O Policial militar sargento Edinelson Romeu Dantas da Cunha, de 49 anos, foi morto a tiros na noite desta terça-feira (17), na rua Nações Unidas, centro de Benevides, região metropolitana de Belém. Segundo testemunhas, ele estava em um carro esperando a esposa, que é professora, sair do trabalho quando foi alvejado por dois homens em uma moto. A Polícia Militar disse que militares do 21º Batalhão da PM, em Benevides, mantêm incursões com o objetivo de deter os responsáveis pelo homicídio ocorrido por volta das 21h30. As circunstâncias do crime ainda serão investigadas pela Polícia Civil. Em nota, a PM disse que Edinelson da Cunha integrou as fileiras da Corporação até 27 de fevereiro deste ano, quando foi excluso a bem da disciplina, após responder a um processo administrativo. Ele era natural de Ananindeua, região metropolitana de Belém. Violência O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Luiz Fernandes, se reuniu nesta terça-feira (17) com o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, em Brasília (DF), para definir ações que podem ser desenvolvidas de forma conjunta na área de segurança. A violência faz vítimas todos os dias no Pará. De janeiro a 31 de março, foram registradas 970 mortes violentas. A semana passada foi a mais sangrenta dos últimos meses. Depois da morte de dois policiais militares, uma série de assassinatos se sucedeu na região metropolitana. Doze pessoas foram executadas logo no início da semana. Outras 22 morreram em uma tentativa de resgate de presos em Santa Izabel. E mais onze homicídios foram registrados até a última sexta-feira (13). O medo é reflexo dos números. A semana passada terminou com quase 60 mortos na Grande Belém. Na última quarta-feira, o ataque de homens armados a um trailer da PM também retratou a vulnerabilidade da corporação. Nesta segunda-feira (16), detentos fizeram uma rebelião no presídio de Bragança, nordeste do Pará. “Todos os agentes de segurança pública hoje são como um alvo vivo, um alvo ambulante”, avalia a vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM Cristina Souza. A Associação de Cabos e Soldados da PM diz ainda que 80% dos quartéis do Pará têm problemas estruturais. O levantamento da associação mostra que, na Vila de Jenipapo, no município de Santa Cruz do Arari, no Marajó, por exemplo, o destacamento funciona em uma palafita, sem a menor estrutura. Fonte G1/Pará
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