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Casos de Doenças de Chagas reduzem em quase 30% no Estado do Pará

A boa notícia foi dada em reunião na sede da Sedap, com integrantes do grupo composto por instituições públicas e associações do segmento açaí.

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Pará
05/09/2024 às 16h16
Casos de Doenças de Chagas reduzem em quase 30% no Estado do Pará

No dia dedicado à principal cultura genuinamente paraense, o açaí, foram apresentados, durante reunião do Grupo de Trabalho da Doença de Chagas, os números de casos levantados pela Coordenação Estadual da Doença de Chagas, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). De acordo com os dados, houve uma redução de quase 30% nos casos no Pará, um número maior do que o esperado. A meta era de 10%. O mês passado foi o que registrou, até agora, o menor índice de incidência da doença. 

A reunião com os membros do GT foi realizada nesta quinta-feira (5), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e contou com a participação de representantes da Diretoria de Feiras e Mercados (DFM). O grupo é coordenado pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do Núcleo do Consumidor (Nucon). É composto por instituições de diferentes esferas do Poder Público e associações que visam prevenir e combater o risco de contaminação.

A primeira reunião com os representantes das instituições foi realizada em fevereiro deste ano. Desde então, o grupo vem se encontrando mensalmente para avaliar e estipular as ações almejadas para a melhoria das práticas de manipulação do açaí. 

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Alcance- O coordenador estadual da Doença de Chagas no Pará, Éder Monteiro, enfatizou que a meta inicial era reduzir os casos em até 10%. Mas, com o avanço dos trabalhos, a redução registrada foi de mais de 26% no número da doença. 

“A gente tem que ficar em vigilância contínua, fazendo as ações para que consiga ter êxito no final do ano e que possamos obter uma continuidade também nos próximos anos; a meta era 10% na redução de casos e a gente dobrou”, enfatizou.

Todo cuidado é pouco, no entanto, para que os resultados possam continuar melhorando, como orientou o coordenador. É importante que não apenas as instituições envolvidas na cadeia do açaí continuem atuando com a realização de ações de prevenção, mas que o consumidor também esteja atento e procure locais com boas práticas na manipulação do produto. 

“A  recomendação, primeiramente, é que o consumidor procure estabelecimentos que tenham a certificação de funcionamento da Vigilância Sanitária; estabelecimentos que passaram pelo treinamento de prevenção à Doença de Chagas, das boas práticas de açaí, evitar ter contato com o inseto barbeiro (transmissor da doença) e, caso identifique, informar a Vigilância Sanitária local para que se faça ações específica nessa localidade e evitar assim o contato com esse barbeiro”.

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