
O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, promoveu, nesta segunda (18) e terça-feira (19), uma programação especial para reforçar a conscientização sobre a importância da higienização das mãos na prevenção de infecções hospitalares. Coordenada pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), a campanha reuniu atividades educativas e dinâmicas destinadas a pacientes, acompanhantes e colaboradores da unidade.
Com o tema “Higiene das mãos: ação que salva vidas”, a programação incluiu distribuição de materiais educativos, histórias em quadrinhos e jogos interativos. Entre as atividades realizadas, os profissionais da saúde orientaram sobre a estratégia “Siga e Pare”, em que crianças internadas utilizam plaquinhas para lembrar colaboradores, cuidadores e visitantes sobre a necessidade de higienizar as mãos antes de qualquer procedimento ou contato. A campanha também contou com brincadeiras educativas, como o “Big Phone” e o “Bilhete Dourado”, direcionadas aos colaboradores da unidade.
Segundo a coordenadora do SCIH do Hoiol, Adrielle Monteiro, a proposta fortalece a cultura de segurança do paciente. “A higiene das mãos é uma das medidas mais simples e eficazes para prevenir infecções. Em um hospital pediátrico oncológico, onde os pacientes possuem maior vulnerabilidade imunológica, esse cuidado se torna ainda mais essencial. Buscamos envolver profissionais, pacientes e cuidadores para que todos compreendam sua responsabilidade nesse processo”, destacou.
A coordenadora explica que os principais erros observados em ambientes hospitalares estão relacionados à execução inadequada da técnica e à ausência da higienização nos momentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
“As duas principais formas de realizar a higienização das mãos são com álcool ou água e sabão. As soluções alcoólicas, disponíveis em diversas apresentações, como gel, spray ou espuma, devem conter, no mínimo, 70% de álcool e podem incluir emolientes hidratantes em sua composição. Cada produto possui uma função específica. O álcool é indicado para situações em que as mãos não apresentam sujeira visível, devido à sua ação rápida e antisséptica. Contudo, esse produto não substitui a necessidade de lavar as mãos com sabão em situações em que há sujeira visível, como poeira ou resíduos de luvas", explicou Adrielle.
A especialista destacou ainda que a conscientização é um dos pilares para prevenir Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). “Mesmo em rotinas intensas, é fundamental que todos reconheçam a importância desse cuidado para a segurança do paciente. A higienização com água e sabão leva, em média, 60 segundos, enquanto o uso da preparação alcoólica requer cerca de 30 segundos. É um tempo curto, mas capaz de salvar vidas e prevenir infecções. Por isso, abordamos esse tema de forma leve e acessível, utilizando brincadeiras e recursos lúdicos para reforçar a importância da higiene das mãos. Essa é uma responsabilidade coletiva, que depende do comprometimento dos profissionais de saúde, pacientes e cuidadores.”
A campanha também mobilizou quem acompanha de perto a rotina hospitalar. A auxiliar administrativa do Núcleo Interno de Regulação (NIR) do Hoiol, Renata Bilby, relatou que as atividades ajudam a reforçar práticas fundamentais no dia a dia. “A higiene das mãos é essencial para proteger pacientes, acompanhantes e profissionais, reduzindo os riscos de infecções. Mesmo na correria da rotina, buscamos manter esse cuidado constante, seja com água e sabão ou com álcool em gel, sempre nos momentos adequados. Também orientamos os acompanhantes e visitantes sobre a importância da higienização das mãos e do uso de máscara para garantir um ambiente mais seguro para todos”, afirmou.
A dona de casa Edinalva dos Santos, de 41 anos, acompanha a filha, Elayne, de 16, em tratamento contra a leucemia. Durante a internação da adolescente, ela conta que redobra a atenção aos cuidados com a higiene das mãos por parte dos profissionais de saúde. “Aqui no hospital, eles são muito cuidadosos e sempre orientam a gente a lavar as mãos. Também percebo que estão constantemente atentos, usando luvas ou álcool em gel. Em um momento tão delicado como a internação, esse cuidado traz mais tranquilidade para gente”, afirmou.
A estudante Renata Nunes, de 33 anos, acompanha o filho Miguel, de seis anos, em tratamento contra a Leucemia Linfoblástica Aguda do tipo B e afirma que, por já ter trabalhado em hospitais, conhece a importância das boas práticas. Para ela, as equipes do Hoiol orientam constantemente os familiares sobre os procedimentos necessários durante a internação, como os cuidados com o acesso venoso, a higienização diária dos pacientes e a troca frequente das roupas de cama. Cuidados que, segundo a genitora, mostram a dedicação dos profissionais envolvidos no tratamento do filho. “É muito gratificante ver o comprometimento de todos. Além de cuidar dos pacientes, eles também nos orientam sobre os cuidados que nós, como pais, precisamos ter com nossos filhos. Vejo que é um ato de cuidado e de amor”, concluiu.
Serviço:
Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o Hoiol é referência na região Amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre zero a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes, por meio de contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
Texto: Ascom/Hoiol