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Câmara de Marabá abre Ano Legislativo com debates acalorados e tensão entre poderes

Vice-prefeito defende geração de empregos, enquanto disputa por comissões permanentes expõe divisão política e desafios para o diálogo entre Executivo e Legislativo

Redação
Por: Redação
18/02/2025 às 22h33
Câmara de Marabá abre Ano Legislativo com debates acalorados e tensão entre poderes
Reprodução

A Câmara Municipal de Marabá deu início, na manhã desta terça-feira (18), ao Ano Legislativo de 2025 com uma sessão marcada por debates intensos, discursos inflamados e uma clara demonstração de tensão entre os poderes Executivo e Legislativo. O vice-prefeito João Tatagiba (Podemos), representando o prefeito Toni Cunha (PL), foi um dos destaques ao fazer um discurso improvisado, no qual reforçou compromissos assumidos durante a campanha eleitoral de 2024, especialmente a necessidade de geração de emprego e renda no município.

A presença de Tatagiba, no entanto, não foi suficiente para amenizar o clima de confronto. O presidente da Câmara, Ilker Moraes (MDB), criticou duramente declarações recentes do prefeito Toni Cunha, acirrando os ânimos e gerando repercussão imediata nas redes sociais. A fala de Moraes foi vista como um sinal de que a relação entre os dois poderes pode enfrentar desafios significativos ao longo do ano.

Debates e homenagens
Dos 21 vereadores presentes, quase todos subiram à tribuna para discursar. O vereador Jimmyson Pacheco (PL) saiu em defesa do Executivo, tentando equilibrar o tom das discussões. Já Marcos Andrade (PSD) protagonizou um dos momentos mais destacados da sessão, com um discurso centrado na importância do diálogo e na busca de soluções para áreas críticas como saúde, transporte e educação. Coincidentemente, Andrade comemorava aniversário e foi homenageado pelos colegas, em um momento de descontração que contrastou com o clima geral da sessão.

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Disputa por comissões expõe divisão política
Após um intervalo às 13h, os vereadores retomaram os trabalhos para discutir a formação das comissões permanentes da Casa. A votação, que resultou em 12 votos favoráveis e 8 contrários, aprovou a composição previamente definida, mas não sem polêmica. Parlamentares da oposição argumentaram que a distribuição das comissões não respeitou a proporcionalidade partidária, deixando o PSD, partido da base do governo, em comissões de menor destaque.

Com isso, as principais comissões ficaram sob controle da oposição, em um movimento interpretado como um recado claro ao prefeito Toni Cunha sobre a necessidade de maior diálogo com o Legislativo. A escolha dos presidentes e secretários das comissões será definida nos próximos dias, em uma etapa que promete acirrar ainda mais as disputas políticas.

Projetos e requerimentos em pauta
Além da formação das comissões, a sessão também incluiu a votação de projetos e requerimentos propostos pelos parlamentares, todos voltados para a melhoria da qualidade de vida da população de Marabá. Apesar das divergências, os vereadores demonstraram compromisso em avançar com pautas consideradas prioritárias para o município.

O início do Ano Legislativo de 2025 em Marabá deixou claro que o caminho para a governabilidade não será fácil. Enquanto o Executivo busca cumprir promessas de campanha, o Legislativo sinaliza que não hesitará em cobrar e fiscalizar. O desafio, agora, será encontrar um ponto de equilíbrio que permita avançar nas demandas da população em meio a um cenário político polarizado.

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