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Escolas de samba de Mosqueiro trazem história e mitos para a avenida

Tradicionais agremiações do principal balneário de Belém abordam temas da memória histórica da Ilha, empolgando o público com garra e animação no C...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Belém
16/02/2026 às 11h25
Escolas de samba de Mosqueiro trazem história e mitos para a avenida
Crédito: Alvaro Vinente - Secom/PMB

Osegundo diado CarnaBelém em Mosqueiro foi dedesfile das duas tradicionais escolas de samba da ilha, na noite deste domingo, 15.Um grande público prestigiou o evento, lotando as arquibancadas na praça da Vila e ao longo do corredor da folia na rua Nossa Senhora do Ó.

A primeira a desfilar foi a Escola de SambaPeles Vermelha.A agremiação, fundada em 1956, trouxe como enredo “Peles Vermelha – A Águia Guerreira de Mosqueiro, Setenta Anos de Amor e Tradição!”

Foto: Reprodução/Agência Belém
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A escola apostou no intérprete Paulinho Torres e nos cerca de300 foliõespara não deixar o samba enredo atravessar. Eles mantiveram a harmonia com a bateria “Guerreira da Ilha”, de70 ritmistas,sob a batuta do mestre cultural Mauro Anderson Lima.

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Foto: Reprodução/Agência Belém
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A carnavalescaJoanna Denholmcriou fantasias traduzindo o divino e o popular na ancestralidade e resistência de um guerreiro celestial, que marcam a trajetória da escola nessas sete décadas de existência, guiada pelas Baianas, guardiãs da memória da ilha.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Contagiando o público, a Peles Vermelha evoluiu na passarela dentro dos50 minutosprevistos. Passaram as alas dos amigos, do aniversário dos 70 anos, a tradicional dos indígenas e uma especial, com os brincantes usando fantasias que lembram a origem da agremiação.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Foto: Reprodução/Agência Belém
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O primeiro casal mestre-sala e porta-bandeira,Ruã Moraes e Ana Carolina Bouillet,defendeu o pavilhão da escola com garra e leveza num jogo sincronizado de movimentos.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Já o porta-estandarte,Felipe Correa,empunhou o símbolo da agremiação com ginga e bailado, horando a função tradicionalmente ocupada por mulheres.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Outro destaque foi aRainha de Bateria, Lívia Fonseca, de 20 anos.A estudante de Medicina Veterinária, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), mosqueirense do bairro Vila, chamou atenção pela beleza e interação com os ritmistas.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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A presidente da agremiação, Maria Inêz Raiol, avaliou como positivo o desempenho da escola na passarela do samba.

“A Pele Vermelha, como sempre, veio com muita alegria,reverenciando principalmente a comunidade mosqueirense.Nós viemos com um enredo alegre e cumprindo todos os quesitos obrigatórios. Estamos na luta, na resistência, Peles Vermelha e a co-irmã Piratas da Ilha, tentando fazer com que o Carnaval de avenida em Mosqueiro não termine”, defendeu Maria Inês.

Piratas da ilha retrata história e mitos do hotel Farol e ilha do Amor

A Universidade de Samba Piratas da Ilha mostrou na avenida o enredo“Hotel Farol e Ilha dos Amores – O transatlântico da memória em rios de paixão e encantamento”,de autoria dos poetas Claudionor Wanzeller e Alcir Rodrigues.

O tema aborda a história do tradicional hotel, construído há90 anospelo amor do casal Adelaide, portuguesa, e o paraense Zacharias, considerado um tesouro da cultura e paisagem de Mosqueiro, localizado no cabo da praia do Farol, em frente à ilha dos Amores, banhados pelas águas da baía do Marajó.

