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Governadora Hana Ghassan amplia o combate ao crime e a proteção à mulher no Pará

Com reforço de tropas, investimentos estratégicos e doze operações de segurança já realizadas na sua gestão, o Estado alcança os melhores índices r...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
31/05/2026 às 08h55
Governadora Hana Ghassan amplia o combate ao crime e a proteção à mulher no Pará
Foto: Marcelo Lelis / Ag. Pará

Tomada como prioridade desde o primeiros dias da gestão da governadora do Estado, Hana Ghassan, a segurança pública do Pará teve ações intensificadas e firmou avanços que refletem políticas e investimentos estratégicos voltados à área. Em menos de dois meses, mais de 2 mil novos concursados foram chamados para reforçar efetivos da PM e Bombeiros, e o combate à criminalidade levou 12 operações às ruas de todo Estado - uma delas com o maior número de prisões registradas num único dia de ação. Entre outros impactos, o Pará registra aumento de apreensões contra o tráfico e uma redução expressiva de ocorrências de crimes e mortes violentas, no melhor cenário alcançado em 16 anos, após quedas nos registros por oito anos consecutivos, e também fortaleceu a rede de proteção e combate à violência contra mulheres no Estado.

“Com inteligência, investigação e integração, seguiremos trabalhando pela segurança dos paraenses”, ressaltou a governadora Hana Ghassan, essa semana, em um balanço sobre os avanços do Estado.

No início de seu governo, Hana Ghassan já havia firmado posição sobre a prioridade dada à segurança pública na sua gestão: “No Pará, criminoso não vai ter paz. Quem ferir, ameaçar ou cometer qualquer crime, neste estado, vai sentir o peso da lei. No meu governo, a violência não será tolerada”, reiterou a governadora.

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Essa semana, a melhoras nos índices da segurança pública do Estado se somaram a outra vitória recente do governo do Pará contra a criminalidade. Na última terça-feira (26), a Assembleia Legislativa do Estado do Pará aprovou, por unanimidade, o projeto de lei da governadora Hana Ghassan que obriga agressores de mulheres a pagarem custos de tornozeleiras eletrônicas usadas em medidas protetivas impostas pela Justiça.

O Projeto de Lei nº 341/2026 responsabiliza financeiramente autores de agressão e destina recursos ao fortalecimento do sistema penitenciário estadual. A aprovação da lei, que agora vai à sanção da governadora, se alia a uma série de outras medidas que fortalecem a proteção às vítimas de violência doméstica no Pará - entre elas duas fases da Operação “Escudo Feminino”, que, entre outras ações, fiscalizou lares de mulheres com medidas protetivas e prendeu agressores em flagrante.

”Escudo Feminino” intensifica proteção às mulheres

Em abril e maio, duas fases da “Operação Escudo Feminino” foram deflagradas em todo o Pará, alcançando 121 municípios, na primeira fase, entre 16 e 17 de abril, e 85 municípios na segunda etapa, em 18 e 19 de maio. As ações fiscalizaram lares onde mulheres têm medidas protetivas, atuaram no cumprimento de mandados e também no reforço do policiamento ostensivo e no atendimento especializado a vítimas de violência doméstica e familiar em todo o Pará.

“No meu governo, agressor de mulher não vai ter um dia de sossego. Vai sentir a força da lei e a força do Estado. Porque eu não quero ser governadora pra gravar vídeo depois me lamentando. A gente age antes, para que isso não aconteça. No Pará, não!”, reiterou a governadora Hana Ghassan ao justificar as ações das operações Escudo Feminino.

Até agora, a atenção dada pela “Operação Escudo Feminino” a mulheres já efetuou 64 prisões de agressores em flagrante, com mais de 2,5 mil agentes de segurança mobilizados nas duas fases, além de ter garantido mais de 3,7 mil atendimentos a mulheres em situação de vulnerabilidade nos municípios envolvidos.

Ao todo, 284 ocorrências também foram atendidas, pelo Centro Integrado de Operações (Ciop). Coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), a operação também efetuou a fiscalização 1.714 endereços de mulheres protegidas com medidas protetivas em todo Estado.

