o protagonismo feminino nas instituições paraenses. “O crescente protagonismo feminino nas instituições paraenses reflete uma nova perspectiva social que valoriza a força da mulher. No Pará, incentivamos que elas escolham onde desejam atuar, pois quaisquer barreiras que impeçam essa liberdade devem ser erradicadas e tratadas como discriminatórias. O Estado reafirma seu compromisso em fortalecer e destacar o trabalho feminino em todos os órgãos de segurança”, destaca o secretário.

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