
A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) reuniu, neste sábado (25), pacientes com hemofilia e familiares deles em uma ação de acolhimento
A atividade marcou as ações alusivas ao Dia Mundial da Hemofilia e promoveu um momento de convivência fora do ambiente hospitalar.
A programação contou com roda de conversa, atividades educativas, ações com diferentes áreas da saúde e momentos de integração em meio à natureza, com foco no bem-estar e na troca de experiências entre os participantes.
A diretora técnica do Hemopa, Larissa Francês, destacou que iniciativas como essa ampliam a forma de cuidar dos pacientes. “Mais do que o tratamento, buscamos acolher o paciente no dia a dia, fazendo com que ele se sinta parte do Hemopa. É um cuidado que vai além do atendimento clínico”, afirmou.
Larissa Francês reiterou que sair do ambiente hospitalar também faz diferença na rotina dos pacientes. “É uma oportunidade de viver outras experiências, de estar em um espaço diferente e fortalecer esse vínculo com a equipe”, completou.
Para os participantes, o encontro representou uma pausa na rotina de cuidados. A autônoma Dailde Santos, de 35 anos, mãe do paciente Abraão, de 5 anos, destacou o impacto positivo da iniciativa. “É um momento leve, em que a gente consegue relaxar, conversar e se sentir acolhida. Isso faz diferença para quem vive essa rotina todos os dias”, disse.
A médica hematologista Saide Sarmento reforçou a importância do diagnóstico precoce da hemofilia. “Manchas roxas frequentes e sangramentos prolongados após procedimentos simples, como vacinas ou o teste do pezinho, são sinais de alerta que precisam ser investigados”, explicou.
A hemofilia é uma doença genética rara que afeta a coagulação do sangue e atinge, principalmente, os homens. Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registrou 14.576 pessoas com hemofilia em 2025.
O acompanhamento dos pacientes envolve uma equipe multiprofissional. Para o farmacêutico Robson Paixão, esse suporte é essencial ao longo da vida. “É um cuidado contínuo, que envolve diferentes áreas e garante não apenas o tratamento, mas também acesso a direitos e qualidade de vida”, destacou.
A pedagoga Joyce Cunha ressaltou que o atendimento também inclui suporte educacional e social. “O acompanhamento vai além da saúde. Trabalhamos com educação em saúde, apoio à escolarização e fortalecimento das relações sociais”, explicou.
A ação contou com apoio do projeto Visitas Monitoradas nos Parques Urbanos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), que promove atividades inclusivas em espaços públicos. A iniciativa integra as ações do Hemopa voltadas ao acompanhamento contínuo de pacientes com coagulopatias, com foco na qualidade de vida e no fortalecimento do cuidado ao longo do tempo.
Texto em colaboração com Felipe Borges (Ascom/Hemopa)