O balanço apontado pelos dados mais recentes do Atlas da Violência 2026 reforça o impacto global do avanço das políticas de segurança do Estado e do combate a agressões contra as mulheres paraenses. O Pará registrou uma redução de 31,7% nos homicídios de mulheres entre 2014 e 2024. O Estado alcançou o 13º melhor resultado do Brasil na redução percentual desse tipo de crime. Entre os estados da Região Norte, o Pará apresentou a terceira maior redução, ficando atrás apenas do Amapá e do Acre.

No comparativo mais recente, entre 2019 e 2024, o Pará também registrou queda de 26,7% nos homicídios de mulheres, alcançando a 6ª posição nacional entre os estados com os melhores resultados no combate a esse tipo de registro. Na taxa por 100 mil habitantes, a redução foi de 29,1% no mesmo período.


Pioneirismo do Pará na Plataforma SOS Mulher

Além da operação Escudo Feminino, tecnologias fortalecem a atenção 24 horas para a proteção e acolhimento de mulheres contra violências: a plataforma SOS Mulher e a ampliação dos Totens de Segurança no Estado estão entre as mais recentes ferramentas implementadas pelo governo do Pará para fortalecer ações de prevenção e enfrentamento a crimes contra mulheres em todo o Pará.

A ferramenta de segurança digital SOS Mulher funciona como um botão de emergência para mulheres em situação de violência doméstica: com um cadastro feito no site da Segup (segup.pa.gov.br), a ferramenta permite acionar a polícia rapidamente, sem a necessidade de se fazer ligações ou se dizer uma palavra. O instrumento possui integração direta com o Ciop, com a emergência do Disque 190, e garante prioridade no atendimento. A tecnologia permite o monitoramento em tempo real da localização da vítima, garantindo o envio imediato das equipes ao local da ocorrência.

Com o SOS Mulher 190, o Pará foi o primeiro estado em todo o País a integrar uma plataforma de proteção a mulheres ao novo sistema desenvolvido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) que permite o monitoramento em tempo real de vítimas e ocorrências.

O Estado foi o pioneiro na integração do Sinesp CAD 3.0 à plataforma SOS Mulher 190. Desse modo, foi o Pará foi o primeiro no Brasil a usar essa tecnologia com foco específico no atendimento e na proteção de mulheres em situação de violência.

O Sinesp CAD 3.0 possui entre seus recursos o SGTLOC, funcionalidade que permite identificar, em tempo real, a localização de quem aciona o 190, utilizando dados de GPS, redes Wi-Fi e antenas de telefonia.

Com a integração dessa tecnologia à plataforma SOS Mulher 190, as mulheres atendidas passam a contar com um suporte ainda mais ágil e preciso em situações de emergência. Ao acionar o atendimento, o Centro Integrado de Operações (CIOP) tem acesso automático às coordenadas exatas da vítima, conseguindo acompanhar seu deslocamento, em tempo real, e direcionar as equipes de segurança com mais rapidez.

DEAM Virtual e totens de atendimento

A ferramenta usada pela plataforma SOS Mulher 190 representa um avanço importante, principalmente nos casos em que a mulher não consegue informar o endereço ou sequer falar durante a ligação - situação comum em ocorrências de violência doméstica. Mesmo sem comunicação verbal, a localização é identificada automaticamente, permitindo uma resposta imediata das forças de segurança.

O Pará foi o 4º estado brasileiro a utilizar a tecnologia SGTLOC, a partir de uma articulação entre a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), a Senasp e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas o pioneirismo no uso dos recursos para a proteção a mulheres, em todo o País, é um trunfo da plataforma SOS Mulher 190 e uma grande vitória do governo do Estado.

Essa opção de proteção a mulheres reforça o atendimento já prestado pelos sete Totens de Atendimento à Mulher, instalados pelo governo do Estado na Grande Belém e em Salinópolis - que, desde março de 2025, já registraram mais de 1,4 mil acionamentos -, e pela atenção ininterrupta prestada pelas 22 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) e pela DEAM Virtual ( https://deamvirtual.pc.pa.gov.br/violencia_contra_mulher/ ), além do número 197 (Linha Lilás), da assistente virtual Poli, no site da Polícia Civil, e dos atendimentos do CIOP 190, do Disque 181 e também pelo WhatsApp da IARA, pelo número (91) 3210-0181.

