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Hospital Gaspar Vianna é o primeiro da Amazônia a oferecer cirurgia cardíaca inovadora pelo SUS de forma permanente

Técnica minimamente invasiva substitui válvulas do coração sem "abrir o peito", garantindo recuperação rápida e alta segurança para pacientes idosos

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
24/02/2026 às 12h06
Hospital Gaspar Vianna é o primeiro da Amazônia a oferecer cirurgia cardíaca inovadora pelo SUS de forma permanente
Foto: Divulgação

O Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), em Belém, ampliou o atendimento em cardiologia de alta complexidade ao iniciar, de forma permanente, o Implante Transcateter de Válvula Aórtica (TAVI), uma técnica inovadora e minimamente invasiva destinada a pacientes com estenose aórtica grave, especialmente idosos com mais de 70 anos e aqueles com alto risco para cirurgia cardíaca convencional.

O procedimento exige exames detalhados, como ecocardiograma, cateterismo e angiotomografia, e é minimamente invasivo. Para pacientes idosos ou com alto risco cirúrgico, ele oferece alta rápida, segurança e conforto.

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O cardiologista Rodrigo Almeida explica que o procedimento substitui a válvula doente por uma prótese artificial de tecido biológico inserida por cateter, “geralmente pela artéria da virilha, guiada por imagem até o coração, regulando o fluxo sanguíneo sem abrir o peito ou interromper o funcionamento cardíaco, garantindo maior segurança, conforto e eficácia e permitindo que o paciente tenha uma recuperação rápida, com internação de apenas um a três dias.”

O primeiro paciente beneficiado pelo programa permanente do SUS no HC foi Antônio Maria Maia Gonçalves, de 83 anos, que já era acompanhado pelo hospital e vinha passando por acompanhamento cardiológico contínuo. Ele descreveu sua experiência com o procedimento como muito positiva. Segundo ele, recebeu atenção e cuidado em todas as etapas, e ficou feliz com o sucesso da cirurgia. “Fui muito bem cuidado aqui no hospital e estou muito feliz que a cirurgia tenha sido um sucesso. A equipe me tratou com atenção e profissionalismo em cada etapa do procedimento”, pontuou.

Para o médico Rodrigo Almeida, o TAVI representa um avanço significativo para pacientes que antes tinham opções limitadas. “O TAVI é indicado para pacientes que não poderiam se submeter à cirurgia convencional e permite uma recuperação mais rápida. Na maioria dos casos, o paciente passa apenas uma noite na UTI, recebe alta no dia seguinte e retoma suas atividades com segurança. Trata-se de um procedimento altamente tecnológico, realizado por equipe multidisciplinar treinada, com próteses modernas e equipamentos avançados, permitindo que o hospital ofereça o serviço de forma permanente à população”, detalhou.

Triagem– O médico cardiologista Maurício Fortuna explica como os pacientes são triados e quem pode participar. “O paciente é encaminhado por serviços de cardiologia clínica e passa por avaliação detalhada no ambulatório do hospital, onde analisamos exames clínicos e anatômicos. Depois de um processo, ele é incluído na lista de espera para o procedimento,” detalhou.
Ele também destacou a importância da cirurgia convencional: “É fundamental entender que a cirurgia continua sendo o padrão-ouro para pacientes mais jovens, garantindo maior durabilidade do tratamento. O TAVI oferece uma alternativa moderna e segura para aqueles com maior risco, permitindo recuperação rápida e mais conforto durante todo o processo.”

O presidente do hospital, Sipriano Ferraz, comentou sobre a relevância da iniciativa. “A implantação permanente do TAVI representa um marco para a cardiologia na região Norte. Esta tecnologia vai beneficiar especialmente os pacientes idosos, oferecendo um tratamento eficaz, moderno e minimamente invasivo. Isso reafirma o compromisso do hospital com a inovação e a qualidade da assistência à população”, avaliou.

Com a incorporação permanente do TAVI pelo SUS, o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna se torna pioneiro na região amazônica, reforçando seu compromisso com a inovação e a ampliação do acesso à tecnologia em cardiologia de alta complexidade. A taxa de sucesso é superior a 97%, com mortalidade reduzida, beneficiando milhares de pacientes na região.

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