Conta o enredo, trabalhado pelo carnavalesco Marcos Alcântara, que o local, próximo da luz-guia do único farol de Mosqueiro, éabençoado por elementos da natureza e forças espirituais,sendo a ilha dos Amores fonte de mistérios e encantos. Ali teria vivido um casal de pescadores e a mulher costumava esperar nas pedras o retorno do marido. Certo dia, ela engravidou de uma Cobra Grande e deu à luz a duas cobras, que jogadas na água pela parteira, passaram a assustar pescadores, até que subiram o rio Pará e foram habitar nas águas do Tocantins.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Abrindo o cortejo carnavalesco, a Comissão de Frente representou o encantamento das águas, encenando o nascimento do amor do pescador e da jovem cabocla na ilha dos Amores, sob o feitiço da Cobra Grande, simbolizando afusão do amor humano com a natureza.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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O porta-estandarte, Philipe Dias, vestiu-se de guardião das energias espirituais e cósmicas que protege os segredos e encantarias da Ilha dos Amores.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Os fundadores do Hotel Farol foram representados pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira,Augusto Borges e Isabele Furtado,simbolizando dois mundos (Portugal e Brasil), um só amor, a união de culturas, povos e afetos.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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A escola, com250 brincantes,manteve a harmonia, durante todo o desfile, na cadência da bateria Tsunami, comandada pelo mestreCarlos Cavalcante,simbolizando o divino som da natureza.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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As batidas dos75 ritmistastraduziram o balanço das marés da Baía do Marajó, guiados pelo samba-enredo interpretado por Mayara Mesquita, simbolizando as vozes que cantam o amor, a memória e o mistério da Ilha.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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A frente da Tsunami, dois destaques: a rainha de bateria,Cristina Soeiro,personificando a Encantaria e o feitiço amazônico, e musa da bateria,Katarina Soares,traduzindo o misticismo das forças invisíveis e espirituais.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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O Hotel Farol veio representado no carro alegórico em formato de navio-gaiola, simbolizando o refúgio da história e do amor

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Já o antigo Farol de Mosqueiro, que orienta os navegantes e dá nome à praia, foi representado como luz-guia nos trajes das Baianas.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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A escola trouxe também, bastante animadas, as alas do Firmamento estrelado, dos Enamorados da ilha do Amor e dos amigos de Adelaide e Zacharias.

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O presidente da agremiação, Lauro Pantoja, avaliou o desfile como vibrante, alegre e carregado de identidade.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Por ter apenasduas agremiaçõescarnavalescas desfilando, a Prefeitura de Belém não realiza concurso oficial. A secretária municipal de Cultura, Raphaela Segadilha, acompanhou o desfile das escolas e destacou a programação carnavalesca da Prefeitura de Belém.  

Foto: Reprodução/Agência Belém
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O CarnaBelém tem eventos para todos os gostos e idade, onde as pessoas e suas famílias podem se divertir com tranquilidade e segurança.

“Sou de Belém e sempre curti o Carnaval em Mosqueiro.É um Carnaval maravilhoso,sem confusão, somente família, pessoas maravilhosas, que vêm pra brincar, pra curtir, aproveitar a vida e na maior paz, sem brigas, que é o que a gente quer: brincar e ser feliz”, elogiou a contadora Tatiana Monteiro.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Confira aqui a programação completa da Prefeitura de Belém para o CarnaBelém nos distritos: CarnaBelém 2026: veja a programação de Outeiro, Icoaraci e Mosqueiro – Agência Belém

“Nesse segundo dia de Carnaval, as escolas de samba trouxeram animação para o povo de Mosqueiro e visitantes que vieram aqui. A ilha está bem movimentada e a gente tem a expectativa para a segunda e terça-feira, quando os blocos vão passar no Corredor da Folia, os blocos que têm a maior interação com a comunidade”, afirmou osubprefeito do Distrito de Mosqueiro, Renato Brandão.

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A segurança na ilha está garantida pelas operações da Polícia Militar; da Diretoria de Polícia Administrativa, da Polícia Civil, e agentes da Guarda Municipal de Belém.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Com a colaboração de Beto Messias (Ascom/Mosqueiro)

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