Operações “Ponto Crítico” e “Fim de Linha”

As 12 operações de segurança já realizadas no governo de Hana Ghassan acirraram o combate à criminalidade, nas ruas e pelos rios, em todo o Estado. Na semana que antecedeu a aprovação da nova lei sobre tornozeleiras na Alepa, 245 criminosos foram presos pela Polícia Civil na “Operação Ponto Crítico”, que mobilizou 600 policiais em 106 cidades do Estado, com objetivo de deter lideranças de facções e desarticular quadrilhas. A ação representou um recorde para a PC do Pará, com o maior número de presos num único dia de operação, além de centenas de armas e munições apreendidas.

Em sete fases já deflagradas entre 2 de abril e 22 de maio pela Polícia Militar do Pará, e com mais outra em andamento desde a última quinta-feira (28), a Operação “Fim de Linha”, por sua vez, já efetuou até agora 2.777 prisões, em mais de 163 mil abordagens, além de ter feito a recaptura de 106 foragidos da Justiça. Mais de 788 quilos de drogas e mais de mil armas e munições também foram apreendidas.

As oito grandes ondas de atuação da Operação “Fim de Linha” na gestão de Hana Ghassan, mobilizando efetivos em todo o Estado, também reforçaram atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica, além de realizar ações de trânsito, com apreensões de veículos.

Queda nos crimes violentos

O avanço no combate geral à criminalidade e também às violências contra mulheres no Pará acompanha o quadro de significativa melhora nos índices da segurança pública no Estado. Em 2026, o Pará registrou o mês de abril com o menor número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) dos últimos 16 anos, consolidando o oitavo ano consecutivo de redução da violência letal no Estado, conforme dados da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Em abril de 2026, o Pará registrou 131 casos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), o menor número já registrado para o mês, desde 2010, para casos de homicídios, feminicídios, latrocínios e os registros de lesão corporal seguida de morte. Na série histórica, a redução é de 54,5%, em relação a abril de 2010, e de 68,4%, no comparativo com 2018, ano que registrou o pior mês de abril da série.

Segundo aponta também o Atlas da Violência 2026, o Pará é o estado da Região Norte que mais reduziu a taxa de homicídios, e ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros com maior queda desse tipo de crime desde 2017. O levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que o Estado apresentou redução de 36,4% nos registros de homicídios entre 2014 e 2024.

No cenário nacional, o Pará está entre os cinco estados com maior redução contínua de homicídios desde 2017, registrando queda de 49,8%. Já a taxa de homicídios por 100 mil habitantes recuou 50,7%, passando de 55,6 para 27,4 mortes ao ano no período analisado.

O recuo aponta também o impacto efetivo da implantação de novas políticas para a segurança no Estado do Pará, a partir de 2019, e mantido pelo desempenho da segurança pública da gestão da governadora Hana Ghassan - que prioriza, desde seus primeiros atos de governo, investimentos em estrutura, tecnologia e fortalecimento das forças com novos agentes de segurança pública.

Ação nos rios impacta rotas do tráfico

Estruturas implantadas desde 2022, para o combate ao tráfico de drogas, ao porte ilegal de armas, aos crimes ambientais e para a proteção das populações ribeirinhas, as três Bases Integradas Fluviais instaladas pelo governo do Estado, por sua vez, vêm garantindo outra forte frente de avanços contra a criminalidade no Pará. Elas já apreenderam mais de 7,5 toneladas de drogas desde que passaram a monitorar os rios paraenses. Ao longo de todo 2025, as bases fluviais apreenderam mais 4,1 toneladas de entorpecentes. E mais de 736,5 quilos de drogas foram retirados dos rios paraenses desde janeiro deste ano.

