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Escola Estadual Ulysses Guimarães, em Belém, realiza atividades em alusão ao Dia Internacional da Mulher

A programação conta com palestras, rodas de conversa e atividades pedagógicas voltadas à conscientização sobre direitos, igualdade de gênero e enfr...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
03/03/2026 às 12h59
Escola Estadual Ulysses Guimarães, em Belém, realiza atividades em alusão ao Dia Internacional da Mulher
Foto: Divulgação

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Escola Estadual Dr. Ulysses Guimarães, localizada no bairro de Nazaré, em Belém, promove a Semana de Combate à Violência contra a Mulher, com palestras, rodas de conversa e atividades pedagógicas voltadas à conscientização sobre direitos, igualdade de gênero e enfrentamento à violência.

A abertura foi na segunda-feira (2) com a palestra “Entre Melindrosas e Guerreiras”, que marcou o início de uma série de iniciativas que serão desenvolvidas ao longo da semana, como debates em sala de aula, propostas interdisciplinares e momentos de diálogo sobre o papel da mulher na sociedade.

Conduzida pela professora Sheila Evangelista, a atividade foi planejada para contextualizar historicamente a luta das mulheres e ampliar a compreensão dos estudantes sobre a origem dos direitos conquistados ao longo do tempo.

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“A palestra foi pensada dentro das ações da Semana de Combate à Violência contra a Mulher e do Mês da Mulher, com o objetivo de mostrar aos nossos alunos que a luta das mulheres não começou agora. Trata-se de uma luta secular, marcada pelo enfrentamento à violência, à misoginia, à exclusão social e às desigualdades, inclusive no mercado de trabalho. É importante que eles compreendam que os direitos e espaços que ocupamos hoje são resultado de muitas lutas anteriores”, destacou Sheila.

Durante a apresentação, foram abordados diferentes períodos históricos para evidenciar que, mesmo em contextos de restrição e desigualdade, mulheres romperam padrões sociais e conquistaram novos espaços.

“A escolha das melindrosas foi intencional, porque elas representam um momento simbólico de ruptura. Nos anos 1920, a mulher começa a questionar comportamentos e estruturas que a destinavam à exclusão e passa a ocupar novos espaços sociais, culturais e públicos. Elas simbolizam mudanças importantes na forma de ser mulher e de se posicionar na sociedade”, explicou.

Ao longo da semana, a escola dará continuidade às ações com discussões sobre violência de gênero, igualdade no mercado de trabalho e valorização da mulher na história e nos dias atuais.

Para a professora, trabalhar a temática de forma histórica e crítica é essencial para a formação dos estudantes. “Acredito que trabalhar essa perspectiva histórica na escola é essencial para que os estudantes entendam que a luta continua, mas também para que reconheçam avanços e valorizem as conquistas já alcançadas, visto que a educação tem um papel fundamental na formação de jovens mais conscientes, respeitosos e comprometidos com uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou

A iniciativa integra o calendário pedagógico da unidade no Mês da Mulher e reforça o compromisso da rede estadual com a formação cidadã, o respeito às diferenças e a promoção de uma cultura de igualdade e valorização das mulheres.

Texto de Taynara Gomes, com supervisão de Lilian Guedes / Ascom Seduc

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