
No dia 20 de maio é comemorado o Dia Mundial das Abelhas. A data foi estabelecida pela ONU em 2017 como uma maneira de conscientizar a população sobre a importância da espécie para a manutenção dos ecossistemas e da biodiversidade. Administrado pela Organização Social Pará 2000, o Parque Zoobotânico Mangal das Garças desenvolve, desde 2022, um projeto de criação de abelhas sem ferrão, nativas da região amazônica.
A espécie desempenha um papel fundamental na natureza: a polinização. Durante a coleta de recursos florais, os grãos de pólen aderem ao corpo das abelhas e são transportados entre flores, permitindo a reprodução de diversas espécies vegetais. Esse processo contribui diretamente para a manutenção da biodiversidade, regeneração florestal e produção de frutos e sementes. Grande parte da alimentação humana depende da polinização realizada por insetos, principalmente pelas abelhas.
As abelhas são insetos pertencentes à ordem Hymenoptera, a mesma de vespas e formigas, e fazem parte da superfamília Apoidea. Atualmente, existem mais de 20 mil espécies descritas no mundo, incluindo as sem ferrão, que estão presentes em grande quantidade na América do Sul. O Mangal das Garças possui dez colmeias artificiais em formato de “casas”, nas quais são cultivadas espécies diversas, como a Uruçu-amarela (Melipona flavolineata), a Uruçu-da-bunda-preta (Melipona melanoventer), a Iraí (Nannotrigona testaceicornes) e a Mosquito (Plebeia mínima).
“As abelhas sem ferrão pertencem à tribo Meliponini e, apesar de não possuírem ferrão funcional para defesa, apresentam comportamentos defensivos, como mordidas e uso de resinas vegetais. Essas espécies possuem grande importância para os ecossistemas amazônicos, atuando na polinização de inúmeras plantas nativas. Atualmente, as populações de abelhas enfrentam ameaças como desmatamento, queimadas, uso indiscriminado de agrotóxicos, mudanças climáticas e perda de habitat. A conservação desses insetos é essencial para a manutenção dos ecossistemas e da segurança alimentar”, afirma Beatriz Tavares, técnica ambiental do Mangal das Garças.
O Parque Zoobotânico Mangal das Garças utiliza como principal técnica a meliponicultura, que atua diretamente na criação das abelhas sem ferrão com o objetivo de preservar a espécie e difundir a educação ambiental.
Rafael de Azevedo, técnico ambiental do parque, compartilha o processo de manutenção com a espécie e explica que com os cuidados certos elas conseguem aumentar a população além de produzir mel e permitir a divisão de colônias.
“Pelo menos duas vezes por semana é feita a verificação nas caixas, que são basicamente as colônias viventes, onde é realizada a manutenção de suas estruturas, além da checagem de possíveis pragas e predadores que poderiam comprometê-las. Para que as colônias de abelhas estejam com boa saúde e sempre fortes, é feito um reforço na alimentação com xarope à base de água, açúcar e limão, além de bombons de pólen. Assim, é possível mantê-las ativas no inverno amazônico, já que nesse período há uma escassez de néctar, utilizado para a produção de mel, e de pólen no meio ambiente”.
Nesta data o Parque Zoobotânico Mangal das Garças reforça seu compromisso, não apenas com as abelhas, mas com todo o ecossistema. Cuidar desses animais é garantir um futuro possível para toda a humanidade. Para conhecer as abelhas sem ferrões basta visitar o complexo que funciona de terça a domingo das 8h às 18h e fecha às segundas para a manutenção.
Serviço:
Funcionamento do Mangal das Garças:
Programação diária:
Texto: Bianca Portela - Ascom OS Pará 2000