Apenas no mês de maio, as ações da Base Fluvial Antônio Lemos (Breves) da Base Fluvial Candiru (Óbidos), e da Base Fluvial Baixo Tocantins (Abaetetuba) já apreenderam 463,1 quilos de drogas, um volume já 69% maior aos 273,4 quilos registrados entre janeiro e abril de 2026.

Para além dos rios, em todo o Pará o volume total as apreensões gerais de drogas já se aproxima de quatro toneladas, apenas neste ano. Por isso mesmo, os resultados das Bases Integradas Fluviais consolidam o modelo paraense como mais uma importante ferramenta de enfrentamento ao crime organizado na Amazônia.

Em abril deste ano, em visita à Base Fluvial Antônio Lemos, a governadora Hana Ghassan destacou os resultados alcançados.

“O Pará é pioneiro ao implementar esse modelo de integração na segurança fluvial, uma iniciativa única no Brasil que já apresenta resultados extremamente positivos. Gostaria de enaltecer o empenho diário de nossas forças de segurança, que enfrentam os desafios de nossa vasta geografia para levar mais paz social aos paraenses. Mesmo com nossa grande malha de rios, o uso de inteligência e o trabalho conjunto têm sido fundamentais para avançarmos”, enfatizou a governadora.

As bases também integram as ações do programa "Brasil contra o Crime Organizado”. Mantido em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do governo federal, o programa fortalece a atuação integrada das forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas e ao tráfico de drogas nas rotas fluviais da Amazônia.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo, destacou a importância do modelo paraense e da atuação permanente das equipes contra a criminalidade nas regiões fluviais.

“Os resultados demonstram a eficiência do trabalho desenvolvido pelas nossas bases integradas. O Pará possui um sistema de fiscalização fluvial que atua de forma estratégica, com tecnologia, inteligência e integração entre as forças de segurança. Essa presença permanente tem sido fundamental para enfraquecer as rotas utilizadas pelo tráfico de drogas e por outras atividades criminosas”, afirmou Ed-Lin Anselmo.

O titular da Segup reafirmou ainda o papel das forças de segurança para o combate ao tráfico nos rios da Amazônia.

“As bases fluviais representam uma resposta estratégica diante das características da nossa região. Garantimos presença contínua, fortalecemos a fiscalização e combatemos diretamente o crime organizado nas rotas utilizadas para o tráfico e outros ilícitos. Além disso, contribuímos para as ações integradas do programa Brasil contra o Crime Organizado, impedindo que essas organizações utilizem os rios paraenses para o transporte de drogas e outros produtos ilegais”, ressaltou.

Presença mais forte

Nos últimos sete anos, o Governo do Pará investiu mais de R$ 950 milhões na área da segurança pública. Os investimentos realizados pela Segup incluem equipamentos de alta tecnologia, viaturas, armamentos, munições, lanchas rápidas, além da modernização dos sistemas de monitoramento, com mais de mil câmeras em funcionamento, 100 totens de segurança conectados ao 190 e a aquisição de um novo Centro de Comando e Controle Móvel.

Além da implantação das Bases Integradas Fluviais, a entrega de novas estruturas de apoio e assistência à Polícia Militar e de complexos para a atuação da Polícia Civil também ampliam a presença do Estado em todas as regiões.

Em abril e maio, a governadora Hana Ghassan entregou duas novas unidades da Polícia Civil: o novo Complexo da Polícia Civil de Redenção, no sudeste do Pará, e o Complexo da Polícia Civil de Soure, ampliando o atendimento em segurança no Arquipélago do Marajó.

A governadora Hana Ghassan também assinou o Projeto de Lei que altera a estrutura orgânica da Polícia Civil do Estado do Pará e cria a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais, Roubo e Furto de Gado (Deleagro). As novas unidades da Deleagro, vinculadas à Diretoria de Polícia do Interior (DPI), serão implantada nos municípios de Xinguara e Soure.

Além disso, a governadora também entregou em maio a reconstrução do novo Centro de Reabilitação da Polícia Militar do Pará. Na ocasião, anunciou ainda a construção de uma creche para filhos de Policiais Militares.

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