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Mais de 500 mil estudantes da rede estadual retornam às aulas nesta quinta-feira (3)

Atualmente, a rede estadual possui 533.576 estudantes matriculados nas 898 escolas dos 144 municípios paraenses, nos ensinos fundamental e médio.

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Pará
01/08/2023 às 15h30 Atualizada em 01/08/2023 às 18h13
Mais de 500 mil estudantes da rede estadual retornam às aulas nesta quinta-feira (3)
| Reprodução

Mais de 500 mil estudantes da rede estadual de ensino retornam às aulas do segundo semestre nesta quinta-feira (03), nos turnos da manhã, tarde e noite. As unidades escolares dos 144 municípios paraenses estarão prontas para receber os estudantes.

''Depois de um período de férias para renovar as energias e realinhar demandas e ações da Seduc, damos início ao segundo semestre letivo de 2023 com diversas novidades para todos. Já no terceiro bimestre teremos em execução o Programa Dinheiro na Escola Paraense (Prodep), que com certeza fará toda a diferença no nosso fazer educacional no Pará. Temos o Saeb pela frente, muita coisa para desenvolver e foco no que mais importa: a aprendizagem dos nossos estudantes. Bom retorno, pessoal!'', disse o secretário de Estado de Educação Rossieli Soares.

Na Escola Estadual do Outeiro, em Belém, os preparativos já começaram para receber os cerca de 1.035 alunos após as férias escolares, nos três turnos oferecidos pela unidade. ''Na quinta-feira, dia 03, nós estaremos dando as boas-vindas aos nossos estudantes em uma acolhida no pátio da escola. Vamos ter balões e cartazes estimulando nossos alunos para essa retomada, que tenho certeza, será de muito aprendizado para todos nós'', destacou Danielly Balieiro, diretora da escola, que fica no distrito de Belém.

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Antes de começarem as aulas, diretores, professores e coordenadores pedagógicos de todas as unidades da rede estadual participarão, nesta quarta-feira (02), do encontro formativo sobre a Agenda de Planejamento Pedagógico 2023, que será realizada durante todo o dia pela plataforma Avacefor, da Seduc, e contará com a presença do secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares.

Estudantes de Parauapebas falam sobre as expectativas para a volta às aulas, veja:

Somos milhares que não têm acesso às universidades ou a nenhuma forma de ensino profissionalizante. O analfabetismo ainda atinge muitos de nós. Nas escolas e universidades encontramos um ensino elitista, atrasado e conservador, sem investimentos e democracia. Toda a nossa história e a nossa cultura expressadas em incalculáveis prosas e versos, em livros e nas artes, que constituem um fantástico patrimônio cultural. Queremos a escola pública com estruturas para formar e capacitar os estudantes, que repense um novo modelo de acolhimento, que tenha merenda de qualidade, o incentivo e investimento a criação de projetos de ciência e tecnologia, de cultura e arte. Que tenha assistência estudantil para os estudantes de baixa renda, o acesso por meio do passe livre à escola, que seja construída e pensada estudando o novo perfil de juventude, especificamente, a juventude trabalhadora, que não tem a escola a seu favor e vai às ruas.Somos milhares que não têm acesso às universidades ou a nenhuma forma de ensino profissionalizante. O analfabetismo ainda atinge muitos de nós. pontuou Mateus Quaresma, presidente da União da Juventude Socialista de Parauapebas (UJS). Nas escolas e universidades encontramos um ensino elitista, atrasado e conservador, sem investimentos e democracia. Toda a nossa história e a nossa cultura expressadas em incalculáveis prosas e versos, em livros e nas artes, que constituem um fantástico patrimônio cultural, completou. Queremos a escola pública com estruturas para formar e capacitar os estudantes, que repense um novo modelo de acolhimento, que tenha merenda de qualidade, o incentivo e investimento a criação de projetos de ciência e tecnologia, de cultura e arte. Que tenha assistência estudantil para os estudantes de baixa renda, o acesso por meio do passe livre à escola, que seja construída e pensada estudando o novo perfil de juventude, especificamente, a juventude trabalhadora, que não tem a escola a seu favor e vai às ruas, completou.

02.

Todo o contexto da história estudantil e lutas de já tempos e tempos, fizeram de nossas escolas lugares melhores, lugares onde podemos de fato considerar um lar, mas ainda temos muitos, diversos furos na educação, e lidamos com fatos que nos entristece como a falta de alimentação em nossa escola, falta de professores, falta de cultura e a falta de informações nos afeta a cada dia, mas estamos sempre na luta, e torcendo por melhorias, fazendo com que elas deixe de ser sonho e passem a ser uma realidade, utilizando as ferramentas necessárias como o nosso Grêmio Estudantil, completou Jovana Nascimento, presidente do Grêmio Estudantil Livre Frederico Giácomo, da escola Estadual Irmã Dulce.

03.

O período anterior foi desafiador para todo mundo e, em especial, para os estudantes de Parauapebas, onde a cidade foi marcada por manifestações cobrando melhorias para a rede estadual. Um novo ciclo se inicia com o retorno das aulas após as férias e com muita esperança acreditamos na melhoria do ensino. Queremos as condições básicas, que já tenha comida para todos os estudantes nas escolas, que tenha segurança e professores disse Urias Showdenn, militante em prol da educação pela União da Juventude Socialista (UJS). 

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