
A Unidade de Pronto Atendimento da Terra Firme tem se consolidado como um dos principais pontos de apoio à saúde de quem mora no bairro da Terra Firme e região. Com funcionamento de 24 horas por dia,a unidade registrou 11.376 atendimentos somente em janeiro de 2026 — um crescimento de 19%em comparação ao período anterior à implantação de novas estratégias, iniciadas em outubro de 2025.
Os números refletem uma mudança que vai além das estatísticas. Até 2025, a média mensal de atendimentos girava em torno de 9 mil pacientes. A reorganização dos fluxos internos, a ampliação dos serviços e a descentralização do atendimento pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) contribuíram para tornar a unidademais resolutiva e acessível, fortalecendo seu papel como porta de entrada essencial para casos de urgência e emergência na capital.
De acordo com a diretora da unidade, Ana Kariny Souza, “o crescimento de 19% no volume de atendimentos demonstra que a população voltou a enxergar a UPA como referência. A gestora destaca que “a melhoria na organização e na qualidade do acolhimento tem sido fundamental para garantir mais eficiência e segurança aos pacientes”.
A UPA da Terra Firme integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e atua como porta de entrada para atendimentos imediatos, especialmente nos casos mais graves. Para organizar a demanda, a unidade utiliza o Protocolo de Manchester, um sistema internacional de triagem que classifica os pacientes conforme o grau de risco clínico.
O método estabelece cinco cores:
A classificação garante que o tempo de espera seja definido pela gravidade do quadro, e não pela ordem de chegada. Isso significa queo paciente em estado mais crítico é atendido primeiro — uma medida que assegura agilidade, segurança e, muitas vezes, faz a diferença entre a vida e a morte.

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A melhoria no serviço já é sentida pelos usuários. Manuela Silva, de 26 anos, procurou a unidade após apresentar febre alta e foi classificada na cor laranja. Moradora da Terra Firme, ela conta que antes preferia buscar atendimento em hospitais de maior porte.
“Mesmo morando aqui, eu ia para hospitais em outras áreas da cidade. Mas desde o ano passado ouvi relatos de amigos dizendo que a UPA tinha melhorado bastante e resolvi voltar. Hoje percebi isso na prática. Foi tudo muito rápido, desde a abertura do atendimento até a medicação”, relatou.
A experiência reforça o impacto das mudanças implantadas. A agilidade na triagem e na administração do medicamento foi determinante para a sensação de segurança e acolhimento.

Em um dos leitos de observação prolongada, Lenita Cardoso, 62 anos, segue em tratamento para uma gastroenterite. Ela está sendo acompanhada por uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e assistentes sociais, que atuam de forma integrada.
A filha, Luena do Vale, de 35 anos, acompanha de perto a recuperação da mãe e ressalta o atendimento recebido.
“Ela está sendo bem assistida, recebe os medicamentos no horário certo, a equipe passa regularmente, conversa conosco e explica o tratamento, dizendo para que serve cada remédio e como vai ajudar na melhora. Também há cuidado com a alimentação. Todos são muito atenciosos. Isso nos tranquiliza e ajuda na recuperação dela”, afirmou.
O relato reforça que, além da estrutura física e dos protocolos técnicos, o diferencial está na escuta e na comunicação clara com pacientes e familiares.
Com funcionamento ininterrupto da UPA da Terra Firme e foco na humanização do atendimento, a Sesma reafirma seu compromisso com a população de Belém. O crescimento de 19% nos atendimentos da unidade não representa apenas maior procura, mas também o fortalecimento da confiança da comunidade em um serviço público que busca eficiência, organização e, principalmente, cuidado com as pessoas.
A unidade segue ampliando sua capacidade de resposta, investindo em fluxos mais ágeis e na valorização das equipes, mantendo como prioridade a vida e o bem-estar da população belenense.
* Colaborou Pallmer Barros / Ascom da UPA da Terra Firme